Assis bate com a porta e fica fora de qualquer órgão nacional do PS, Mário Soares e Carlos César desvalorizam este caso

Francisco Assis, que disputou a liderança do PS contra António José Seguro em 2011, mas que apoiou o anterior secretário-geral nas primárias de Setembro, contra António Costa, abandonou o XX Congresso e prescindiu de qualquer lugar nos órgãos nacionais do partido.

O eurodeputado justificou a sua atitude com o facto de discordar profundamente da orientação política de alguns dos discursos proferidos ao longo da tarde – nomeadamente o de Ferro Rodrigues ao defender que entendimento com o PSD teria como consequência um reforço dos populismos no país. Assis defende o oposto. Considera que no caso de ausência de maioria absoluta do PS nas próximas eleições legislativas, deveria existir um entendimento preferencial com o PSD, algo que a maioria dos membros do núcleo político de Costa discorda.

Mas a gota de água que fez Assis abandonar ontem à noite o congresso terá sido o facto de estar inscrito para intervir ainda antes de jantar, mas não ter sido chamado ao palco. Francisco Assis, que seria indicado o número um da lista de nomes indicados pelos seguristas para a Comissão Política, deixou o pavilhão da Feira Internacional de Lisboa à hora de jantar e apanhou um avião de regresso ao Porto.

Mário Soares, à chegada à Feira Internacional de Lisboa, hoje de manhã, onde foi recebido com muitos aplausos, tentou minimizar o caso. “Não há divisões nenhumas”, declarou, sublinhando mesmo que  este foi um Congresso que deixou o partido “fortíssimo”. O presidente do PS, Carlos César, procurou desvalorizar a saída de Assis e considerou natural algumas divergências de “um camarada, dois, três”, quando foi questionado dobre a atitude de Assis. Carlos César preferiu destacar a renovação directiva e unanimidade da moção de António Costa. “Francisco Assis é um dos mais notáveis e importantes militantes do partido. Tem dado a sua contribuição, nem sempre de forma contínua, mas continuará a dá-la, tanto mais que tem a responsabilidade de representar o PS e os eleitores portugueses no Parlamento Europeu”, explicou Carlos César, hoje, à entrada para o regresso aos trabalhos, na Feira Internacional de Lisboa (FIL).

Foto: www.rtp.pt

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  • Combate

    São uns democratas.O Chefe disse para não falarem do “Deus que virou Demónio”, não falaram…muito pluralismo..! Cheira a poder(pensam que cheira) caladinhos como ratos..! Não vão perder o tachito…! Paz podre. Unidos , unidos, mas Secretariado a Boyada.Quase tudo jotinhas, que nunca fizeram outra coisa na vida, incluindo o Costa. E é isto o nosso “futuro” e a nossa “felicidade”…Se tiverem 25% já é uma festa.Que mereçam, nem 10%…Com vergonha, nem congresso faziam…