De repente, as televisões internacionais e restante grupo “avençado” da grande comunicação social, “descobriram” uns confrontos de rua entre autoridades (polícia) e grupos de “manifestantes” na capital do Tibete, esta uma província do país China tal como o direito internacional reconhece.

Assim, mal vai o “circo”…

Por aquilo que essas televisões mostraram, a ser verdade, o essencial daquilo que terá acontecido foram assaltos, alguns deles transmitidos em directo, a lojas, a edifícios e, por exemplo, a uma delegação do Banco da China. Com incêndios ateados a vários edifícios e a automóveis por esses grupos de “agitadores” muitos dos quais com as caras tapadas. As autoridades chinesas até que hesitaram muito tempo antes de intervir, claramente receosas do aproveitamento político externo que essa intervenção viesse a ter como imediatamente depois aconteceu.

Pois bem, sem pretender justificar a posição da China quanto ao Tibete em geral – reafirmando apenas que o direito e as instâncias internacionais reconhecem a integração do Tibete na República Popular da China — o facto é que, a pretexto da “violência” nas ruas da capital do Tibete, há agora “alguém” que muito sopra a tentativa de boicote aos Jogos Olímpicos que se devem realizar na China, este Verão. E conhecidas “personalidades” e políticos, uns no activo e outros na “reforma dourada”, estão a esganiçar-se todos nesse sentido, começando pelo frenético presidente da França, este de certo mais preocupado com a sua vertiginosa queda em descrédito no seu próprio país do que com qualquer coisa que se passe ou não no Tibete… Mas aí está a campanha orquestrada pelo boicote aos Jogos Olímpicos a pretexto dos “direitos humanos” na China e no Tibete.

Também não quero entrar na discussão sobre o saber-se se é ou não correcto boicotar-se Jogos Olímpicos a pretexto da luta política concreta. Todavia, no caso, importa analisar a “coincidência” entre a proximidade dos próximos Jogos Olímpicos com este surto de “violência” na capital do Tibete e com a imediata campanha pelo boicote. Ou seja, objectivamente, os incidentes servem às mil maravilhas para dar pretexto à campanha. E de tal forma isso é evidente que pode mesmo admitir-se que estes incidentes surgiram como “de encomenda” para o posterior efeito do boicote. Aliás, não estão agora a ser tidas em conta as sucessivas declarações do “famoso” Dalai Lama contra a efectiva grande violência exibida pelos próprios “manifestantes” e alegados “independentistas”. Aliás, o mesmo Lalai Lama — arvorado em chefe do governo do Tibete no exílio – tem ameaçado demitir-se dessas “funções” caso os “manifestantes” continuem a partir e a incendiar pelas ruas da capital do Tibete. Pois nem assim agora lhe ligam peva precisamente muitos daqueles que o têm passeado e exibido um pouco por todo o lado. O que esses agora querem, é o boicote aos Jogos com ou sem Dalai Lama…

Mas, admitindo-se boicotes do tipo por razões da luta eminentemente política, e querendo-se ser imparcial na apreciação, então teremos de admitir que, por exemplo e de entre outros, não pode haver hoje Jogos Olímpicos nem nos Estados Unidos da América, nem em Inglaterra, nem em Portugal ou Espanha ou Alemanha. Porquê ? Porque os Estados Unidos da América são o país que mais atrocidades comete também fora das suas fronteiras em matéria de atentados aos direitos humanos. E bastar-nos-ia, “apenas”, a guerra contra o Iraque que continua, hoje, a provocar morte, tragédia e sofrimento quotidianos. Então, já nos esquecemos das “razões” – afinal mentiras – invocadas para essa guerra no Iraque, inclusivamente pelos principais governantes portugueses há cinco anos atrás ? Uma guerra que os EUA já tinham decidido fazer desde muito antes – para assegurar o petróleo e o controlo estratégico da região — e que foi lançada ao arrepio do direito internacional e com base numa colossal mentira ? Afinal, onde estão as armas de “destruição maciça” do Iraque ? Então, e os transportes clandestinos, feitos pela CIA, de prisioneiros “de guerra” para outros países fora dos EUA ? Então, e as continuadas torturas sobre esses e outros prisioneiros políticos ?

