Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital aprova redução do IMI para famílias com filhos, mas recusa recomendação de António Lopes para abolir os cinco por cento de IRS

A Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital aprovou na reunião da última sexta-feira um valor de 0,35 de IMI a cobrar em 2016, bem como uma redução neste imposto para as famílias com filhos. A autarquia manteve, no entanto, a taxa máxima de IRS no máximo (cinco por cento), recusando uma recomendação do deputado António Lopes que ia no sentido da Câmara Municipal abrir mão deste valor em favor das famílias, como acontece em Arganil, ao mesmo tempo que pretendia ver aplicados valores mais significativos nos descontos em sede de IMI para os agregados com filhos.

Os novos valores de IMI a aplicar no concelho vão permitir que cada família com um filho tenha uma redução de cinco por cento neste imposto, subindo para dez por cento para os agregados com dois filhos e 15 por cento para quem tiver três dependentes ou mais. Já a recomendação de António Lopes propunha uma redução de dez por cento para aqueles que tivessem um dependente, 15 por cento para quem tivesse dois filhos e 20 por cento, o máximo permitido por lei, para os agregados com três dependentes ou mais. Não vingou.

“Temos de ver isto como um incentivo à natalidade. Pretendia aplicar a taxa máxima, mas a lei não faz distinção para além de três filhos. Por uma questão de proporcionalidade entendemos que esta era a melhor forma”, explicou José Carlos Alexandrino, assegurando que esta medida vai ter impacto em 1670 famílias do concelho, das quais 959 têm um filho, 641 contam com dois e apenas 74 têm três ou mais dependentes. José Carlos Alexandrino sublinhou ainda que entre a diferença entre o actual valor e a taxa máxima permitida por lei, significa que a autarquia oliveirense está a abrir mão de cerca de 800 mil euros. “Isto só é possível porque temos um município com as contas equilibradas”, vincou.

Já sobre a taxa de IRS, o executivo de Oliveira do Hospital considera que é um imposto que ao ser eliminado estaria a beneficiar aqueles que mais ganham. A justificação não colheu junto de António Lopes, para quem nesta altura já há muitas famílias em dificuldades a pagar IRS. “Um executivo que critica o Governo pelo aumento de impostos, não pode continuar a praticar esta extorsão dentro do município e hoje a classe média que está em dificuldades, ao contrário de outros tempos, também é afectada pelo IRS”, criticou o deputado, que ao longo de toda a AM fez questão de enfatizar a necessidade da autarquia apostar no apoio aos mais carenciados. Nuno Vilafanha, do PSD, por seu lado, apresentou uma recomendação no sentido deste imposto baixar para 2,5 por cento, sendo que a receita a cobrar fosse direccionada directamente para o apoio às famílias mais necessitadas. Também não contou com o apoio da maioria.

O eleito Luís Lagos, por seu lado, aproveitou para recordar a José Carlos Alexandrino que existia margem para colocar o IMI nos valores mínimos (0,30) permitidos por lei as receitas de IMI, uma vez que, explicou, durante a presidência de José Carlos Alexandrino as receitas provenientes daquele imposto aumentaram 330 mil euros. “Essa redução significaria menos 250 mil euros nas receitas da autarquia, portanto bem abaixo dos 330 mil que aumentou no seu mandato. Até pela questão da água, esse valor seria perfeitamente acomodável no orçamento municipal”, frisou o eleito do CDS/PP.

Quem é o pai da criança?

O tema levou também o deputado do CDS a vangloriar-se de ter sido o primeiro a apresentar esta proposta de redução. “Fico satisfeito por o CDS/PP ter mostrado o bom caminho ao executivo. Há duas Assembleias Municipais atrás apresentei aqui essa mesma proposta e fui chamado de burro, que não sabia fazer contas. Por isso, é com satisfação que vejo o executivo recuperar a nossa recomendação, bem como o deputado António Lopes”, sublinhou.

