Debaixo de grande pressão por parte da comunicação social da nossa região, as várias forças políticas em presença e os seus “protagonistas” vão lançando ...

Autárquicas 2009- Os dados estão a ser lançados…

… os dados “autárquicos”. É hoje muito normal que assim seja, mas não foi sempre assim… O Poder Local Democrático e as correspondentes eleições são uma preciosa conquista do 25 de Abril de 1974, agora prestes a festejar os seus 35 anos ! 25 de Abril, sempre !

E, afinal, a montanha pariu um…ratito…

Recorde-se que a (ainda) liderança concelhia do PSD de Oliveira do Hospital se confronta, há três anos consecutivos e sem tréguas, com a maioria PSD na Câmara e na Assembleia Municipal e, em especial até, com o actual Presidente da Câmara e também membro da direcção distrital de Coimbra desse partido.

Ora, a actual liderança concelhia do PSD prometia mais e até criou certas expectativas ao ser recentemente confrontada, sem margem para mais hesitações, com a decisão/imposição (para já por parte da Distrital de Coimbra do PSD) do indigitado candidato oficial para a Câmara Municipal – como se esperava o actual Presidente da Câmara.

Porém, após mais uma conferência de imprensa da liderança concelhia, afinal, “a montanha pariu um…ratito…” com o anúncio de, “apenas”, um pouco esclarecedor processo de impugnação jurisdicional interna (dentro do PSD) e, depois, eventualmente impugnação judicial no próprio Tribunal Constitucional. Quer dizer, o PSD ameaça voltar aos “tribunais”, como opção, para tentar resolver questões internas.

No contexto, a actual liderança concelhia deixou a política de fora desta decisão meia “enrolada” ou seja, continua sem retirar a confiança política ao militante e dirigente distrital do PSD – o actual Presidente da Câmara – e não avança para movimentos políticos “alternativos” como chegou a deixar antever. Tome é nota que o actual Presidente da Câmara já está em plena campanha eleitoral e faz política quanta quer até quando diz que não comenta assuntos partidários internos…

Provavelmente, a actual liderança concelhia do PSD está a encontrar grandes dificuldades nas “sondagens”, no terreno, para formação das listas ou afins.

Pois, tal como já por aqui se escreveu, o actual Presidente da Câmara tem o poder autárquico concentrado. Em especial tem consigo (pudera…) os maiores activistas, no caso os Presidentes de Junta e de Assembleias de Freguesia, de entre outros autarcas conhecidos.

Pelo seu lado, a actual liderança do PSD terá consigo um grupo de “conspiradores”, circunstância que, no passado ainda recente, já deu alguns frutos a outra liderança concelhia (para antecipar o afastamento de um ex-Presidente da Câmara do mesmo PSD…) mas que, agora, parece não estar a dar.

Mas, mais importante que tudo isso, neste momento, é que o forte conflito interno – mas público – do PSD, em Oliveira do Hospital, não continue a prejudicar o Município e a denegrir a imagem dos autarcas em geral.

PS tem fragilidades e vai ser “castigado”.

Para um partido “candidato” à obtenção de uma maioria nos futuros Órgãos Municipais, o PS local tem fragilidades comprometedoras.

Em primeiro lugar, a liderança concelhia deste partido (ou parte dela) foi completamente condicionada, e acabou por não resistir à estratégia alheia, digamos assim, porque imposta através de uma persistente campanha conduzida sobretudo num dado órgão da comunicação social local. Em consequência dessa campanha, o PS concelhio teve dificuldades em definir os seus cabeças de lista e, para o efeito, também acabou por aceitar – é essa a expressão correcta – os candidatos (“independentes”…) promovidos pela referida campanha mediática. Quer dizer, o PS não tem militantes à altura para serem cabeças de lista…

Agora, perante a fuga da actual liderança concelhia do PSD em promover uma lista, dita “de independentes” – a qual pudesse transpor para o eleitorado a divisão interna do PSD (“contra” o actual Presidente da Câmara…) – o PS sabe como mais distante um objectivo “ganhador” consistente.

Tal como por aqui também já se escreveu, a maior “força” local do PS seria a “fraqueza” interna (divisão) do PSD. Por outro lado, no terreno, atente-se, o PSD – a facção afecta à maioria na Câmara e na Assembleia Municipal – detém pelo menos 12 ou 13 Presidentes de Junta enquanto que o PS detém apenas três e, isto, num total de 21 Juntas de Freguesia.

Por último, mas não em último lugar, o PS local não pode pretender que não venha a ser justamente castigado, pelo eleitorado do nosso Concelho, pelas desastrosas políticas de direita que o “seu” (des)governo tem aplicado às Portuguesas e aos Portugueses, e sem dó nem piedade.

Aliás, o PS também vai ser castigado, e muito justamente, pelas políticas contra o nosso Concelho, contra as urgências do SAP do nosso Centro de Saúde; contra a Zona Agrária; contra o Tribunal da Comarca; contra as novas instalações da ESTGOH; contra os Itinerários Complementares, IC, dentro do Município…e já nem será preciso enumerar mais, embora haja bastante mais parar enumerar!

Claro que a “cassete” dos dirigentes do PS para tentar engrolar os críticos, mas incautos, vai ser a de que “… pois, pois, é verdade, há coisa nas políticas do governo com as quais eu também não concordo, mas as eleições autárquicas são cá para o Concelho e temos que nos unir, e votar para derrotar a direita, e contra o Presidente da Câmara, e contra etc”… Ao fim e ao cabo, é uma conversa equivalente, na tentativa de fuga à responsabilidade, como aquela que tem a liderança concelhia do PSD que tenta fazer de conta que a maioria política hegemónica na Câmara afinal… nem será PSD.

Portanto, tenham lá paciência:- a cada partido político segundo as suas responsabilidades. E é dentro do respectivo contexto, pelo qual cada candidato assume dar a cara, que se vai desenrolar muito do próximo debate eleitoral, embora isto também não signifique que os candidatos sejam “todos iguais”. Porém, uns e outros vão ser muito confrontados com a verdade e essa verdade vai pesar nas opções de voto de muitos eleitores.

Nota:- quando for caso disso, e se considerarmos que é caso para isso, abordaremos a situação de outras forças políticas.

João Dinis
Autarca da CDU – Oliveira do Hospital

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