Batalha de Aljubarrota – A Real Batalha – 14 de Agosto de 1385 – Faz 632 Anos. Autor: João Dinis, Jano

Viva Portugal !  Livre, Soberano e Independente !!!  Viva !

Sim, a 14 de Agosto de 1385, fez 632 anos que o exército Português e os seus Patriotas derrotaram os invasores Castelhanos e algumas hordas de traidores “portugueses” e de mercenários Franceses, na célebre “Batalha de Aljubarrota” (menos conhecida como a “Real Batalha”), mais propriamente travada no espaço do “Campo de S. Jorge”, hoje situado no concelho de Porto de Mós.

Batalha célebre por uma série de circunstâncias, pelas suas notáveis características “em combate” e pelas extraordinárias consequências políticas e sociais.

Há inúmeros e fundamentados estudos, relatos, ensaios, inventários, descrições detalhadas, e há as belas “crónicas” de Fernão Lopes embora estas, em algumas das suas abordagens, contradigam outros relatos e estudos objectivos, nomeadamente quanto à escolha criteriosa do terreno de combate por parte do alto comando Português, onde se destacavam D. Nuno Álvares Pereira e o próprio rei D. João I.  Estes eram, ambos, militares profissionais já muito experimentados (embora ainda relativamente jovens) e de certo também foram bem aconselhados.  Tinham a seu lado, embora dentro de inquebrável cadeia de comando, Capitães Portugueses de bravura e destreza a toda a prova e tinham uma “tropa de elite” composta por mercenários Ingleses – archeiros e besteiros – contratados para combaterem do nosso lado.  Mas o mais espantoso e, em última análise, mais determinante de tudo, é que D. Nuno Álvares Pereira e D. João I de Portugal eram obedecidos e seguidos, com a maior valentia, pelo Povo “em armas” ainda que armado estivesse com um simples varapau encimado por “chuço” aguçado ou por uma sachola de um ou dois bicos ou por pesada marreta!

Sim, para esperar e dar batalha planificada às hordas Castelhanas com 40 mil homens supostamente comandados pelo próprio Rei D. Juan I, de Castela, não aconteceu por acaso a escolha daquele apertado espaço de terreno para nele tirar o maior partido dos obstáculos naturais e construídos de propósito. De igual forma, foi “conseguido”, pelo lado Português, que o combate se desse naquele momento-hora do dia, já para o fim de uma tórrida tarde de Agosto em que os Castelhanos e seus “aliados” iam chegando muito espaçados, e já cansados, ao “Campo de S. Jorge” e imediações…

Também mais do que mera táctica, foi estratégica a opção, criativa e corajosa, pela “táctica do quadrado” com a disposição, a condizer naquele terreno, do exército Português para aceitar e logo potenciar o combate a nosso favor.  Em Aljubarrota, do lado Português e dos Patriotas, estiveram de certeza militares profissionais – os mercenários Ingleses por exemplo – já familiarizados com essa “táctica do quadrado” aplicada e desenvolvida, muito por força das flechas dos Arqueiros e dos virotões dos Besteiros, durante a “Guerra dos Cem Anos” entre França e Inglaterra.  Ao que se diz, o próprio D. Nuno Álvares Pereira – o nosso eterno “Condestabre” – conhecia-a bem e seguramente já desde antes de 1383, a data do início da nossa “revolução armada” em defesa da Independência Nacional face a Castela e seus “agentes” e colaboracionistas  em território Português…

Ao fim e ao cabo, em Aljubarrota, foi executada uma “táctica” militar em si própria inovadora mas ali adaptada em função daquele espaço de terreno e das forças em presença.  Foram escolhas e ambientes, mais do que criteriosos, para enfrentar – com algumas hipóteses de êxito – o muito numeroso e bem armado exército de Castela que dispunha de numerosa Cavalaria “pesada” onde pontificavam mercenários Franceses e muitos traidores “portugueses” também.