Este “grito” de vitória pelo deputado popular não agradou ao eleito e líder da concelhia do PS, Carlos Maia, que lembrou a Luís Lagos que a sua proposta apenas foi recusada pelo PS por não quantificar o impacto que teria nas contas do município. Lagos pediu novamente para falar: “Senhor deputado Carlos Maia, sem que ninguém lhe sopre ao ouvido, diga-me lá qual é o impacto nas contas do município da proposta agora apresentada pelo executivo?”. Carlos Maia engoliu em seco. Não conseguiu responder e confessou que votava favoravelmente porque a proposta foi apresentada pelo presidente que, por certo, tinha feito as contas. “Então vota num acto de fé…”, retorquiu Luís Lagos. “Se não tem confiança no homem que ali está, eu tenho. Se ele apresentou a proposta é porque tem as contas todas feitas”, fez saber o líder socialista. José Carlos Alexandrino acabou com a discussão, explicando que “não valia a pena estar ali a discutir quem era o pai da criança”.

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  • António Lopes

    O Senhor Presidente e Oliveira do Hospital são os “maiores em tudo”. Só a cortar nos impostos e nos aumento da água é que não.O Novo presidente da AM, para justificar o lugar, até impediu a discussão.O presidente já foi dizendo para se nomear uma comissão, como tanto tenho exigido:Pois vamos lá para se saber quem é que anda a meter-nos a mão no bolso, ou não.SE Tábua e Arganil, com menos gente e menos empresas aboliram a taxa de IRS por que é que Oliveira do Hospital não faz o mesmo.Até estamos bem, em dívida..! Eu disse e provo, que a maior rubrica do orçamento Municipal é o das festas e da bola.Como tal, sugeri que cortassem nesse e dessem o dinheiro dos impostos às pessoas em vez de andarem a dar esmolas com o dinheiro delas.Mas não.As festas e a bola dão votos.Se o Sr.Presidente puder dar o que nos tira, fica bem visto…Infelizmente, há quem vá neste jogo.Mas que fique claro.Em Tábua e em Arganil não se paga taxa de IRS.

    • República

      Prezado concidadão, ilustre deputado municipal deste concelho, neste concelho que deveria, de facto, andar nos melhores escalões de tudo quanto é concelho..neste (reles ?) país:

      1. Respeitamos, sempre, as competências da Assembleia Municipal, como respeitamos, de resto, as competências da Assembleia da República. ( E não os ilustres doutrinadores do concelho, ou da Assembleia da Repúbila, que, em vez de marcas publicitárias de duvidosa qualidade – ou , até , de entendimento, – deveriam, se de gente honesta, e verdadeiramente democrata, se tratasse, em primeiro lugar, colocar, sempre,antes de qualquer intervenção ( jornalística, televisiva ou “festeira/futebolística” ) ,um qualquer artigo da CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA: em particular, daqueles que, de competência autárquica se tratasse, como uma das maiores conquistas, verdadeiramente democráticas, do “25 de Abril”! – e não de negócios;

      2.Perdoe, respeitável deputado municipal, esta introdução, para, apenas , lhe chamar a atenção do seguinte: mesmo quando andou a “navegar”, enquanto “caga milhões” – sabemos que a alcunha é da sua autoria! – , neste verdadeiro “cavaquistão” – e a “vida política municipal” corria pelo melhor (?), alguma vez lhe passou pela cabeça saber se, em mesa de trabalho – mesmo na sua! -, bibliotecas, materiais de estudo, “livro de cabeceira”…dos restantes autarcas estava uma “coisa” chamada CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA?

      3. Sabemos, e respeitamos, essa sua , agora, verdadeira luta pelo cumprimento da “lei”. Consideramos, por isso, que é de grande alcance recordar-lhe uma primeira questão, absolutamente pertinente, aos visados nessa sua acção fiscalizadora, sejam eles os seus concidadãos eleitores, ou membros, eleitos. da Assembleia Municipal, ou vereadores, ou presidentes: SERÁ QUE TODOS NÓS, alguma vez, OU TODOS ELES, dedicaram, 10 horas na vida, a tentar descortinar aquilo que, no ESTADO DE DIREITO, é A LEI FUNDAMENTAL do país em que vivemos?

