Arganil: Vereador do PS denuncia “baixa execução do investimento”

Convidado a pronunciar-se sobre a Prestação de Contas do Município de Arganil de 2009, o vereador do PS Miguel Ventura denunciou, em reunião do executivo realizada a 6 de Abril, a “baixa execução da receita e da despesa” previstas e considerou que tal facto é “revelador das dificuldades que a situação financeira da Câmara Municipal atingiu, apesar do aumento das transferências do Orçamento de Estado”.

De acordo com nota de imprensa enviada ao correiodabeiraserra.com, o socialista considera que, à semelhança do orçamento para 2010, o plano aprovado para 2009 “está assente em valores virtuais, muito distintos dos que posteriormente são alcançados na realidade”.

Para além disso e, tomando por base o “aumento do endividamento líquido do município em 46,4 por cento durante o ano 2009”, Ventura não hesita em considerar que “falhou a aposta na redução da dívida por parte do anterior executivo, que constituiu uma das principais bandeiras utilizadas pelo PSD ao longo dos últimos anos”.

Entendendo que a fraca execução do orçamento “provoca um descrédito dos munícipes”, o eleito socialista apontou o dedo a várias obras que se encontram em Plano há vários anos, sem que sejam concretizadas. Não deixou também de assinalar que, alguns investimentos concluídos em período pré-eleitoral tiveram custos acrescidos.

O estado em que se encontram os pólos industriais do concelho mereceu ainda o reparo de Ventura, por constatar uma execução de apenas 1,75 por cento do previsto para a requalificação das zonas industriais.

Apesar de ter votado pela abstenção, Miguel Ventura não deixou de sublinhar o esforço efectuado pela Câmara Municipal de Arganil na área da Educação, com a construção do Centro Educativo de Côja e o apoio que é disponibilizado às famílias com crianças a frequentarem as diversas escolas do Ensino Básico e ao investimento efectuado no alargamento da Relvinha, que possibilitou a criação de uma nova unidade industrial, que se dedica ao aproveitamento dos recursos florestais.

Pese embora os reparos, Ventura justificou a abstenção com o argumento de que grande parte do período a que se referem os documentos ocorreu sobre a responsabilidade do anterior executivo e, que o mesmo decorre das opções tomadas no Plano de Actividades aprovado em Dezembro de 2008.

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