Autarca de Oliveira do Hospital queixa-se de falta de diálogo com o Governo

Inicialmente descontente com a comparação realizada por este diário digital sobre as forças de segurança existentes nos concelhos da região, por entender que a comparação deve ter em conta a geografia de cada concelho, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital acabou por salvaguardar que não queria dizer que o concelho não deveria ter mais agentes.

Sem que tenha sido muito esclarecedor nesta matéria, Mário Alves direccionou as suas críticas ao governo, denunciando que “os municípios não são tidos, nem achados” na segurança, saúde e justiça.

Deu o exemplo concreto da recente constituição dos Agrupamentos dos Centros de Saúde (ACES), referindo que a Câmara apenas foi informada da localização da nova estrutura de saúde.

“Um governo que pretende ir de encontro com os problemas das populações tem que dialogar com os municípios”, defendeu Mário Alves, por entender que “se assim não for, as políticas adoptadas põem à partida de parte, a parte mais importante que são pessoas”. O presidente oliveirense falou de uma “política errada”, considerando também que “assim o sistema não pode funcionar como deve ser”.

Alves pegou no caso dos ACES para dar conta do seu desconhecimento quanto ao seu funcionamento. “Não sei o que é que há em Oliveira do Hospital. Se um coordenador ou um director”, sublinhou, informando que “não houve a preocupação da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) de reunir com os presidentes de câmara sobre o assunto”.

Na opinião do autarca oliveirense “naturalmente, que as coisas não podem funcionar com este, ou outro governo que actue da mesma forma”.

A argumentação de Alves foi rebatida por José Francisco Rolo que garantiu que o processo de constituição dos ACES contemplou a auscultação do município, da Associação Nacional de Municípios Portugueses e da Associação Nacional de Freguesias.

O vereador socialista explicou ainda a Mário Alves que o Centro de Saúde de Oliveira do Hospital deixou de ter director, para passar a ter um coordenador e que, o próprio município tem assento no Conselho da Comunidade.

A explicação de Rolo é que não convenceu Mário Alves que não tardou em classificar o Conselho da Comunidade de “verbo de encher”, por se tratar de um órgão consultivo sem poder para decisão. Lembrou que até à data, os directores dos centros de saúde sempre foram nomeados politicamente e considerou que a maior responsabilização que a ARSC podia ter dado aos municípios seria a de nomeação do director dos ACES.

O autarca verificou ainda que o novo diploma continua a manter o princípio na nomeação política, rejeitando a “filosofia” defendida pelo vereador socialista de que – com base no diploma – os coordenadores dos centros de saúde são nomeados por consenso do respectivo corpo clínico.

Em face das sucessivas críticas do autarca, José Francisco Rolo não hesitou em constatar que Alves “é o presidente da Câmara, mas quer ser o líder distrital da oposição ao governo”.

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