Mas também podemos ir até ao actual Cosovo com o seu estado/governo-fantoche, “fabricados” e mantidos pela NATO// EUA// Alemanha e onde tropas portuguesas estão envolvidas inclusivamente em acções de pura repressão – na rua – contra aqueles que, lá, protestam contra essa estado/governo-fantoche. E, sem sairmos do nosso País para fora, podemos chamar a atenção para as frequentes acções de repressão, pura e dura, e ilegal também, a mando do (des)governo, por exemplo, sobre “piquetes de greve” e sobre manifestações de alguns sectores socioprofissionais que, afinal, até nem andam a partir e a incendiar edifícios ou automóveis pelas ruas de Lisboa ou do Porto. Ou seja, muito pouca desta conhecida gente, destes (des)governantes, tem de facto autoridade moral ou condição ética, mínima que seja, para discutir “direitos humanos” e, em consequência, para insuflar campanhas de boicotes a Jogos Olímpicos, seja na China, na Cocinchina ou no inferno. Aliás, como podem eles falar “mal” da China quando se andam a babar todos com as negociatas que o grande capital ou já anda a fazer ou quer desenvolver com a China, onde apenas vêem mil e quatrocentos milhões de potenciais consumidores e também muitos milhões de trabalhadores “baratos” embora competentes ?…

Portanto, assim mal vai o “circo”, com tais “artistas”…

Cá dentro, começou a caça ao voto…

Já se sabia que ia ser assim… É que em 2009 vai haver três eleições diferentes. Portanto…

O primeiro-ministro em exercício, precisamente apenas dez dias depois de ter afirmado que falar-se em reduzir impostos era irresponsabilidade, veio agora prometer a descida de 1% do IVA, aliás como se isso fosse alguma coisa realmente satisfatória. Bom, bom era passar o IVA para 16% como se paga em Espanha. Bom, bom era reduzir o imposto sobre os combustíveis para os pôr pelo menos ao preço que saem em Espanha. Bom, bom era pôr a Banca e a especulação bolsista a pagar impostos em vez de terem isenções fiscais tão escandalosas como os escândalos que por lá acontecem nas negociatas de todos os dias.

A seguir, vão abrir umas torneiritas do atrasadíssimo QREN, mais do PRODER (Agricultura). Mais lá para 2009, não faltarão uns aumentitos nas pensões e reformas dos idosos. Provavelmente, uma ou outra das Instituições de Solidariedade Social do nosso Concelho ainda vão ver aprovados, pelas Segurança Social, os “restos” das suas candidaturas ao programa PARES, candidaturas essas que agora foram “chumbadas”…

E a propaganda aí está já:- “meus lindos meninos – papagueiam os (des)governantes – como vêem, durante estes últimos (onze…) anos levaram porrada porque queríamos controlar o défice. Agora, temos o défice controlado e, como estão a ver, chegou a hora de termos algumas regalias”… Esta é a conversa do (des)governo PS que já mobilizou completamente a máquina eleiçoeira para a caça ao voto sem nela esquecer a grande comunicação social “amordaçada” e, claro, o aparelho e os recursos do Estado. Até já não vão encerrar Tribunais ou SAP´s ou certas Escolas ou as Freguesias com menos de mil eleitores… E até já não vão proibir os “piercings” e as tatuagens em menores de 18 anos…

Ou seja, para endrominar o Povo, a receita “deles” é simples:- quando se aproximam eleições, alivia-se um pouco os sacrifícios e faz-se ainda mais demagogia na televisão… Logo depois das eleições, retomam-se as “reformas impopulares”, quer dizer, volta-se a dar porrada na malta. A “droga mental”, essa inocula-se pela televisão e por outra grande comunicação social “amordaçada”. É a política de direita pura e dura, sem dó nem piedade. 

João Dinis
Autarca da CDU – Oliveira do Hospital

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