Associativismo: Sociedade Recreativa Penalvense

E porque há mais sons e tons, o serão será mágico no seu todo, graças à participação do Quinteto de Sopros Ensaios da Noite. Lá mais para diante, depois do Verão, será o encontro de Tunas a marcar a data.

Os eventos fazem parte do plano de actividades da Sociedade Recreativa Penalvense, uma das instituições mais prestigiadas do concelho de Oliveira do Hospital pelo dinamismo da sua acção cultural. Curiosamente, a Tuna nasceu primeiro, em 1937.

“…Com o passar dos anos, outros executantes passam a integrar a tuna, que se mantém activa até 1952/53; porém, o surto de emigração que se verificou por esta altura, aliado a outros factores, acabaria por conduzir à extinção deste grupo musical…” (…). “…Cerca de 30 anos depois, em Novembro de 1982, um grupo de antigos tunos faz ressurgir a Tuna, que inicia uma nova etapa, apresentando-se ao público a 2 de Janeiro de 1983, mantendo actividade constante, com dezenas de actuações por toda a região centro – lê-se no sítio da Internet da Tuna de Penalva de Alva, onde se pode a ficar a saber o bastante da sua história, honrada pelo labor das gentes da terra, que acarinha com inusitado desvelo a menina bonita da freguesia.

Rui Marques, o maestro da Tuna, não sendo “filho da terra” foi adoptado como tal, retribui a amizade com dedicação ao grupo que dirige e esmera-se no acerto das suas obrigações com o rigor da competência profissional. Fala com orgulho do amor das gentes de Penalva à sua Tuna, fazendo desse facto um exemplo a ser seguido.

“…A Sociedade Recreativa Penalvense é, por analogia, a Tuna Penalvense na figura singular de fazer da cultura musical um meio de entretenimento e ocupação dos tempos livres de gentes de todas as idades…”

Os conhecimentos académicos do jovem maestro permitem ensaios diversificados, que podem ir dos compositores clássicos (Mozart, Bach, por exemplo) à música tradicional portuguesa, sem esquecer, claro, alguns dos seus maiores autores, como José Afonso. Por aqui se imagina a versatilidade do reportório da Tuna, merecedora de todos os encómios, que abrangem o comportamento cívico dos seus elementos.

Todos os executantes têm formação musical – uma mais valia para o grupo, sem dúvida, porque permite a leitura da pauta e a execução dos mais variados temas a um nível muito próximo da perfeição.

A Sociedade Recreativa Penalvense é, por analogia, a Tuna Penalvense na figura singular de fazer da cultura musical um meio de entretenimento e ocupação dos tempos livres de gentes de todas as idades. Sem outras receitas que não seja o lucro que vem da exploração do bar da sede social e as ajudas dos penalvenses, o subsídio camarário é tido como da maior importância no equilíbrio financeiro da instituição. Octávio Alves, vice-presidente da direcção, acentua:

– “Sem essa ajuda a Tuna não conseguia manter o nível que tem mantido nos últimos anos”.

Os penalvenses usufruem do espaço privilegiado que se espraia pela margem direita do Alva, junto à sede da Tuna. Aqui, se o tempo permite, podem acontecer alguns “jogos de ocasião” e outras actividades lúdicas para entretenimento de quem chega.

 A solidariedade e boa vizinhança, apanágio das gentes ribeirinhas do “nosso” rio, enriquecem as boas práticas, daí que os corpos sociais da Tuna Penalvense continuem fieis aos louváveis princípios de fazer de cada actuação do grupo um momento festivo, como há-de ser no próximo dia 18 de Abril, sem custos para o espectador, que se quer atento e respeitador pela arte que lhe chega do palco.

Para quem convida para fora de portas, os gastos com a deslocação da embaixada artística resumem-se ao indispensável transporte e alimentação, quando é caso disso.

Os espaços fechados têm a preferência do grupo – dos corpos sociais aos executantes. Diz o maestro:

– “A tendência é essa, pelas condições acústicas e proximidade com os espectadores. O reportório é sempre seleccionado de acordo com as circunstâncias porque, em termos musicais, podemos proporcionar concertos de vários estilos “.

“A maioria do instrumentário utilizado pertence à família do Bandolim – Bandolim, Bandola, Bandoleta e Bandoloncelo – ao qual acrescem instrumentos como o Violino, a Flauta Transversal, a Flauta de Bisel, a Guitarra Clássica, a Guitarra Portuguesa e a Viola Baixo”. Respigo da página oficial da Tuna o resumo dos instrumentos utilizados nos concertos, harmoniosamente afinados – de outro modo nenhuma execução poderia atingir o brilho elevado como se pretende…

O Equinócio da Primavera está para breve, chega com a próxima sexta feira – bem podia adiar para Abril e escolher o dia 18, porque há mais sons e tons ao serão em Penalva de Alva.

Flauta Transversal: Fábio Cruz, Ricardo Marques
Violino: Catarina Pereira, Patrick Gonçalves
Bandolim: Ana Laura Nunes, Ana Teresa Dias, Casimiro Sancho, Eduardo Júlio, Jéssica Gonçalves, Manuel Fidalgo, Mauro Neto, Micaela Santos, Miguel Santos, Milene Lopes, Mónica Neves, Raquel Coimbra
Bandola: Miguel Gonçalves, Rute Nunes, Sérgio Minas
Bandoloncelo: Cláudio Matias
Guitarra Portuguesa: Paulo Ribeiro
Guitarra Clássica: Cátia Morais, Daniel Pereira, Diogo Almeida, Joel Martinho, Micaela Gouveia
Viola Baixo: Jorge Jobrazza, Paulo Coelho

Carlos Alberto

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