      4. Não estranhe, digníssimo ex-presidente da – ou alguma vez o foi? – Assembleia Municipal do Concelho de Oliveira do Hospital, se lhe colocarmos a seguinte – manhosa, pois claro! – chamada de atenção: alguma vez, ainda vitorioso, se deu ao cuidado de verificar se, entre os seus companheiros da altura, suficiente conhecimento da lei fundamental havia, ou se, acaso, alguma vez , por “riba” dela, os seus olhos tinham passado?
      (Advertência: trabalhos há, de origem mais do que fidedigna, que – jornalisticamente – demonstraram ter acontecido, no Vaticano, (imagine!) que, ao ser necessário consultar a Bíblia, para fundamentação de decisões fundamentais, em nenhum dos “ministérios” da cúria haver, sequer, um exemplar…nem o papa sabia dela!)
      5. Acreditamos, pois, que o seu trabalho, enquanto “homem do 25 de Abril”, por aqui, tenha ficado diluído, misturado, “endrominado” – ao qual se (a)juntou a sua experiência na Região Autónoma da Madeira, da qual loas teceu ao maior mestre de populismo, demagogia…e , repare, ao maior responsável por “dívida” de exercício…sempre coberto pela “lei”: Alberto João Jardim;
      6. Poderemos falar de contratos, aqui em Oliveira do Hospital, dos quais o noblíssimo deputado municipal desconfia…sejam eles de contas das “telas”, das “águas”, de “IRS”…seja do que for;
      7. Uma coisa é certa: este “monstro”, respeitável deputado municipal, foi o senhor quem o criou…foi o senhor quem nele INVESTIU….e muito! Esqueça(?).
      8. Como verdadeiro homem de 25 de Abril, se acaso disso ainda se trata, não caminhe pelos mesmos caminhos que trilhou aquando colocou estas pessoas onde estão – a vida, aqui, preclaro deputado municipal, é de carreiro…não de carreira (Oportunista! E, nas suas intervenções, ainda, públicas, acredite, não “acerta uma!” ..muito menos naquelas de “oportunismo financeiro”;
      9. Vai longa, esta (maldita!) tese sobre a “raiz, caule, tronco, ramos, folhas, flores e (des)frutos” ..da situação do concelho.
      10. Valerá a pena recordar-lhe, senhor deputado municipal, que foi o senhor quem criou este “monstro”?
      11. Valerá a pena, como em momentos anteriores, chamar-lhe à atenção de que não é por estes caminhos que se leva o “25 de Abril” aonde ele nuca chegou?
      Finalmente: o não-dispendioso deputado municipal tem, por adquirido, que os verdadeiros homens, também fazem – fizeram – disparates na vida.
      Alguns, por devoção, deixaram missas pagas até à eternidade…para “conversão dos seus pecados”…os mais ricos, até catedrais…igrejas…capelas
      Outros, criaram monstros…e não se vêem livres deles…
      A si, particularmente, deseja-se, muito sinceramente, uma reviravolta no rumo, ou derrota:
      – Se convencido ficou, em determinado tempo, que o poder do “dinheiro” tudo fazia, e o senhor era o mais rico, – até o “poder de fazer presidentes de câmara”…tresleia todo o percurso: “chamar à lei a quem sempre dela andou arredio”, qualquer que fosse essa lei, “não é de boa guisa”…
      Acontece que, na História, não há “arrepio de caminho”:
      – Acredite mais nos outros, senhor deputado, que lhe merecem consideração – e louvor! – principalmente naqueles em quem menos “apostou”! – se o não fizer, acredite que é muito bem feito!