A “tática do quadrado” e o combate organizado a pé – o “pé no chão” – foram recursos “inventados” em batalhas várias por guerreiros “pobres” – pelo Povo em armas e seus comandantes – e por isso mesmo “especializados” em terem que combater mal armados, mal treinados, sem recursos militares de monta… A Cavalaria “pesada”, que foi característica da Idade Média, com cavaleiros da “nobreza” a cavalo e dentro de pesadas armaduras, com compridas lanças em riste, eram meios e métodos caros e que exigiam treino aturado e permanente, anos a fio.  Sim, os “ricos” e os “nobres”, esses, estavam por Castela, bem armados, arrogantes também, cheios de excesso de confiança… Mas foram rapidamente apeados e esmagados, muitas vezes até uns contra os outros ou amontoados no chão ou debaixo dos cavalos. Outros deles foram feitos prisioneiros pelos Portugueses, logo desde o início da batalha e, já nessa condição, foram chacinados ainda durante a refrega, circunstância “dura” mesmo para aquela época de chacinas frequentes.

A batalha – há dela descrições impressionantes embora com alguma “imaginação” – teve momentos épicos de tensão e brutalidade plenas, de ruídos múltiplos em “cocktail”, de sofrimento, e de muito brilho táctico com forte capacidade de comando, de brio patriótico, de determinação e coragem por parte dos Patriotas Portugueses e também dos seus aliados !

D. Nuno Álvares Pereira e D. João I de Portugal passaram a maior parte do combate a combater também eles apeados, a pé, ombro a ombro com seus valentes Capitães e Soldados em geral. O Rei de Castela, ao que nos é dito, vinha adoentado e sem grande convicção. Saiu da zona, com o rabo entre as pernas, logo que o combate começou a complicar-se para o seu lado e só sossegou bem longe, dentro do navio que o havia de levar – vencido – de regresso a Castela…de onde não tardou a retaliar embora sem tentar nova invasão “pessoalizada”…

Depois, os Portugueses – Patriotas – lutaram em Aljubarrota (e noutras batalhas) como se fossem um só homem, e assim defenderam as suas vidas, claro, mas com uma motivação prodigiosa que era a de saberem que estavam a defender o seu terreno, as suas Famílias, a sua Pátria, sentimentos e objectivos que os invasores certamente não tinham.  E as Populações de vasta região a partir do “Campo de S. Jorge” (Aljubarrota), também sabiam muito bem o que se passava… Apanharam, aprisionaram ou mataram os fugitivos Castelhanos, às centenas !  Aliás, terão morrido, por essa via, mais elementos em fuga do exército de Castela do que aqueles que morreram em combate directo no campo de batalha!  A tradição Lusa preservou e condensou esses episódios pós-batalha, na lenda da “Padeira de Aljubarrota” e em um nome – Brites de Almeida – a intrépida Mulher Portuguesa que deu cabo, com a pá do forno de cozer o pão, para aí, de uma dúzia de Castelhanos fugitivos …

Diz-se hoje que em 1385, à data de Aljubarrota, ainda não havia a consciência nacional de “Pátria” formada entre os Portugueses. Enfim, concedamos que, hoje, a noção de Pátria seja um pouco diferente, talvez mais nítida felizmente que ainda em muita Gente de hoje.  Mas não haja dúvidas que em Aljubarrota e noutras batalhas dessa guerra – prolongada que ela foi — pela Independência Nacional, havia elevada consciência da “Pátria”, por ventura mais ligada do que hoje é ao solo de cada um e ao solo mais nacional.

Houve, isso sim, os traidores “portugueses” que venderam Pátria, Família e os Santos da devoção e que se bandearam para Castela para tentar preservar os seus privilégios. Esses traidores é que vieram em armas – e por regra bem armados – lado a lado com Castelhanos e Franceses para tentar matar Portugueses, em Portugal. Aconteceu-lhes o contrário. Foram eles mortos, feitos prisioneiros, perseguidos, humilhados, derrotados, sem apelo nem agravo !

