As eleições legislativas em Oliveira do Hospital

PSD : “Há ainda muito trabalho por fazer a nível interno”

À semelhança do que aconteceu a nível nacional, o PSD foi a força política mais votada em Oliveira do Hospital.

Perante um resultado que “reforça a retoma de confiança no PSD”, a presidente da Seção Política do PSD de Oliveira do Hospital não deixa de se revelar satisfeita, mas não esconde a preocupação em torno daquilo que é a realidade do partido a nível concelhio.

“Há ainda muito trabalho a fazer a nível interno” afirmou Sandra Fidalgo ao correiodabeiraserra.com que, num olhar sobre o momento em que ecoaram os resultados das primeiras projeções, constatou a “ausência de militantes na sede do partido”.

A presidente do PSD que, já em várias ocasiões reiterou a sua vontade de unir o partido em Oliveira do Hospital chega a concluir que “a ausência de pessoas denota que as coisas não estão a funcionar como gostaria”.

Satisfeita pelos resultados alcançados, Sandra Fidalgo tem consciência de que se aproximam “tempos difíceis” e que é preciso “priorizar as opções a tomar, em função do que são os desígnios nacionais”.

A este diário digital, a responsável política revelou-se confiante na sensibilidade do novo primeiro-ministro relativamente às preocupações dos oliveirenses. Acessibilidades, encerramento de empresas, combate à interioridade e apoio a medidas que fixem jovens e pessoas no interior são aspetos que a líder concelhia do PSD entende que vão ser levados em conta por Pedro Passos Coelho.

Fidalgo revelou-se ainda a favor de uma coligação com o CDS-PP, por considerar que “Portugal precisa de uma maioria absoluta que só pode ser criada à direita”.

Ainda num olhar sobre os números, Sandra Fidalgo realça o retomar da força laranja em Oliveira do Hospital e apesar de não querer antecipar cenários, lembra que “o PS só governa em Oliveira do Hospital por força das circunstâncias que dividiram o PSD”.

“Se houver concertação no PSD, estou em crer que este pode ser um indicador do que poderá acontecer nas próximas eleições autárquicas”, observou.

PS: “O que estava em avaliação era o desempenho do governo no momento de grave crise internacional”

O presidente da Comissão Política Concelhia do PS de Oliveira do Hospital recusa-se a associar os resultados eleitorais obtidos a nível concelhio, com aquilo que é a opinião dos oliveirenses relativamente ao desempenho do executivo socialista que gere os destinos da Câmara Municipal.

“O que estava em avaliação era o desempenho do governo no momento de grave crise internacional”, afirmou José Francisco Rolo ao correiodabeiraserra.com, considerando que “o eleitorado é inteligente” e por isso “sabe separar as águas”.

Sem deixar de interpretar os resultados nacionais como uma “onda de mudança”, o líder concelhio do Partido Socialista disse não recear qualquer espécie de contágio ao nível das eleições autárquicas e recuou ao ano de 2005 para lembrar que, em Oliveira do Hospital o PS ganhou com vantagem nas legislativas e, passado uns meses teve um mau resultado nas autárquicas.

Na opinião de José Francisco Rolo, os oliveirenses que ontem votaram PSD “saberão avaliar no momento próprio o desempenho da Câmara Municipal, que não estava em avaliação nesta eleição”. Interpretando a derrota do PS como uma tendência que ocorre a nível internacional de penalização do governo em momentos de crise – “aconteceu em Espanha, na Alemanha e prepara-se para acontecer na França”, frisou – José Francisco Rolo não deixa de olhar com otimismo para a realidade concelhia.

Ainda que o executivo deixe de partilhar a mesma cor política com os membros do novo governo, o presidente da concelhia socialista manifesta a total confiança na capacidade de trabalho e empenho do presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital.

“ José Carlos Alexandrino é um homem de grande querer, capacidade de diálogo”, considerou o socialista, olhando para o autarca como “um homem que está à altura da defesa de grandes projetos para Oliveira do Hospital”.

Para além de reconhecer as capacidades do executivo de Alexandrino, o presidente da concelhia oliveirense também se revelou confiante relativamente à postura do futuro governo chefiado por Pedro Passos Coelho e que, na sua opinião, “não estará legitimado para descriminar ninguém”.

Sem deixar de apresentar os parabéns à força política mais votada, o socialista elogiou o trabalho desenvolvido pelo candidato a deputado pelo PS, Carlos Maia, no contato e mobilização junto do alto distrito. “Foi inexcedível”, referiu.

CDS-PP: “Estamos contentes com o resultado em Oliveira do Hospital”

Apesar de nas eleições de ontem, o CDS-PP ter registado a nível concelhio uma descida do número de votos relativamente às legislativas de 2009, a presidente da Comissão Política Concelhia confessou-se “contente” com o resultado em Oliveira do Hospital. Maria José Falcão de Brito explicou que, pelo contrário, o resultado obtido há dois anos é que não  correspondeu áquilo que é a realidade de voto no partido em Oliveira do Hospital, já que o CDS-PP “beneficiou da situação de rutura que se vivia ao nível do PSD local”. A responsável política explicou que em comparação com legislativas anteriores, ontem o CDS-PP duplicou o número de votos conseguido habitualmente a nível concelhio.

Num olhar pelos números nacionais, Falcão de Brito considera que o CDS-PP obteve um resultado “dentro daquilo que era razoável” e ajustado a “uma campanha de grande dignidade, sem atropelos e sem insultos”.

Para a responsável política “é urgente haver um entendimento conducente a uma maioria parlamentar”, pelo que se posicionou favorável a um entendimento entre o CDS-PP e o partido de Pedro Passos Coelho.

CDU: “Nem um só problema do país se vai resolver”

Ainda que aprecie a ligeira subida alcança pelo PCP-PEV em Oliveira do Hospital – “a semente da esperança também se mantém sedeada em Oliveira do Hospital “, frisou – João Dinis não vislumbra nada de positivo na eleição do novo governo.

“O grande capital apostou noutro cavalo” referiu o porta-voz do partido em Oliveira do Hospital, prevendo que “as políticas nacionais se vão manter, ou vão ser ainda piores”.

Para Dinis “nem um só problema do país se vai resolver e tudo se vai agravar”, contudo alerta que os partidos “terão sempre pela frente o Partido Comunista”.

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