ARCIAL avança com construção de duas residências autónomas

A Associação de Recuperação de Crianças Inadaptadas de Oliveira do Hospital (ARCIAL) prepara-se para concretizar mais um sonho no apoio que presta a pessoas portadoras de deficiência.

A instituição que, em fevereiro de 2010 deixou as antigas instalações do colégio da cidade e estreou o moderno Centro de Atividades Ocupacionais, frequentado por 50 utentes, lançou ontem a primeira pedra para a construção de duas residências autónomas, cada uma com capacidade para cinco utentes do sexo masculino e outros tantos do feminino.

Em causa está um investimento na ordem dos 280 mil Euros, financiado em 199 mil Euros pelo Programa Operacional do Potencial Humano. A construção vai estar a cargo da empresa local Irmãos Peres e vai ser fiscalizada pelo arquiteto “amigo da instituição” Carlos Santos.

“Com isto, vamos tentar responder um bocadinho à ansiedade dos nossos pais”, afirmou ontem a presidente da direção da Arcial, que olha para o novo desafio da instituição como um resposta às “lacunas” que vinham sendo sentidas.

Na presença de dois deputados na Assembleia da República, autarcas locais e diretor regional da Segurança Social, Rosa Neto não perdeu, contudo a oportunidade, para dar como garantida a continuação da sua luta pela melhoria do apoio prestado aos jovens que frequentam a instituição.

Pegando no seu próprio exemplo, enquanto mãe de”uma criança dependente”, Rosa Neto destacou a necessidade de as futuras residências não se destinarem apenas a utentes com autonomia. “Quando partir quero saber que há residências para esses meninos”, confidenciou, não deixando de encarar o arranque das futuras residências autónomas como “um importante momento para todos nós e para o concelho”.

“Orgulhosa” pelo inicio da concretização de um novo sonho para a ARCIAL, a responsável não deixou de apreciar o empenho do antigo presidente da Câmara Municipal em benefício do projeto, bem como do também ex autarca António Simões Saraiva que “ajudou a Arcial a estar onde hoje está”.

Palavras de reconhecimento que também chegaram ao “amigo José Carlos Alexandrino”, António Lopes e a o seu antecessor na direção, Arménio Rodrigues.

Satisfeita pelo momento em que estava a participar, a presidente da ARCIAL revelou-se ainda confiante na boa colaboração do governo, para a concretização de um novo projeto em que a instituição está envolvida e que consiste na construção de “dois tanques” destinados a hidroterapia. “O momento não é de fazer castelos no ar, mas não podemos deixar de sonhar e caminhar, porque os nossos jovens merecem tudo”, frisou.

“Se o dinheiro é pouco tem que haver uma opção clara do que é importante”, foi o conselho que o presidente da Câmara Municipal acabou por dirigir a Rosa Neto, destacando a mais valia da construção das duas residências que “vão resolver problemas importantes às famílias e aos utentes”.

José Carlos Alexandrino que, logo, começou por prestar homenagem ao “excelente trabalho” que tem vindo a ser feito por uma das principais mentoras da Arcial, Teresa Serra, deu ainda conta da disponibilidade do município para “haver um esforço e fazer um contributo”.

Sem quantificar o valor em causa por carecer ainda de apreciação em sede de executivo, o autarca assegurou que “não é por isso que se vai deixar de fazer esta obra”. O autarca valorizou ainda o facto de a obra ser executada por uma empresa local que “tem muitos trabalhadores ao seu serviço”. “Fico contente porque Oliveira do Hospital tem empresas deste gabarito ao nível da construção”, frisou.

“A percentagem de candidaturas aprovadas não foi além dos 20 por cento, o que prova a qualidade e enquadramento da candidatura”

Dando como confirmado o financiamento na ordem dos 74,5 por cento ( 199 mil euros), o diretor regional da Segurança Social veio a Oliveira do Hospital destacar as mais valias do projeto, pelo facto de o mesmo ter recebido o aval favorável na hora de apreciação da respetiva candidatura.

“A percentagem de candidaturas aprovadas não foi além dos 20 por cento, o que prova a qualidade e enquadramento da candidatura”, revelou Ramiro Miranda que destacou também a reincidência da Arcial na apresentação de candidaturas a favor da inclusão social, com destaque para o CAO financiado pelo programa PARES.

O responsável distrital que veio também dar conta das preocupações do governo no “combate à exclusão através da capacitação e inclusão social” valorizou as parcerias no domínio social e alertou para a necessidade de “boa gestão” associada às instituições.

“A Arcial está no bom caminho”, chegou a referir o responsável distrital que, apoiado pelos números revelou que em Oliveira do Hospital, a Segurança Social celebrou 68 acordos, destinados a 1680 utentes, num investimento de 4,8 milhões de Euros. Por mês, a ARCIAL recebe 22,7 mil Euros, contou, revelando ainda que o POPH aprovou 14 projetos no distrito, dois dos quais no concelho de Oliveira do Hospital num total de 14,8 milhões, comparticipados em 9,4 milhões. Já ao nível do programa PARES, foram aprovados 30 projetos no distrito, entre os quais o CAO da ARCIAL, no valor de 17,6 milhões de Euros e que beneficiaram de um financiamento na ordem dos oito milhões de Euros.

Pedro Saraiva e Maurício Marques, deputados na Assembleia da República testemunharam o lançamento da 1ª pedra das residências autónomas e valorizaram a importância que o novo projeto encerra para a instituição e para o concelho. Garantida ficou também a boa colaboração entre os deputados e os responsáveis concelhios.

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