Sem as repercussões, tremendas, da vitória em Aljubarrota,

as coisas para nós não seriam o que foram depois…talvez nem sequer  parecidas…

É uma das grandes caraterísticas de Aljubarrota o próprio facto de lá terem participado, e um contra o outro, os dois Reis beligerantes – o de Portugal e o de Castela. Outra característica foi a enorme desproporção – favorável a Castela – em homens e recursos militares, o que não impediu a sua derrota estrondosa infringida pelo exército mais pequeno, pior armado e teoricamente pior treinado, e que era o exército de Portugal e dos Patriotas… Foi uma batalha cujas condições e desfecho tiveram grande impacto na Europa.

Do ponto de vista “mais” político e histórico, Aljubarrota representou e representa a defesa e a consolidação da Independência Nacional contra uma forte potência invasora – Castela – que tinha óbvias pretensões a dominar o espaço e a vida nacionais e que para isso nos trouxe a guerra para dentro da nossa “casa”.

Aljubarrota deu bases políticas, sociais e de consciência nacional – lá está – para lançar Portugal rumo a outras paragens e a outras sortes através dos Descobrimentos e apesar da mal sucedida e imediata aventura “prévia” por  terras e cidades do Norte de África. Enfim, como “coisa” menos boa, Aljubarrota também esteve nas origens da origem da Casa de Bragança, da Dinastia dos Braganças e por aí fora…

Aljubarrota e a luta em defesa da Independência Nacional – luta que veio a ter outros períodos históricos igualmente críticos – demonstram que defender a Pátria é um objectivo mais do que legítimo e sentido. Demonstrou que há uma “força” capaz de despoletar e desenvolver sentimentos e convicções de unidade, com manifestações criativas de generosidade e de valentia a qualquer o custo.

A defesa da Independência Nacional também se fez – e se faz – contra os “traidores” de todas as cores que sempre nesses períodos se “bandeiam” – olá, genial Fernão Lopes, bela expressão esta, a do “bandear” ! – para o lado dos “poderosos” e dos invasores quanto mais não seja para preservarem os seus privilégios. Para isso, “vendem” mesmo a Pátria, a Família e os Deuses e Santos.

Viva Portugal Livre, Soberano e Independente !

Hoje, face à “invasão” da CEE e agora desta União Europeia – “invasão” em que vale de tudo, inclusivé tirar a camisa, a pele e os olhos às Portuguesas e aos Portugueses – Portugal tem vindo a perder elementos estruturantes da sua Soberania e da sua Independência.  É o Euro, a moeda da nossa submissão e da nossa desgraça – são os Tratados de Lisboa e quejandos – é o “Pacto Orçamental” – está a ser a “Política de Segurança Comum” e será o “Exército Comum Europeu” dentro do “chapéu” da NATO –  etc…

Pelo meio, também já há mais de três décadas de traições em que abundam os traidores “portugueses” de todas as cores.  Bandeiam-se seja lá para onde for, afinal como sempre fazem os traidores na esperança de preservarem ou arranjarem privilégios.

Mas pronto.  Para Espanha, em 1580, se perdeu a Independência Nacional durante 60 anos, até se recuperar de novo em 1640.  Afinal, com esta CEE e esta UE ainda “só” lá vão 31 anos…  Portanto, não há que desanimar na luta pela recuperação da Soberania e da Independência Nacionais e pela recuperação da Dignidade das Portuguesas e dos Portugueses !!

Viva Portugal – Livre – Soberano – Independente !!!     Viva !

 

 

………………………………………………………………………………………………….

 

E para amenizar um pouco esta nossa conversa sobre Aljubarrota, nada como recorrer ao “incorrigível” lírico e talentoso “re-escrevedor” da nossa História colectiva, o emérito Luís Vaz de Camões:

 

– Os Lusíadas –

 

–  Canto IV –  Estrofe  28

 

– “ Deu sinal a trombeta Castelhana.

