APIA descobre grande concentração de arte rupestre nos rios Alva e Ceira

A informação foi avançada pelo presidente da Associação Portuguesa de Investigação Arqueológica (APIA), Nuno Ribeiro, que na passada sexta-feira, apresentou em Seia as conclusões de um trabalho de investigação intitulado “Estudo das Manifestações de Arte Rupestre dos Rios Ceira e Alva”.

Segundo referiu aquele arqueólogo, citado pelo jornal Porta da Estrela, “até agora foram estudadas e inventariadas 580 lajes com gravuras rupestres, algumas com mais de dez mil anos”.

“Só com aquilo que conhecemos, acreditamos tratar-se de uma das maiores concentrações de arte rupestre portuguesa e da Península Ibérica”, considerou Nuno Ribeiro num encontro de arqueologia, recentemente promovido pela APIA.

De acordo com aquele especialista, a arte rupestre estudada concentra-se, sobretudo, em 11 grandes áreas dos rios Ceira e Alva, nos concelhos de Seia, Góis, Arganil, Pampilhosa da Serra, Covilhã e Oliveira do Hospital. Sublinhando que as gravuras encontradas remontam a vários períodos, “desde o final do Paleolítico até aos nossos dias”, Nuno Ribeiro defende agora que os achados “justificam a criação de um parque arqueológico”, e que “toda a região centro poderá ganhar com isso”.

Porém – adverte aquele arqueólogo – “terá que haver vontade política”, uma vez que a APIA não consegue levar por diante um projecto desta natureza.

Também presente naquele encontro de arqueologia, a arqueóloga espanhola Maria Soledad Corchón, da Universidade de Salamanca, disse à agência Lusa que crê que “esta concentração de gravuras rupestres é uma das maiores da Europa”, ao mesmo tempo que também defendeu que a criação de um parque arqueológico “poderia ser um pólo de desenvolvimento para a região”.

Sublinhe-se que na freguesia da Vide, concelho de Seia, a APIA – em colaboração com a autarquia senense – colocou recentemente em funcionamento um Centro de Interpretação de Arte Rupestre.

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