Basquetebol feminino alerta para a necessidade de substituição do piso do Pavilhão Serafim Marques

O alerta foi lançado, esta manhã, pelo próprio presidente da direcção da Sociedade Recreativa Lealdade Sampaense (SRLS) que, na cerimónia de recepção às selecções de basquetebol de Portugal, Alemanha, Bulgária e Holanda, falou da necessidade do piso do pavilhão ser substituído.

“Não é dos melhores espaços desportivos, mas é o que se pode encontrar”, afirmou Vítor Duarte, sublinhando que “era bom que o pavilhão tivesse um piso flutuante”. “Mas, não é possível e temos que aceitar aquilo que temos”, acrescentou o também responsável pela secção de basquetebol da SRLS que, ao mesmo tempo, se revelou satisfeito com o facto de, pela primeira vez o torneio ser participado por quatro selecções.

“Isto é gratificante”, verificou. O próprio seleccionador nacional de basquetebol feminino corroborou do alerta lançado por Duarte, considerando que o ideal era a colocação de um “piso basculante”. “O ideal seria ter aqui um pavilhão com um piso de acordo com as necessidades de hoje em dia”, referiu Carlos Portugal, confiante de que “o problema será ultrapassado”. “Quanto mais cedo, melhor para nós, porque queremos manter esta parceria por muito mais tempo”, sublinhou o também ex-presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital que, na cerimónia realizada esta manhã no Salão Nobre da autarquia, fez questão de agradecer a “bondade das palavras” proferidas pelo actual presidente em relação à sua pessoa.

“É para mim muito importante estar aqui como seleccionador e ex- presidente de Câmara e ser recebido de maneira fidalga”, chegou a referir Carlos Portugal, apelidando o actual presidente e vice-presidente do município de “queridos amigos” e elogiando o trabalho da autarquia em prol do desporto.

De facto, as palavras de apreço começaram por ser proferidas pelo presidente Mário Alves que destacou o “condão” de Carlos Portugal, enquanto autarca de Oliveira do Hospital, para “valorizar o desporto”. “Foi com ele que eu aprendi algumas coisas daquelas que estamos a aplicar em matéria desportiva”, referiu.

“Em concelhos como o nosso não é fácil ter estruturas de qualidade”

No arranque do torneio de basquetebol, as lamentações não se esgotaram no piso do pavilhão, já que as atletas – como referiu Mário Alves na cerimónia – também se terão revelado insatisfeitas com o local onde se encontram instaladas.

“Em concelhos como o nosso não é fácil ter estruturas de qualidade”, justificou o autarca, apontando também o dedo à “falta de formação das pessoas para manter as estruturas em funcionamento”.

Mário Alves chegou a aconselhar as atletas a “relevarem essas pequenas coisas, porque o mais importante é a parte desportiva e a troca que vai haver em termos desportivos”.

Apresentando votos de “boa estada” no concelho, onde “as gentes são hospitaleiras e gostam de receber”, o presidente da Câmara destacou também a “boa colaboração” mantida com a Federação Portuguesa da Basquetebol na organização do torneio que já vai na quarta edição. “É uma forma de trazermos pessoas a Oliveira do Hospital que, de outra forma não estariam cá”, frisou o autarca.

O vice-presidente da Federação, José Tolentino, não deixou também de destacar o empenho da Câmara Municipal e da SRLS na organização do torneio. O responsável evidenciou ainda o facto de pela primeira vez, o torneio contar com quatro selecções participantes, bem como “o trabalho que isto dá a pôr de pé”.

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