Autópsia revela que advogada encontrada morta em Seia foi estrangulada

A advogada, de 38 anos, que morreu em Novembro junto à aldeia de Furtado, em Seia foi assassinada, revela uma reportagem da SIC. Ao contrário da tese de suicídio sustentada pelo marido, que alertou as autoridades por causa de um pretenso acidente de viação, a autópsia mostra que Ana Rita Antunes terá sido estrangulada. O marido, Rui Andrade, que foi detido preventivamente, é o principal suspeito.

A advogada, de 38 anos, que faleceu a 18 de Novembro, no concelho de Seia, onde residia, terá sido alegadamente assassinada pelo marido, que posteriormente simulou o acidente de viação para disfarçar o crime. Rui Andrade acabou por ser detido na altura pela Polícia Judiciária da Guarda, uma vez que as autoridades suspeitaram que a advogada Ana Rita Antunes teria sido morta por espancamento, particularmente devido a uma pancada na cabeça e asfixia e não devido a um acidente que deixou apenas ferimentos ligeiros em Rui Andrade. A autópsia revelou agora que foi estrangulada.

As causas do crime podem ter a ver com motivos passionais. Uma tese que ganhou força quando os investigadores descobriram que a advogada, que deixa duas filhas menores, estava a preparar o divórcio de Rui Antunes e que este já a teria ameaçado. A forma como ocorreu o acidente e o estado da viatura também levantaram suspeitas. Os investigadores não encontraram sinais de travagem do carro que encontrava praticamente intacto. A mulher, já morta, estava, a alguns metros da viatura, com graves lesões e o marido, que a acompanhava, apenas com alguns arranhões.

 

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