      • António Lopes

        Longa e sinuosa prosa.Como sabe argumentando, não há nada que não se resolva.Argumentando..! Fazendo, já é mais complicado.Já assumi, por inteiro, o meu erro.Já pedi desculpa aos Oliveirenses, uma boa meia dúzia de vezes.Agora mesmo, via facebook, um dos muitos Oliveirenses com quem diariamente dialogo por esta via, me dizia, acerca desta notícia que as pessoas lêm muito mas não se manifestam. Que as pessoas olham para o lado antes de falar..! Eu, ainda não quero acreditar. Pese que já vi uma pessoa chorar, por a terem tentado condicionar a não falar comigo.”Como é isto possível? Nem no tempo do Mário Alves assisti a uma coisa destas”,dizia a pessoa.Assumo que criei um “monstro”, como assumo que o dito dá sinais inquietantes, em várias áreas e domínios.
        Já quanto ao meu dinheiro e incoerências não posso concordar.Sempre me dei mal com o dinheiro.De tal maneira que já ganhei a fama de falido.Falando de Bíblia, Cristo terá dito a S.Pedro: “Pedro, não dá muito quem tem .Dá muito quem não tem.Como bom católico e bom comunista, enquanto tive espalhei.E veja a incompreensão..! Agora censuram-me que gastei o que não tinha que estou falido.Antes diziam-me se era rico porque não dava aos pobres.Dei..! Quem é que entende este Povo? Há um amigo que costuma dizer-me, com regularidade, que valho mais que o meu dinheiro, de vido à minha postura cívica. Repare : enquanto o andei a distribuir era um homem com um coração do tamanho das 21 freguesias, Merecia uma estátua. SE não fora eu nunca se lá sentavam.Veja o que os mesmos dizem e fazem, agora. E porquê, por que defendo valores, porque estou onde sempre estive.Com os mais humildes e necessitados, como eu, quase toda a minha vida fui.Veja o que dizem as actas da Assembleia Municipal, “Os monstros” nesse tempo, eram uns democratas,Conheciam a Constituição conhecia a lei 169/99,lei autárquica. Hoje , quando lhe convém, conhecem a 75/2013, que a substituiu. Conheciam a LADA. Falavam como Povo, que sempre foram e são. Não é o que ganham, nem o estatuto actual que lhes muda a condição. Deslumbraram com o poder.Esqueceram as origens, que são iguais às minhas.Aprenderam a arte da mentira e da demagogia que em política se chama “arte”.. ! Festas e bola tudo o que dê votos e os mantenha lá. E quando eu pensava que estava com o Povo e os filhos do Povo, já estava ultrapassado, com toda a gente a ver do melhor lugar para “ver o espectáculo”..! Isto é para se instalar..! E instalaram-se e continuam…Cheguei à conclusão que sou generoso.Muito.Ingénuo bastante. Nunca quis, nem quero, ser presidente de Câmara.Dá-me muito prejuízo e não tenho tempo.Conclui que arranjar poder para as mãos dos outros não é boa solução. E, por via disso, já por duas vezes fiquei nesta de traído e mal amado, porque a maioria das pessoas quando tem uma oportunidade de “montar no burro” montam e não querem de lá sair. Resta ver se consigo corrigir o “tiro”.Fácil não é.Mas desistir nunca.
        Quanto ao Dr.Alberto João, pode ter um determinado discurso.Mas tinha uma prática bem melhor que a que por aqui vejo.Mas para saber que ele não é o que se diz, certa vez, ofereci a sede do PCP no Funchal.Uns trocos apreciáveis.A dona do prédio lembrou-se de pedir mais 5 mil contos… Fui chamado à Quinta Vigia(Palácio da Presidência) sabe para quê? Para ver se podia dar os 5 mil à senhora..! Claro que fiquei estupefacto quando me falaram no assunto.Os responsáveis do PCP, pela organização da Madeira; sempre que iam lá, era raro não se jantar em minha casa.Todo o PSD sabia. Nunca tive qualquer problema.Não raro, em visita às obras o assunto era o “comuna” e ouvia e dizia,Como sabe, não sou côxo de língua.A minha esposa até costuma dizer que e a melhor coisa que eu tenho…Que falo muito bem..! Imagine o que eu lhes dizia…Aqui condiciona-se, ou tenta-se, quem toma um café comigo..! Mas deixe ficar.O Alberto João é que era anti-democrata..! Sendo que o Governo Regional era o meu melhor cliente.Em qualquer parte do Mundo, os bons clientes estimam-se-Lá como aqui, nunca hipotequei a minha consciência, como se vai provando.E olhe que o preço é muito elevado… Mas pronto,Continue na sua que eu vou tentado implementar a minha.Da minha parte, conte sempre com o respeito democrático e o espírito dialogante.Não deixarei de refletir sobre as suas críticas, que agradeço.

        • Boíça

          O Lopes está farto de pedir desculpa.
          Tirou de lá um teimoso, meteu lá um aldrabão.
          Tirou de lá uns anjinhos, meteu lá uns artistas.
          Vamos mas é obrigar estes malandros a cumprir a Lei, a honrar a democracia e a respeitar a Nação.
          Ou muito me engano o Estado vai oferecer-lhes umas pulseiras.

