Associação Desportiva de Lagares da Beira sofre segundo assalto em apenas nove meses

 

Três esquentadores, um motor balão, tubagens em cobre, misturadoras, frigideira industrial, cerveja, vinho, o saco do massagista com cerca de 100 Euros em material, copos, carrinho de mão e 20 Euros em trocos. Foram alguns dos valores furtados na noite de 30 novembro para 1 de dezembro das instalações da Associação Desportiva de Lagares da Beira.

Um roubo em tudo semelhante com um primeiro ocorrido em março deste ano, no mesmo local, e onde foi registado um prejuízo na ordem dos cinco mil Euros.

O sucedido só foi detetado ao final do dia de quinta feira, 1 de dezembro, pela própria equipa técnica e plantel do clube que lidera a tabela classificativa da 1ª divisão Série A, da Associação de Futebol de Coimbra, e que se preparava para uma sessão de treino para o jogo frente ao Poiares.

Os treinos acabaram por dar lugar à estupefação de todos os elementos que se depararam com duas fechaduras arrombadas e com o furto de material essencial à realização dos jogos como é o caso dos esquentadores, tão necessários para o banho dos atletas.

No local, a inspeção judiciária foi desencadeada pelo Núcleo de Investigação Criminal da GNR da Lousã. Até ao momento, ainda não foram identificados os autores do furto, havendo contudo suspeitas de que se trate de indivíduos ligados ao negócio das sucateiras, já quem em ambos os episódios de roubo, o cobre foi o material mais procurado pelos assaltantes.

Contactado pelo correiodabeiraserra.com, o presidente da direção do clube está agora preocupado com os prejuízos que ainda estão a ser contabilizados e que, em muito, mexem com as contas de um clube de tão reduzida dimensão. “No assalto de 15 de março tivemos um prejuízo de 5 mil Euros e agora deparamo-nos com a mesma situação”, lamentou Norberto Santos a este diário digital, contando que no jogo realizado no domingo em casa, os banhos foram garantidos com recurso a esquentadores emprestados e que durante a partida até decorreu, por iniciativa de um amigo do clube, um peditório a favor do da Associação Desportiva, que rendeu cerca de 180 Euros.

Em declarações ao correiodabeiraserra.com, o comandante do Destacamento Territorial da GNR da Lousã destacou a recorrência deste tipo de furtos não apenas no concelho, mas a nível nacional. “Procuram o cobre e os autores são normalmente indivíduos ligadas a sucateiras”, referiu Armando Videira, contando que crimes desta natureza têm ocorrido não só em edifícios, mas também em postes de iluminação, principalmente em zonas despovoadas ou isoladas e pouco policiadas.

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