Autarca Nuno Oliveira e membro da AM Luís Lagos trocam acusações nas redes sociais

O reeleito presidente da União das freguesias de Oliveira do Hospital e São Paio de Gramaços, Nuno Filipe de Oliveira, pelo PS, acusou num texto na sua página pessoal do Facebook aqueles que, alegadamente, se aproveitam da catástrofe dos incêndios para se promoverem e de oportunismo político. “Continua-se a querer atingir fins pessoais e políticos, neste caso, de forma encapotada, sem se olhar a meios. O que é lamentável”, escreve o autarca que em nenhum momento refere nomes. A prosa não passou despercebida e terá sido entendida pelo porta-voz da Associação das Vítimas do Maior Incêndio de Sempre em Portugal, Luís Lagos, também ele reeleito à Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital, pelo CDS/PP, como um ataque à sua pessoa, o que motivou também uma resposta nas redes sociais.

Luís Lagos, que começa por aproveitar algumas gralhas no texto de Nuno Oliveira para dar um tom jocoso ao seu “post”, lembra ao autarca que deveria ter outras preocupações que não as associações. “… avisem o presidente da junta que a hora é de defender a terra e não de atacar quem a defende. E digam-lhe que ele foi eleito para isso mesmo: defender a terra e não para estar preocupado com associações”, frisa Luís Lagos. “E expliquem, ainda, que não existem associações apolíticas. Isso não existe. Existem associações apartidárias. E a AVMISP é uma delas. Mas nem me vou dar ao trabalho de explicar as diferenças. Que canseira!”, remata o centrista, frisando que naquela associação “ninguém é candidato a nada, nem quer ser”, lembrando ainda que não existem associações apolíticas, o que existem são associações apartidárias.

Antes, Nuno Oliveira escreveu um texto, intitulado “A verdade vem sempre ao de cima”, na sua página pessoal do Facebook, onde questiona as intenções dos protagonistas que lideram alegadamente a AVMISP (o nome nunca é referido). “Cria-se uma associação pós uma dantesca catástrofe, com supostas e determinadas finalidades emergentes, convencem-se pessoas, mexem-se com sentimentos e vulnerabilidades, denomina-se a mesma como apolítica, e no fim chega-se mesmo à conclusão que o seu objectivo, mais do que tudo, visa a promoção pessoal e o oportunismo político de alguém, sustentado na especulação e divagação dos seus fundamentos”, conta, dando a título de exemplo a posição tomada pela AVMISP sobre o encerramento do SAP em Oliveira do Hospital.

“Senão, o que é que notícias sobre um até preocupante estado da nossa saúde local têm a ver com o objecto escriturado aquando da constituição desta entidade? Usar-se o seu nome, porventura sem conhecimento dos seus associados, para se falar de outros assuntos, de outras temáticas, quando o seu foco principal, ainda neste momento, deveria ser só um? Querer-se-á, com isto, disfarçar ou justificar a impotência de alguma coisa? Enfim, tudo vale. Até em momentos mais sensíveis. Continua-se a querer atingir fins pessoais e políticos, neste caso, de forma encapotada, sem se olhar a meios. O que é lamentável”, continua Nuno Oliveira.

“Se ontem poucas dúvidas tinha, hoje não tenho nenhuma. Qual limite de ambição? Qual respeito pelo próximo? E tudo isto poderá levar à desilusão, à descredibilização e poderá pôr em causa todos os seus tão invocados propósitos e de quem neles acreditou aquando da sua criação”, lamenta Nuno Oliveira. A isto, o empresário Luís Lagos termina a sua alegada resposta a estas alegadas acusações de forma dura: “Afinal, tu é que és o preeeeessssiiiidddeeennnttte da junta, pá!!! E, já agora, deixa de fazer apreciações sobre o carácter dos outros, que isso revela muito do teu”.

 

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