Apareceu investidor interessado na HBC

“Achamos que o plenário já teve o seu efeito. Acabámos de ter um telefonema de um possível interessado”. A informação foi proferida, ao final da manhã de hoje, pela responsável do Sindicato do Sector Têxtil e das Confecções do Centro, depois de se ter reunido nas instalações da empresa, localizada na zona industrial, com os 160 trabalhadores e o administrador da insolvência.

Adiantando que a informação lhe foi transmitida pelo próprio governo civil, Fátima Carvalho referiu ainda que a reunião com o investidor iria ter lugar ainda hoje, pelas 14h30. “Esta seria a maior e melhor notícia que hoje poderíamos ter recebido”, sustentou a sindicalista, garantindo que os trabalhadores querem uma solução porque “querem emprego e não o desemprego”.

No limite do prazo concedido pelo tribunal para que fosse encontrada uma solução para a HBC, trabalhadores, sindicato e administrador da insolvência concordaram em solicitar mais um mês ao Juiz para que possam ser tomadas decisões concretas.

“Têm havido alguns contactos e expectativas para se encontrar um investidor, mas, ainda não há nada em concreto e isto leva ao desespero dos trabalhadores”, adiantou Fátima Carvalho, considerando que estão todos numa “corrida contra o tempo”.

“Era importantíssimo que cada um dos candidatos se comprometesse com o problema do desemprego”

Apoiados à entrada e à saída do plenário por duas das candidaturas à Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, sindicato e trabalhadores apelaram hoje ao compromisso de cada um dos candidatos para com o problema do desemprego.

“O problema número um de Oliveira do Hospital é o emprego”, sustentou Fátima Carvalho, ao mesmo tempo que lamentou que, “até ao momento”, o actual presidente da Câmara Municipal “não se tenha empenhado na procura de soluções”. Concordante de que “não tem que ser ele a solução”, a sindicalista é porém de opinião de que Mário Alves “deve ser o pólo aglutinador para se encontrarem soluções”.

“O sindicato apela a todos os candidatos para que, no tempo que lhes falta, se comprometam com estes trabalhadores e com outros que estão em risco de desemprego e com aquelas empresas que estão em risco de encerrar”, insistiu Fátima Carvalho, com o objectivo de “não se aumentar a calamidade em Oliveira do Hospital”.

NVA com “quatro salários em atraso”

Num apelo directo ao governo central, a sindicalista posiciona-se em defesa de medidas de apoio às empresas que passam a vida junto da banca a justificar-se de uma “esmolinha”. Fátima Carvalho alertou para a situação difícil que está a afectar várias empresas do concelho e que não conseguem pagar os salários aos trabalhadores.

A empresa de confecções NVA foi identificada pela sindicalista como o caso mais preocupante e na qual os trabalhadores vivem, há já alguns meses, uma situação de quatro salários em atraso. O endividamento da empresa e a falta de fundo de maneio são apontadas como as causas daquela situação, que afecta três dezenas de trabalhadoras.

“Estamos a chegar a um tempo, em que parece que os trabalhadores têm que pagar para trabalhar”, sustentou Fátima Carvalho, verificando que com o incremento do desemprego, “mais facilidade há em se explorarem os trabalhadores”. “Achamos impossível para quem ganha 450 Euros, poder viver com quatro salários em atraso”, sublinhou, constatando que, em vez de viverem “as pessoas sobrevivem e vegetam”. Na opinião da sindicalista “quem está a financiar as empresas são os trabalhadores com os salários em atraso”.

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