O autor da impugnação às eleições que no passado sábado deram a vitória a Carlos Veloso (114 votos), que derrotou a lista adversária liderada por Nuno Caetano (99 votos) revelou ao Correio da Beira Serra estar “em guerra com a distrital da JSD”.

Autor da impugnação diz-se em “guerra com a JSD distrital”

Imagem vazia padrãoAssegurando “não ter nada contra o candidato vencedor” e aproveitando para “parabenizar toda a lista vencedora e apelar a todos os jotas para que se unam por uma JSD melhor”, Jorge Carvalho acusa a estrutura distrital de “parcialidade tremenda no tratamento das duas listas”. Sublinhe-se que o militante aguardou apenas pelo encerramento da mesa de voto para impugnar o acto eleitoral junto do presidente da mesa e vice-presidente da JSD distrital, Roberto Barbosa.

Em carta entregue àquele responsável, Carvalho justifica a impugnação com “algumas incoerências” detectadas por ocasião da entrega das listas, no dia 23 de Abril, notando que a lista A liderada por Carlos Veloso se antecipou na entrega, não o fazendo entre as 21h e as 24h00 como é definido estatutariamente. Aponta também o dedo ao facto de os militantes terem sido “enganados”, por no folheto que lhes foi entregue pela lista A constarem quatro vice-presidentes, quando só são permitidos no máximo três, embora nas eleições a situação já estivesse alterada. Mas, é sobretudo no facto de a Comissão Política Distrital não se fazer acompanhar pelos cadernos eleitorais, que Jorge Carvalho centra o seu descontentamento, considerando tratar-se da “prova cabal de falta de rigor demonstrada” pela estrutura distrital e que – como explicou – foi solucionada pela concelhia local que cedeu uma listagem para que os militantes pudessem ser reconhecidos.

“A impugnação foi reforçada”

Aos argumentos constantes da carta de impugnação, Jorge Carvalho – como referiu ao CBS – já acrescentou outros, com base em novos dados a que teve acesso depois das eleições. “A impugnação foi reforçada”, garantiu, confiante de que a mesma vai ser aceite pelas estruturas superiores. Visivelmente insatisfeito com a forma como decorreu todo o processo, Carvalho revelou também que por esta altura, a impugnação já ultrapassou os patamares das estruturas concelhia e distrital. “Há grandes possibilidades de impugnação” revelou o jovem militante social-democrata, acrescentando que, ainda durante esta semana, terá oportunidade de em conferência de imprensa explicar melhor os motivos da impugnação. Por agora, a certeza é de que está “em guerra com a JSD distrital”.

“O acto decorreu dentro dos parâmetros mínimos da normalidade”

Contactado por este jornal, o vice-presidente da JSD distrital, na altura presidente da mesa de voto, disse estar confiante de que o acto vai ser validado, por ter decorrido “dentro dos parâmetros mínimos da normalidade”, embora reconheça que se há alguma questão a apontar, é apenas a relacionada com a falta do caderno eleitoral. Mas, explicou que o mesmo já se verificou outras vezes, pelo facto de nem sempre o secretariado-geral da Comissão Nacional do partido conseguir enviar o caderno atempadamente. “Inclusivamente falei com os dois candidatos e não levantaram objecção nenhuma”, contou ao CBS, acrescentando que até lhes mostrou o e-mail enviado pelo secretariado-geral a reconhecer as listas como oficiais.

Sobre a entrega antecipada da lista liderada por Carlos Veloso, Roberto Barbosa referiu que a definição de um período horário para a entrega das candidaturas funciona como uma “segurança”, mas “não invalida que possam ser entregues antes”. “Tinha explicado isto mesmo a ambas as listas”, contou o vice-presidente da JSD distrital, que “pelo conhecimento dos estatutos” acredita que o “acto vai ser validado”. “Compete ao Conselho de Jurisdição decidir”, rematou.

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