Autarcas da região regressaram ao parlamento para sensibilizar deputados do PSD e CDS- PP para problemas da TDT

Em contagem decrescente para o apagão definitivo do sinal analógica e consequente transição para o digital, os autarcas de Oliveira do Hospital, Seia e Arganil não desarmam na luta contra o com o modelo TDT tal como está a ser implementado pela PT.

Pela segunda vez, no espaço de menos de um mês, um grupo de autarcas rumou ontem ao parlamento para sensibilizar os deputados do PSD e CDS-PP para os problemas da falta de cobertura da TDT em aldeias da região da Serra da Estrela.

À saída do encontro, o vice-presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, José Francisco Rolo disse à Agência Lusa que espera que os deputados façam sentir ao Governo que “existem aldeias sem cobertura da TDT, mas que é possível aumentar a taxa de cobertura nacional, uma vez que a própria PT já reconheceu que pode ir além dos 87,5 por cento de cobertura”.

Entre as preocupações dos autarcas está também a ameaça de eventual desvirtuamento das aldeias histórias e das aldeias de xisto, caso venham a proliferar antenas parabólicas, originando efeitos visuais negativos na paisagem.

Por dentro do processo, José Francisco Rolo disse que “é possível encontrar soluções para o Interior onde a taxa de cobertura é zero e é possível encontrar soluções técnicas para as aldeias do xisto e históricas sem desvirtuar o investimento na sua requalificação”.

O autarca que já no final de dezembro reuniu com deputados do PCP, PS e BE, também criticou a subversão que a TDT tem estado sujeita, denunciando que a TDT se tornou num “simples negócio de televisão por cabo”.

“Os idosos estão a ser constantemente abordados pelos operadores para aderirem à televisão por cabo. Isto subverte o projeto inicial da TDT, que era uma televisão de qualidade para todos”, referiu, criticando também a postura da ANACOM que “tem estado inativa e completamente silenciosa”.

Oliveira do Hospital é um dos concelhos afetados pelas fragilidades do sinal digital, estimando-se que por ocasião do apagão definitivo, cerca de seis mil oliveirenses fiquem com os seus aparelhos de TV completamente às escuras.

Numa tentativa de solucionar o problema, o município oliveirense já apresentou uma proposta junto da PT relativa à instalação de uma antena comunitária que sirva cada localidade situada em zona sombra, mas também garante não estar disponível para se substituir àquilo que são as obrigações da empresa distribuidora do sinal, a PT.

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