Horrendo, fero, ingente e temeroso,

………………………………………………………………

 

E as mães, que o som terríbil escutaram,

Aos peitos os filhinhos apertaram “.

 

Canto IV  –   Estrofe  33

 

“ Se lá no reino escuro de Sumano

Receberdes gravíssimos castigos

Dizei-lhe que também dos Portugueses

Alguns tredores (traidores) houve algumas vezes “.

 

 

Viva Portugal – Livre – Soberano – Independente !!!     Viva !

Autor: João Dinis, Jano

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  • António Lopes

    Ilustre Camarada, no Caso Senhor Professor João Dinis:

    Fica-lhe bem esse patriotismo.Porém, lendo o artigo, porque tudo o que é história devoro, lembrei-me da história que me foi e era dada nas escolas…Tudo “a bem da Nação”..!

    O problema é mais profundo e tem que ser visto à luz das leis e costumes da época.A verdade é que, tanto em 1383 como em 1580, quem tinha o melhor direito, à luz do direito dinástico,por via do casamento, eram os reis de Espanha.D.João I de Castela e Filipe II de Espanha.
    Num caso como no outro, esse direito pesou.Casos houve em que, já tinha havido juramento de lealdade.E, naquele tempo, as pessoas de bem só juravam lealdade a um Rei e seus legítimos herdeiros.Daí o Martim de Freitas ter ido a Toledo, entregar a chave de Coimbra ao cadáver de D.Sancho II.E amaldiçoou os seus herdeiros se algum servisse a D.Afonso III.Por causa desse juramento, foi executado D.Pedro de Menezes, Marquês de Vila Real, a casa mais importante a seguir à de Bragança, que dava Reis, por ter seguido os Filipes.

    Acontece que, em 2 de Abril de 1383, foi celebrado o tratado de Salvaterra de Magos, onde ficou escrito como se processava a sucessão de D.Fernando. Ficou escrito que os Reinos continuariam separados, mesmo que tivessem o mesmo Rei, que só podia ser filho de D.Beatriz, se o tivesse.Que não teve. O mal é que, D.João de Castela, logo que morreu D.Fernando “esqueceu-se do acordo..! Mas havia o conceito de Pátria e bem arreigado.Por isso a separação dos Reinos no tratado..Aliás em 1580, também ficou acordado que só Portugueses podiam governar.E foi assim durante quase todo o tempo.A derrota da “Invencível Armada” e a necessidade de a substituir, é que acabou por alterar essa situação..! Endureceu a política.Ter em conta que D.João I de Portugal, começou a combater para o irmão.D.João de Castro, filho de D.Inês a quem D.Pedro obrigou a beijar a mão, mesmo depois de morta, legalizando os filhos como herdeiros. Esse era o que tinha o melhor direito.Só que o Rei de Castela prendeu-o, porque estava em Toledo, e não mais o deixou vir a Portugal.Só então ele avançou, “empurrado” pelo Povo. E Foi o Grande Dr.João das Regras que o impulsionou e convenceu que se o rei de Castela não respeitou, então o tratado de Salvaterra “era nulo”. Daí as escaramuças dos Atoleiros e Valverde e a decisiva batalha de Aljubarrota onde, Castela , pela força, tentou resolver o problema.Correu-lhe mal.Nuno Alvares confrontou-se com dois, dos 32 irmãos, que tinha, pelo lado de Castela, sendo que também teve alguns do lado dele.De realçar que os mercenários Franceses foram feitos prisioneiros e todos chacinados, no dia seguinte.
    Tudo para dizer que é abusivo chamar traidores aos que lutaram por Castela, nas duas crises. Havia quem interpretasse que deviam seguir o direito dinástico.Depois, é a justiça dos vencedores..! Isto do Passos ganhar as eleições e não governar, já tem “jurisprudência”. .!

