Autarca da Bobadela quer “melhores condições” para quem visita a freguesia

A inquietação – que já não é nova – foi manifestada na passada sexta-feira, por ocasião da conferência “Património Cultural e paisagístico”, promovida pela Comissão Política Concelhia do PSD de Oliveira do Hospital.

António Simões Saraiva – que tinha confirmado a presença – faltou ao repto, mas Fernando Duarte e Francisco Antunes não arredaram pé da iniciativa que juntou algumas dezenas de pessoas no Centro Social da Bobadela, no âmbito de um programa de actividades que o partido tem agendado até ao final do ano.

O presidente local do PSD, José Carlos Mendes, explicou que o objectivo do partido é descentralizar as acções e considerou a conferência da última sexta-feira “importantíssima” pelo facto de o concelho ser “muito rico a nível cultural, histórico e paisagístico”. “Temos muitas potencialidades e há que aproveitá-las”, sustentou.

Munido de uma panóplia de fotografias, livros e outra documentação, o presidente da Junta de Freguesia da Bobadela deu conta do passado e do presente da freguesia, essencialmente no que respeita à valorização do legado histórico deixado pelos romanos, mas não deixou de se revelar preocupado quanto às condições disponíveis para acolher quem visita a localidade.

Tomando por base a realidade de Mérida, em Espanha, Fernando Duarte não tem dúvidas de que cada vez mais o futuro do turismo e da indústria hoteleira está ligado àquilo que as freguesias têm de bom. “Nós necessitamos de empresários e de todos aqueles agentes que promovendo o próprio negócio, promovem também a região”, defendeu o autarca bobadelense, dando conta da riqueza diversificada existente em cada uma das 21 freguesias do concelho de Oliveira do Hospital.

Consciente de estar perante um mundo marcado pela globalização, Fernando Duarte disse ser tempo de “deixarmos de olhar só para o nosso umbigo”. “O património é dos bobadelenses, da região, do país. Isto deixa um pouco de nos pertencer e passa a ser de quem nos visita”, sustentou o autarca, defendendo a criação de melhores condições para quem visita a freguesia, quer ao nível de infra-estruturas, quer ao nível de material informativo.

Num olhar pelo passado e pelo presente, Duarte não deixou de valorizar todo o trabalho feito na requalificação do legado romano, destacando o importante papel dos protocolos estabelecidos com a Câmara Municipal e outras entidades como o IGESPAR- Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico.

“Isto são obras de muito pulmão” referiu, ao mesmo tempo que também destacou a postura dos bobadelenses, especialmente dos jovens, na preservação do património requalificado.

Com uma intervenção mais profunda sobre aquilo que foi a presença dos romanos na região, em especial na Bobadela, Francisco Antunes posicionou-se ao lado de Fernando Duarte no que respeita à vertente turística e de bem receber quem visita a região. Pegando também no exemplo de Mérida, o especialista em história e cultura referiu que o turismo é a “indústria invisível e uma porta de dinheiro”.

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