Assembleia quer IC6 no “plano de investimentos de proximidade” anunciado pelo governo

… com moção em “defesa da continuidade do IC6 e IC7”.

De Oliveira do Hospital partiu um novo apelo ao governo para a resolução definitiva do problema das acessibilidades rodoviárias ao concelho e à região da Serra da Estrela.

Tal decorre da moção apresentada sexta-feira à noite, em reunião da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital, pela bancada socialista e que foi aprovada por unanimidade.

“A conclusão do IC6 é mais do que uma questão de coesão territorial, é uma questão de justiça nacional”, referiu o socialista Carlos Mendes ao dar voz à moção colocada a votação e que justificou com o recente anúncio do governo. “O governo retoma a tese de que os investimentos em obras públicas podem alavancar a economia regional e nacional”, disse o socialista, referindo-se em particular às declarações proferidas pelo secretário de Estados das Obras Públicas e que davam conta da aposta do governo em “estradas para relançar a economia”, estando mesmo a preparar “um plano de investimentos de proximidade em estradas e em ferrovia, que tem por base o crescimento económico”.

Uma luz ao fundo do túnel que os oliveirenses não pretendem deixar escapar, lembrando ao governo que “se existe uma verdadeira estrada de proximidade, essa estrada é o IC6 e o seu prolongamento até à A25, ou seja o IC7” e de reconhecida importância para as empresas do concelho e região “que vendem no estrangeiro bens e serviços, que ajudam a criar riqueza para o PIB nacional”.

Na moção dirigida ao governo, a Assembleia Municipal oliveirense pede a integração da conclusão do IC6 e arranque do IC7 até à A25 no plano de investimento em obras públicas. Uma medida que, acreditam os oliveirenses, poderá compensar o “erro político” de suspensão da concessão rodoviária da Serra da Estrela.

Ao mesmo tempo que reclamam pela conclusão do IC6 e arranque do IC7, os oliveirenses apelam à “urgente” reparação da Estrada da Beira que se encontra em “estado caótico”.

“Porque é que o IC6 acabou na mata?”

“Um mistério por desvendar é porque é que o IC6 acabou na mata”, reagiu entretanto o eleito pela CDU, João Dinis, associando a suspensão do IC6 naquele local, com a empresa Aquinos. “Quando os Aquinos quiseram houve IC6”, registou João Dinis, considerando tal facto “inadmissível”.

“Devemos estar unidos nesta preocupação”, referiu o social democrata António Morgado que, certo dos prejuízos que a falta de acessibilidades tem provocado às empresas do concelho e da região, entende que o governo deve dar “resposta aos anseios da região em termos de futuro e de progresso”. “Temos desemprego e a indústria porque é que não vem?”, questionou.

A par das notícias que dão conta da aposta do governo em “estradas para relançar a economia”, Alexandrino considerou ser esta “ a altura de fazer força e de a obra  poder ter comparticipação do Quadro Comunitário” para uma obra orçada em 150 milhões de Euros, mas que pode ser financiado em 80 por cento pelos fundos comunitários.

O presidente da Câmara Municipal assegura estar, ao lado dos autarcas de Seia e Gouveia, a fazer o seu “papel”.

Sobre a Estrada da Beira, Alexandrino revelou-se satisfeito por ter sido o próprio presidente do conselho de Administração da Estradas de Portugal a telefonar e a disponibilizar-se para uma reunião. “Espero que haja grande intervenção na estrada e que se resolva este problema”, referiu o autarca, reportando-se às “condições miseráveis” da via, onde já ocorreram “alguns toques”.

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