    Aliás, quanto à Jurisprudência, o Duque de Aveiro, bastardo de D.João II, invocou-a para ser rei em vez de D.Manuel I e D.António, Prior do Crato, também, na crise de 1580. O Cardeal D.Henrique, que gostava dele à brava, não o quis nomear, por ele se ter recusado “a cantar missa”.Curso tinha. Diziam eles que já havia jurisprudência pois, D.João I era filho ilegítimo, da “quarta mulher” (amante) de D.Pedro I, e foi Rei.Logo eles também podiam ser.Só que, estes dois, não conseguiram reunir a força, que dá a “razão”..! Mais afortunados foram o D.João I e IV…

    É preciso começar a ensinar a história toda.Não só a de conveniência.

  • joão dinis jano

    Traidores – sim – e com mais traições que as letras que a palavra contém !
    Bandearam-se para Castela apenas e só para preservarem e se possível alargarem os seus próprios privilégios de nobres da alta nobreza, de membros do clero colaboracionistas, de lambe-botas dos agentes castelhanos !

    Invadiram Portugal em conjunto com Castelhanos e mercenários franceses para matar Portugueses patriotas. Alguns desses grandes traidores tomaram eles próprios a iniciativa de lançar a batalha de Aljubarrota, à frente da primeira carga da cavalaria pesada do exército Castelhano o que, diz-se, até contrariou as intenções do monarca de Castela. Encontraram pela frente os Patriotas Portugueses armados da coragem que anima os Patriotas e foram ao chão comer o pó do Campo de S. Jorge e afogar-se no seu próprio sangue, e entupir com os corpos acabados os riachos (secos) que apertavam o campo de batalha.

    Mas quais sentimentos ou profissões de fé em lealdades e afins. A grande maioria desses grandes traidores – eram ricos e poderosos – fazia jogos políticos de pura conveniência pessoal e familiar, repito, para preservar ou arranjar os seus privilégios de classe até aí dominante. Os nossos “barrigas ao léu e pés descalços” deram-lhes na cabeça e fizeram deles vulgares salteadores que estavam “bandeados” para Castela…

    Viva Portugal, Livre, Soberano e Independente !!! Viva !

    João Dinis, Jano

    • António Lopes

      Ai…Mas, esses “grandes senhores” não mantiveram os seus privilégios mesmo dentro ” da Pátria amada”? Quem são ou eram os latifundiários expropriados, temporariamente, em 25 de Abril?Como conseguiram eles os latifúndios..? Mas o capital tem Pátria? Ai…A Revolução Liberal de 1820, para mim, foi mais importante que o próprio 25 de Abril.Até nos riscos para quem nela se meteu.Nesse tempo ainda havia pena de morte e, aplicava-se..! Acabou a escravatura? A única coisa que sucedeu e vai sucedendo, é que as classes “superiores” hierarquicamente falando, vão cedendo para os menos “senhores” porque, estes são mais.Mas, chegados lá, a tendência é para copiar os anteriores.Não foi o Camarada que dizia, há tempos, no Salão Nobre, que, agora, tinha-mos 308 “Salazaritos” referindo-se aos Senhores Presidentes de Câmara? Também nessa estou de acordo.Em bom rigor, são os filhos do Povo que há anos governam Portugal.Salazar não era um teso? O problema é que se esquecem..das origens..! Estou na minha.A história tem que ser tratada com outro rigor..Afinal, em 1385, ganhou um “bastardo” ao herdeiro legítimo.Pode ser “muito patriótico”, e foi, mas mexeu com outros valores que, a meu ver, também têm que ser considerados e respeitados.

