Balcão Único pronto para o feriado municipal

 

A partir do próximo dia 7 de outubro, feriado municipal em Oliveira do Hospital, o acesso aos Paços do concelho de Oliveira do Hospital passa a estar condicionado. Com entrada obrigatória pela porta principal do edifício – a porta traseira passa a estar fechada – o munícipe tem pela frente um balcão de atendimento e passa de imediato para o designado balcão único, constituído por quatro postos de atendimento, que abrange todas as áreas de atuação da Câmara Municipal.

A par das estruturas físicas que passam pela deslocalização de alguns gabinetes situados na zona de entrada do edifício camarário, será igualmente instalado um sistema informático que, em jeito de balcão único virtual, permitirá ao munícipe o acesso online aos processos que tem em curso na autarquia.

Traduzindo-se num investimento total que se situa entre os 300 e os 400 mil euros, a nova aposta do executivo de José Carlos Alexandrino resulta de uma intenção de “emagrecimento” da estrutura autárquica, no sentido de a tornar “mais ágil e mais eficaz na apresentação de respostas aos munícipes”.

“Isto é o futuro e a modernização dos serviços é um desafio”, afirmou ontem o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, momentos após a apresentação do novo projeto em reunião pública do executivo.

Alexandrino destacou as vantagens inerentes ao balcão virtual, bem como o processo de formação intensiva por que vão passar funcionários autárquicos, diretamente envolvidos na nova resposta municipal. “Precisamos que estes nossos funcionários se coloquem ao serviço deste desafio”, sublinhou Alexandrino que vê na “reconversão” dos funcionários a chave para recolocação de recursos humanos em serviços diferenciados.

“Parece que está em causa uma questão política e que estamos a deixar cair pessoas, mas a verdade é que até agora não houve nenhuma admissão”

Contudo, a reestruturação dos serviços da Câmara Municipal não se esgota na criação do Balcão Único. Em nome do desejado “emagrecimento da estrutura”, o executivo de José Carlos Alexandrino que não descarta a possibilidade de contratação de recursos humanos com o perfil desejado para os serviços inerentes ao Balcão Único, não dá por terminado o processo de não renovação de contratos de trabalho a termo a pessoas, cuja presença na autarquia “já não se justifica”.

Ainda que garanta não ter procedido à contratação de uma única pessoa para a Câmara Municipal – “parece que está em causa uma questão política e que estamos a deixar cair pessoas, mas a verdade é que até agora não houve nenhuma admissão”, frisou – o autarca lembra que por via da não renovação de contratos já saíram da autarquia entre 14 a 16 pessoas.

Admitindo que tal venha a acontecer com outros funcionários em condições semelhantes, o presidente oliveirense explica que Câmara apenas tem recebido alguns POC e que, em certos casos – no domínio operacional de recolha de lixo, exemplificou – não têm sido bem sucedidos.

No caso de contratos a tempo indeterminado, Alexandrino confessa que a solução passa pela reconversão dos funcionários. Deu o exemplo do “pessoal sobrante do lar de Travanca de Lagos que não pode ser despedido”, ao mesmo tempo que assegurou, “que se pudesse dava emprego a 400 pessoas”. “Mas isto não é assim”, continuou, frisando que não pode contratar as pessoas só porque votaram em José Carlos Alexandrino.

Integrando a reestruturação dos serviços no “novo paradigma financeiro” da autarquia, Alexandrino considerou que “a Câmara Municipal tem que ser sustentável e tem que haver muito rigor financeiro”. “É isso que estou a fazer”, afiançou numa altura em que também prevê a reorganização ao nível das taxas a cobrar aos munícipes, sem implicação de aumentos.

José Carlos Alexandrino encara a área financeira como “fundamental” e aos jornalistas deixou a garantia de que quando sair da autarquia deixará a Câmara Municipal “absolutamente equilibrada financeiramente”.

Não esqueceu, porém, o compromisso da autarquia ao nível das amortizações do empréstimo de cinco milhões de Euros contraído pelo anterior executivo e a necessidade de resolução de “grandes problemas” relacionados com saneamento básico, recolha de lixo e abastecimento de água.

LEIA TAMBÉM

CDU reclama transporte público até Ervedal da Beira e acusa Câmara de se esquecer de obras importantes

Os elementos da CDU representados na União das Freguesias de Ervedal da Beira e Vila Franca …

Tábua inaugurou posto de carregamento de veículos eléctricos

A Câmara Municipal de Tábua inaugurou hoje o Posto de Carregamento de Veículos Eléctricos. O …