Autarca de Oliveira do Hospital promete “luta dura” pela construção dos IC

O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital não se conforma com o facto de os tão almejados Itinerários Complementares (IC) 6, 7 e 37 continuarem na gaveta e, de o governo não ter qualquer previsão para a sua construção.

Em reunião pública do executivo municipal, realizada esta manhã, José Carlos Alexandrino revelou-se muito crítico em relação à decisão do governo que, em nome “do corte no investimento público” optou por suspender a designada concessão da Serra da Estrela.

“É uma vergonha que não tenham adiado o TGV”, afirmou o autarca, indignado com o facto de o governo impedir a construção destas estradas, quando o que está em causa é “uma questão de justiça e de coesão”.

 




Enumerando todos os contactos que efectuou com membros do governo desde a última quinta-feira, José Carlos Alexandrino disse estar disposto em unir esforços para que os IC sejam uma realidade para as populações que continuam privadas de acessibilidades condignas.

Segundo referiu, já efectuou contactos com cerca de 30 autarcas da região para, em conjunto, solicitarem uma audiência ao ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações para “ele explicar esse adiamento”. A comissão, que representará a totalidade dos municípios que acederam ao repto de Alexandrino, deverá ser composta pelo autarca oliveirense e, pelos presidentes das câmaras municipais de Seia, Viseu e também Coimbra, sem que haja ainda certezas relativamente a este último. “Já há 20 anos era tarde”, sustentou Alexandrino numa alusão ao longo período de espera por aquelas estradas.

Na carta que Alexandrino fez questão de ler na reunião desta manhã, os autarcas dos distritos de Coimbra, Castelo Branco, Guarda e Viseu destacam a “situação muito desfavorável” em que se encontra a região, lembrando que tal facto “a impede de ser competitiva na atracção de investimento e de oferecer condições de bem-estar e conforto às populações, equivalentes às oferecidas no resto do país”.



“Solidários” na luta “pela promoção da coesão e na defesa da justiça em termos de investimento público”, os autarcas solicitam uma audiência ao ministro com carácter de urgência, com o objectivo de ser apresentado “o historial de décadas de estudos e compromissos” para que “se executem os investimentos que poderão fazer justiça com toda a região Centro”.

Em sede de executivo, Alexandrino apelou à solidariedade de todos os elementos que integram aquele órgão para a luta que a Câmara está disposta a travar. “Não vou permitir que isto caia e haverá custos políticos porque estas expectativas, são expectativas legítimas de um conjunto de populações que tem sido discriminado em termos de acessibilidades”, considerou o edil que, nos contactos que estabeleceu, chegou a questionar alguns membros do Governo se tinham vontade de transformar a região “numa província de Espanha”.

“Quero que o ministro clarifique a sua posição relativamente ao adiamento”, insistiu o autarca, informando que a falta de informação sobre os novos prazos vai conduzir a “uma luta dura e com consequências imprevisíveis ao nível “ da sua “posição individual”.

Alexandrino fez ainda questão de clarificar que o secretário de Estado das Obras Públicas e Comunicações, Paulo Campos “foi completamente ultrapassado” nesta questão. “Outros valores se levantaram”, sublinhou.

“Sem comentários senhor presidente…”

Perante a exposição do presidente da Câmara Municipal, os vereadores do PSD escusaram-se a efectuar qualquer tipo de apreciação. “Sem comentários senhor presidente. Recorde-se do que eu disse aqui há um mês”, referiu Mário Alves, sendo seguido na postura pelo social-democrata Paulo Rocha.

Do lado do movimento independente “Oliveira do Hospital Sempre”, José Carlos Mendes destacou a necessidade de se “fazer tudo para se inverter esta decisão, que foi levada ao pormenor em todos os telejornais”.

Entre os socialistas, José Francisco Rolo revelou-se “totalmente solidário” com o presidente do executivo. “É uma injustiça não se fazer esta obra …se há meses elogiei o acto de justiça, hoje critico-o”, considerou o vice-presidente da autarquia, disposto em “não ficar parado”. “Vamos ter que lutar e ser empreendedores. Vamos ter que fazer justiça à história de Oliveira do Hospital”, rematou. Observação semelhante foi apresentada pela vereadora Graça Silva que referiu “que para bem do município é preciso lutar e fazer tudo o que está ao alcance”.

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