        • República

          Com todo o devido respeito pela sua acção, senhor ex-presidente da Assembleia Municipal, -eleito como presidente, com….votos, na última eleição, e “destronado”, com uma “golpada!” – como nada conheço de protocolos de tomada de posse, posso perguntar-lhe se, no seu caso – como presidente em exercício – ao dar posse a outros autarcas, foi jurado o cumprimento das leis da República Portuguesa? – é que eu, feliz, ou infelizmente, por motivo de serviço militar obrigatório, a única vez que jurei cumprir – porque a tal me mandavam- e fazer cumprir o que manda a Constituição da República Portuguesa, foi numa parada militar….já depois de 25 de Abril de 1974.
          Cumprimentos

          • António Lopes

            Nesse tempo, os juramentos de bandeira já eram mais democráticos, sendo que aquele que eu fiz ,uns anos antes,não tinha nada que me criasse qualquer constrangimento.Tenho até uma boa recordação. Correndo o risco de me chamar vaidoso, recebi, nesse dia, um diploma e 500 escudos(6 meses de pré) por ter sido o militar com a nota mais elevada na recruta.
            A vida autárquica rege-se pela constituição,nomeadamente o artº-239-que diz ,no seu número 1. que os municípios são representados por uma Assembleia Municipal e um executivo, perante ela(Assembleia Municipal) responsável.E este princípio é que foi o problema.Embora a lei diga isto, os Senhores Presidentes de Câmara portam-se como os patrões.Depois, dá no que dá. E como são eles que assinam os cheques, está a ver…! É fácil levar o pessoal para aquele lado.o nº5 da actual lei autárquica lei 75/2013, diz o mesmo do artº 239 da Constituição.O Juramento que se faz, perante o presidente da Assembleia Municipal, é o de: “Cumprir com lealdade as funções para que se foi eleito”. Só que, isto da lealdade cada um tem a sua.Se quiser ler a acta de 28 de Dezembro de 2013, poderá ler lá,que a lealdade ao Concelho é superior à lealdade ao Partido Socialista.Disse isto depois de uma divagação histórica em que citei a Rainha D.Luísa de Gusmão que dizia, que a lealdade ao Rei era superior à lealdade ao pai,para justificar a execução de D.Luís de Noronha Menezes,2º Duque de Caminha, que foi executado- por não ter denunciado o pai!!!!! No meu caso, encontrará uma declaração parecida, no dia 2 de Novembro de 2009, e 18 de Outubro de 2013.assim como em 2005 em dia próximo destas datas,Creio que 17 de Outubro.E por ser assim, por não ser leal às bandeiras,aconteceu o que aconteceu.Na CDU não acabei o mandato, No PS pedi escusa que levou à demissão.Mas continuo na minha.Primeiro o Concelho.

          • República

            Já agora, prezado deputado municipal, alguma vez lhe passou pela cabeça fazer, como exercício de estatística, apenas, a percentagem dos “seus companheiros de estrada” -da “estrada” de que falamos – que cumpriram o serviço militar obrigatório?- não é por significativo valor, mas apenas por “circunstância”, como deve calcular. (É que, nestas, como noutras, parece que anda tudo ligado…) Ah: e viva a universidade da …

          • António Lopes

            O não terem feito serviço militar é o menos.Sou um pacifista, por natureza.fiz 5 anos 6 meses e 29 dias, não estou arrependido, mas dispensava bem ter feito.Se bem o entendo quer dizer-me que ajuda a formar alguns vlores de caracter:mas conheço muito malandro que fez serviço militar.O problema da maioria dos “companheiros de estrada” é que se tiverem que se fazer à vida,são capazes de ter a vida complicada.Vai daí vão pelo caminho maís fácil.O que devia ser um serviço de excelência dos mais capazes,ao País,passou a ser um País de excelência ao serviço dos menos capazes. Vai daí há que atropelar tudo e todos…quanto menos escrúpulos melhor…Só uma correcção.Eu sou eleito à Assembleia Municipal.Isso de deputado, não consta…

