Avô e Ervedal da Beira vão ter novas extensões de saúde

Ao fim de 12 anos, a freguesia de Avô vai deixar de sonhar com a desejada extensão de saúde. A obra que constitui uma reivindicação antiga da freguesia – o primeiro ofício redigido pela autarquia a dar conta da necessidade é datado de 28 de junho de 1999 – obteve hoje o primeiro sinal para sua execução prática: a assinatura do contrato programa entre a Administração Regional de Saúde do Centro e a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital.

O novo projeto, estimado em 200 mil Euros e que prevê a construção um edifício de raiz no terreno contíguo ao lar de acamados da freguesia, vai substituir o atual espaço localizado no primeiro piso dos antigos paços do município de Avô.

O presidente da Junta de Freguesia de Avô interpretou o ato realizado esta manhã como sendo “um momento de grande importância para Avô e para as regiões Norte e Sul do concelho”. “Só podemos ter palavras de agradecimento e louvor para com os que ultrapassaram obstáculos para hoje estarmos a viver este momento”, frisou Aristides Gonçalves.

Com um historial de reivindicações bem mais curto, também a freguesia de Ervedal da Beira vê cumprido o desejo de novas instalações para a prestação de cuidados de saúde.

A funcionar no primeiro piso de uma casa de habitação que foi adaptada para o efeito, a extensão de saúde vai passar a funcionar no edifício inicialmente pensado para acolher a Casa do Povo da freguesia.

O projeto realizado no mandato do atual presidente Carlos Maia estima um investimento na ordem dos 150 mil Euros. “Não estamos habituados a baixar os braços e metemos pés ao caminho”, contou o autarca, referindo que o atual edifício “não tem dignidade e não é o que a população merece”.

Em condições para serem sujeitas a concurso público, ambas as obras têm apoio de 45 mil Euros de PIDDAC e vão ser sujeitas a candidaturas ao QREN. O presidente da Administração Regional de Saúde do Centro valorizou o empenho da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital em cada um dos projetos.

“Sem a colaboração da autarquia e das Juntas de Freguesia não haveria qual hipótese de avançar com os projetos”, referiu João Pedro Pimentel que, primando por uma intervenção destinada a dar conta da preocupação da ARS em “equilibrar o país” para “não estar tombado para o mar”, sublinhou a importância da prestação de cuidados de saúde a uma população “idosa, do interior, isolada e longe dos grandes centros”.

“Este sentido de proximidade vai ser consubstanciado com a construção de novas extensões”, sustentou.

Sem deixar de se regozijar pela importância do momento, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital aproveitou a presença de Pimentel para reivindicar a instalação de uma unidade de Cuidados Paliativos na Fundação Aurélio Amaro Diniz.

“É absolutamente prioritário”, considerou José Carlos Alexandrino, elogiando o “excelente trabalho” que tem vindo a ser desenvolvido pela equipa que integra o Conselho de Administração da FAAD e liderada pelo médico Álvaro Herdade.

A construção de “uma extensão de saúde diferente, mais pequena, na zona Sul do concelho” foi outra das pretensões que Alexandrino transmitiu a João Pedro Pimentel, notando porém que “a quebra política e a entrada de novos ministérios” vai dificultar a sua ação.

O autarca não se revelou, contudo, resignado. Pelo contrário, assegurou que “seja qual for o governo, a posição do executivo é de reivindicação e de luta para aquilo que é justo para Oliveira do Hospital”.

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