Autarquia de Alvôco das Várzeas demarca-se de Movimento e critica recurso a grupos parlamentares

Através de um comunicado, com o qual também dão voz aos alvocenses, os presidentes da Junta e Assembleia de Freguesia de Alvôco das Várzeas acabaram de reafirmar a sua concordância relativamente à continuação da construção da ETAR da freguesia, cujas obras estiveram suspensas devido aos protestos levados a cabo pelo designado movimento “Salvem Alvôco das Várzeas”.

Agostinho Marques e José Andrade manifestam, assim, apoio à Câmara Municipal de Oliveira do Hospital que, depois de ter conseguido uma solução intermédia, com vista a minimizar os impactes ambientais da obra, já deu como certa a continuidade dos trabalhos no local, para onde a obra foi projetada.

Louvando a postura de “abertura ao diálogo e à concertação” manifestada pelo presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, numa sessão de esclarecimento realizada dia 13 de Setembro de 2010, bem como o compromisso manifestado pelo presidente do Conselho de Administração da Águas do Zêzere e Côa, no sentido de se “concretizarem relevantes melhorias no projeto inicial”, os autarcas criticam o facto de o referido movimento tentar impedir a decisão de José Carlos Alexandrino.

“Tenta de novo, a todo o custo, e agora num ato de desespero, impedir a continuação das obras e impor a sua vontade, virando-se para os grupos parlamentares da Assembleia da República”, adianta o comunicado, através do qual Agostinho Marques e José Andrade também criticam o facto de os deputados, só agora, se interessarem pelo problema de Alvôco.

Esclarecendo o deputado do partido “Os Verdes” de que o movimento não é representativo da população de Alvôco, os autarcas questionam ainda aquele eleito sobre o motivo pelo qual nunca se interessou pela situação que “durante anos” se verificou em Alvôco de Várzeas, referindo-se em concreto às “duas fossas que extravasavam e corriam a céu aberto, com todos os inconvenientes daí advindos”.

“Certamente que aos grupos parlamentares, esta realidade foi propositadamente omitida”, adiantam os autarcas de Alvôco de Várzeas, questionando onde se encontrava, nessa altura, o intitulado movimento de cidadãos.

“Calaram o que estava ao olhar de todos”, continuam Marques e Andrade, referindo que eles próprios “sempre denunciaram o cenário degradante dos esgotos a correr a céu aberto e lutaram firmemente pela construção da ETAR”.

Os autarcas lembram ainda que o local onde decorrem os trabalhos foi escolhido pela Câmara e Junta de Freguesia PSD e que a “obra esteve sinalizada tempo suficiente com um vistoso painel a anunciar a sua construção”.

Manifestamente desagradados com o facto de aquele movimento não respeitar as decisões tomadas por unanimidade e com as quais “a expressa maioria da população está de acordo”, Agostinho Marques e José Andrade repudiam também a “linguagem agressiva e insultuosa” usada pelo movimento. “Há falta e melhores argumentos usam termos impróprios”, afirmam, garantindo ainda que os “alvocenses são sábios, sabem o querem e dispensam tutelas”.

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