          • República

            Para finalizar…que vai longo o despropósito:
            – É que, se não cumpriram o serviço militar obrigatório, também já nessa “missão”. louvavelmente “meteram “cunhas”.
            Ou seja: já vem de longe.
            (Cá para nós: não foram, mas, agora, na realidade do poder em exercício – que o voto lhes concedeu – , se comportam de forma muito mais enquilosada que aqueles que conhecemos como os “lateiros” lá da caserna, que só precisavam de “bufar”! O mais curioso desta chamada do serviço militar para a questão, prezado deputado municipal, serve, apenas , para questionar – a quem nunca cumpriu serviço militar – o porquê de , agora, se colocar no papel de mero sargento de poder, sem nunca ter percebido, sequer, qual é a realidade do serviço municipal para que foi eleito- e confundem duas coisas, das quais, nenhuma experiência têm.
            Isto sim, é lamentável..
            Portanto, “erro de escolhas”!.
            Quem perde, concordará, são as pessoas! São os Portugueses.-é o concelho, é o país e, também, essa cada vez mais longínqua utopia que, em Portugal e no concelho, desejamos: a democracia – não de direito, mas de facto.)
            Cumprimentos.

      • João Paulo Albuquerque

        Caro amigo, nem de propósito, há 193 anos…
        …no dia 23 de setembro de 1822 foi aprovada a primeira Constituição Portuguesa.

  • outono

    A gentalha sem valores e principios que se apoderou e gere o poder no concelho desde autarquias, fundações , educação ,organizações diversas não anda longe da do que acontece actualmente no país e nos partidos . Uns rapazolas -independentemente da idade-, uns comilões , que não estão para o interesse do povo .Vivem da mentira e oportunismo como verdade , enganando pessoas que embruteceram . Depois uns quantos agentes a aproveitar para comer nas bordas ou mais ardilosamente mandarem eles e os que estão no topo a aceitarem, porque são muito mediocres . E alguns com um passado pessoal brilhante! A gamela um dia acabará, pode demorar ,mas acaba. O tempo ajudará a perceber e a saber a verdade. É como o azeite , vem sempre ao de cima da água . Nunca o concelho teve um conjunto de mediocres tão perigosos, incompetentes ,traiçoeiros, pseudo democratas como aqueles que parasitam nestes últimos 8 anos, navegando à vista, de cabeça levantada, armados em únicos sabedores e donos da razão, passando por cima de leis, estimulando a mentira, evitando a verdade e a discussão séria, optando pela promiscuidade, corrupção e compadrio à custa do dinheiro de todos nós , e em proveito do seu ego . Fazem festas e festinhas , porcarias, promovem-nas , estimulam porque não sabem fazer mais . Nem sequer se dão ao trabalho de corrigir . É triste não se poder exigir desta gente que se candidatou e foram eleitos ou designados que prestassem contas e pagarem do bolso deles as asneiras e desvarios que fazem e se permitem fazer . O Trabalho tal como a culpa é sempre dos outros . Mas que se pode exigir desta gentita que nas suas vidas viveram sempre do dinheiro publico e sentem o poder que têm não no sentido de serviço ou missão mas de gente importante que exige o que nunca quiseram cumprir e a quem muitos têm de pedir . O berço para muitos não serviu de nada . Os que se opõem a tudo isto são uns inimigos fidigais e a abater . E assim continua desde 2007. Só espanta é ver como é que há gentinha que tem , por formação, a obrigação de ver, e se deixa arrastar ,sendo cúmplice nesta falta de carácter e nesta mentira descarada. Claro que não admira o facto destes que agora estão no poder , quando se candidataram há seis anos terem ideias que diziam ser diferentes, mas que agora se vê que são iguais , mas para pior aos que lá estavam. É que os outros já se sabia que era a autocracia e o perfil , estes é que não se sabia que iam apanhar como apanharam o mesmo perfil e a mesma doença, para proveito próprio e dos amigalhaços . Bem diz o velho ditado “Não peças a quem pediu nem sirvas a quem serviu” . Basta ver os colocados e eleitos por esse concelho , e chegar à conclusão que esta gentalha se tivesse o poder do Salazar eram piores que o hitler .E só não o são e não actuam ainda mais vingativamente porque começam de ter medo de que algum doido que seja afectado , perca a cabeça e lhes arreie o custado bem amassado ,já que a justiça o não resolve .O mérito e seriedade deu lugar ao compadrio, à cunha e às jogadas . O melhor é ignorar esta gentalha. Pouco adianta andar aqui a escrever senão houver uma retaguarda que os ponha a nu , de vêz.