    • Popular

      Andamos às “nhanhas”…apesar da memória…
      O que manda, agora, é o Facebook…é a alienação…
      Apesar.
      Aljubarrota, convém ao sistema, ao formatismo do sistema da “bissexualidade” dos partidos do arco do poder, PS e PPD, esquecer…
      Enquanto o país arde, uns queixam-se – como em 2005, ou 2006 – que o primeiro ministro vai de férias “enquanto o país arde”, outros, recordando essas tragédias, sabem agora que, por regra, com todos os meios à sua disposição, perante um inimigo público, apenas por nós criado, amadurecido e de grandes negócios rentável…e, apenas por isso, permanente, quando aparece, esse tão ,mais, inimigo como as invasões castelhanas, ou francesas, ao presente,como “nobres de pés – de barro”, perante tal ameaça, “dão de frosque”, “dão ao canelo”, “zarpam”, literalmente, desaparecem do “democrático teatro das operações”, forjado e manipulado em votos – até, quem sabe, daqueles que morreram nesse mesmo inferno de chamas, de 17 de junho de 2017, naquela estrada…
      O país arde e os primeiros fogem…vão de férias – o socretino -mor fugiu, em 2006, para o Quénia e deixou Costa a “apagar os fogos”, que , ao que parece, até Jorge Sampaio deixou sossegado, apesar deste, em eloquentes sabedorias, andava a vender a democracia por terras do “Novo Mundo”
      . Neste desgraçado ano de 2017, o país arde e o Costa vai de férias…assim, como em 2006, ficou queimado.
      Grande gesta de gente, melhor conhecedora dos corredores do Quénia, ou de Palma de Maiorca! – enquanto o país arde…
      Em 1385, apesar das pragas da dona leonor, ninguém viu lisboa a arder…(a não ser nos desejos de pinto da costa, outro batalhador)
      Mas o país , agora, arde:
      – Secou, “O rio que corre na minha terra!”
      Já não há “O rio da minha terra”!
      É por isso que o país arde.
      O rio secou, porque, por negócio, era necessário que o rio secasse.
      E sempre que tal data houver, quer antes de 1385, quer depois, os devolutos patriotas – serve este epíteto os últimos vendedores da nação, pátria e país – que o país, hoje, arda.
      Que o país arda e, as pessoas, também.
      Recordar 1383-1385, hoje, em 2017, é perceber que, como a esse tempo, devidamente documentado, hoje também, saberíamos, sabemos, onde estão estes fariseus do voto, ao tempo, da peleja.
      Vendidos a “quem der mais” ou, no mínimo, o mesmo.
      Com muitos “offshores” a dissimular o “quadrado” – neste caso, o “rectângulo”.
      Eleitos.
      Com votos.

  • malha

    Invasão da CEE?? Grande lata!
    Este país foi bater à porta para fazer parte do clube, pela mão do ex(?)-marxista MSoares, faliu e foi pedir ajuda ao clube e agora … foi a CEE que nos invadiu! Boa ‘elaboração’!
    Gastaram à tripa forra e agora os ‘outros’ é que nos tiram a camisa. Bem, só para sorrir!
    Crédito barato é só para quem é fiável financeiramente, passe o pleonasmo. Ao contrário, os credores fazem valer a respectiva posição.
    Desagradável sim, mas compreensível. Menos para comunista, cujo papel é baralhar e colocar balelas na cabeça dos incautos.
    Percebe-se bem o pretexto de Aljubarrota para arenga comunista, com palavra de ordem e tudo()!), destinada a manter a ‘fé’ da camaradagem nos ‘amanhãs a cantar’ e da doutrinação de ignorantes e distraídos.

    • Popular

      “Ganda lata!”
      Se alguma coisa tivesses de português, não alienado, saberias que , em 1383-85, ainda não havia partidos…como hoje, os teus “bessexuais” PPD e Ps , que tudo vendem, negoceiam, com quem der mais.
      Ademais, se alguma cultura histórica tivesses, de estudo feita, saberias que todas as obras produzidas em Portugal – e que envolvem Historiadores, Economistas, etc, etc.. – sobre Aljubarrota, ou a revolução de 1383-85, irias descobrir coisas tão interessantes…como não haver doutrinas, da tua entoxicada cabeça, comunistas.
      Como bom “tele visor ” que deves ser , aconselho-te a revisitar alguns dos programas do prof Hermano Saraiva sobre tal assunto.
      Como sabes, Hermano Saraiva era um “comunista” daqueles…e, também ele, reconheceu a luta entre os “fracos” e os “fortes”. E que, em 1383-85, deu aos “fracos” essa vitória.
      Traduz para linguagem corrente.
      Para quem teve que combater, sempre, a luta de classes, ter chegado a estas conclusões deverá ter sido duro.
      Ah:
      – E mete, também no saco, o vaticano e o clero português.