  • Defice(ientes)

    Andamos há anos a penar, a pagar e a minguar pelo défice orçamental. É
    por ele que pagamos mais impostos (por ele e pela dívida, que é um
    somatório de défices anuais), é por causa dele que se corta despesa na
    Saúde, na Educação, na Cultura, em tudo. Mas depois, quando um défice é
    revisto, dizem-nos que não, que é passado, que é só contabilidade, coisa
    de estatística, matemática driblada. Hoje o défice de 2014 passou de
    4,5% para 7,2%. E depois?

    http://expresso.sapo.pt/blogues/blogue_no_proprio_dia/2015-09-23-O-fantasma-dos-defices-passados-

    • Rodolfo

      O acréscimo de défice em 2014 de 4,7% para os 7,2% do PIB, justificado pelo Novo Banco, é meramente estatístico. Nem sequer contabilístico é… (no exacto sentido que não aumenta a Dívida Pública). Por essa razão, os contribuintes não pagam nem mais um cêntimo em impostos.
      Não é magia. O Estado emprestou, aos 63 bancos do sistema (Fundo de Resolução), 3,9 mil milhões de euros para injectar no Novo Banco 4,9 mil milhões de euros. Destes, mil milhões de euros foram colocados pela banca, portanto, o retorno para o Estado será de 3,9 mil milhões, mais juros cobrados (neste momento a banca já pagou, em juros, mais de 120 milhões de euros) aos 63 bancos.
      O efeito no défice é estatístico porque não corresponde a uma despesa; é um empréstimo. E tanto assim é, que não pesa na Dívida Pública.
      Aliás, o Estado tem ganho dinheiro com o capital emprestado aos bancos durante a crise. Ao abrigo da troyka (excluído o Novo Banco) o Estado emprestou 5,6 mil milhões de euros e já recuperou mais de 4 mil milhões de euros. E os juros pagos pela banca ultrapassaram os 500 milhões de euros…
      Agora vejamos o que aconteceu com o BPN. Foi nacionalizado pelo PS, que se “esqueceu” de nacionalizar os bens da SLN, a holding do BPN…socializou os prejuízos! Com o BES, este governo impôs pesadas perdas aos accionistas e a justiça congelou contas e bens…
      O custo do BPN é astronómico. Os contribuintes já pagaram 2,4 mil milhões de euros e ainda vão pagar no futuro mais 2,7 mil milhões de euros (isto pesou no défice nos últimos anos). Em juros com esta dívida já foram centenas de milhões de euros!
      De resto, para 2015, o INE aceitou como boa a previsão de défice de 2,7% do PIB para 2015 e queda abrupta da Dívida Pública de 130,2% para 125,2%!
      Depois desta explicação resta esperar pelo serviço dos comentadeiros do costume… Vamos ver a lata de alguns.

      • António Lopes

        Não perca tempo.Nós percebemos.E porque percebemos, o Governo perde a maioria absoluta.O PS, continua a pagar pelos seus pecados e daqui até às eleições tem muito que sofrer…SE acabar nos 30 % é um partido cheio de sorte…

      • República

        Muito bem!
        Acontece, que desde há quinze anos, os (des)governos gregos também andaram a “driblar” as contas, com o conhecimento de todos os órgãos responsáveis da União Europeia! – e deu no que deu…com muitas ” luvas à mistura”.
        Convém recordar que a Grécia entrou para a CEE dois anos antes de Portugal: quer dizer, apenas no levam dois anos de avanço, na “tragédia”.
        E e não sou o “Bandarra”, o de Trancoso.

        • Rodolfo

          Também não é o Padre António Vieira.
          Faltou dizer que os xuxas também aproveitaram para limpar o lixo da CGD, pagando o povo.
          Disto, mesmo com dois anos de avanço não se encontra na tragédia grega.

          • República

            Era o que faltava: sermões? – não.
            Até porque, em Portugal, o caso europeu mais próximo é o de Itália, dos anos sessenta, setenta e oitenta – máfia, maçonaria, o vaticano… e negócios. (Aliás, como em Espanha)
            Cumprimentos

          • Rodolfo

            Como é que estão as acções da máfia, da maçonaria e do Vaticano? Sofreram alguma OPA?
            Dêem graças a Deus terem tido este governo,

          • República

            Este, se se refere a Portugal, não foi um governo: foi um mero sargento de ordens da Troica e a quem ela obedece.. Tudo bons meninos (de coro de papagaios, amestrados).