  • joão dinis, jano

    João Dinis, Jano

    E todavia foram grandes traidores os nobres e clérigos bandeados para Castela durante a revolução de 1383 – 85… Invadiam Portugal, por mais do que uma vez, lado a lado com Castelhanos e mercenários franceses para (tentar) matar os Portugueses Patriotas dentro de Portugal e assim manterem e se possível alargarem os seus privilégios feudais enquanto passariam a beijar a mão ao monarca de Castela !!!

    A revolução de 1383 – 85 – que foi uma revolução liderada, primeiro, pela burguesia emergente de Lisboa logo seguida pela do Porto — só avançou como avançou de forma verdadeiramente revolucionária como não há outro exemplo porque teve lá o Povo de Lisboa – quando o D. João então Mestre de Avis ainda hesitava – teve o Povo à frente na luta e na luta ARMADA contra a nobreza e o clero cedo bandeados para a causa de Castela e para o monarca Castelhano. E foi o Povo – os da” arraia miúda” – os ventres ao sol e pés no chão – como lhes chamou e os caracterizou Fernão Lopes — que “filharam” muito espontaeamente castelos e praças fortes dos traidores e que eram guardadas por militares profissionais…

    Enfim, Lisboa durante três anos até teve uma “junta revolucionária” a governá-la – a célebre “Casa dos 24” – em que o seu primeiro Presidente era Tanoeiro de profissão (mister) ! É ler e estudar a “crónica” do genial Fernão Lopes e para quem quiser outras fontes é chegar também a Ayala este um Castelhano que esteve em Aljubarrota e depois escreveu as suas “crónicas” para um rei Castelhano. E ir até ao nosso contemporâneo Borges Coelho…

    Sim, de facto os nobres e altos dignatários que saíram vitoriosos de 1383 – 85 acabaram por se assenhorear de impressionantes latifúndios mas não ficaram senhores da finança em absoluto… Nuno Álvares Pereira ficou mesmo sendo o maior latifundiário da sua época até se passar dos carretos. Mas tudo isso não invalida a vontade e a luta – que foi longa – por esses patriotas desenvolvida em defesa – vitoriosa – da Independência Nacional face a Castela a aos traidores e colaboracionistas “portugueses”..

    Viva Portugal , Livre, Soberano e Independente !!!

    João Dinis, Jano

  • João Dinis, Jano

    E todavia foi a então CEE que nos invadiu, sim senhor, que eu, à época mais do que adulto, não fui chamado a opinar e a votar sobre o assunto…atropelo que se repetiu aquando do famigerado Tratado de Maastricht…depois do Euro em que os grandes traidores desta desastrosa traição à Pátria e aos Portugueses recusaram até fazer um referendo às Portuguesas e aos Portugueses para discutir bem o assunto e aferir se estávamos de acordo com o Euro – a moeda da nossa submissão e da nossas desgraça, raios a partam !

    Sim e também estes porcos traidores da nossa época, querem agora esta UE para manterem e se possível aumentarem os seus privilégios de classe enquanto vão para os “off-shore” e não vão para o raio que os parta que para esse lado havemos nós de os mandar nem que isso (lhes) custe. É “só” uma questão de luta e de tempo e temos muito disso para empregar !

    Viva Portugal Livre – Soberano e Independente !!!

    João Dinis, Jano

    • António Lopes

      Soberano e independente..? Sim…Sim…

    • malha

      Livre e soberano, ora pois, com a canga da dívida, o que mais temos é soberania. Está-se mesmo a ver !…