Belo dia de Domingo em que nós, livres e conscientes cidadãos, exercemos o direito de voto. Os resultados? Não interessam, o importante é o facto de nós escolhermos.

Belo dia de domingo…

E tal Liberdade é a nossa que muitos (a maioria) escolheram não escolher nada. Divina democracia que nos dás o poder de nada fazer, como apáticos e alegres seres humanos cuja sublime sapiência atinge níveis tão densos como um caixote de lixo vazio. Belo dia de Domingo, não concordais?

Mas falemos daquilo que influencia o voto. Refiro-me ao pensamento, ao coração e à justiça. Quão nobre acção é esta que permite pôr nossa alma e nosso querer num pedaço de papel cujo destino será ser ouvido. Votar é regozijo do intelecto de todo o homem civilizado que tenha mais do que 18 anos de vida. Assim nos dizem as leis, assim nos diz a Constituição e assim nos nega a ignorância e a incompetência crassa das entidades públicas de Oliveira do Hospital.

Eis que me refiro aos calabouços, que os mais gentis de cave chamam, mas que nossos pais por junta tratam. AH… Se nossos ancestrais soubessem que dos deveres que confiaram à Autarquia um novo dever nasceu, sem dever se chamar, disse a tudo quanto era jovem de 18 anos que votar não podia.

Já grave é o escândalo mas a circunstância o faz maior: má informação dada? Sim, mas mal informados também. Ao menos isso nos concede Nosso Senhor Jesus Cristo que mal intencionados não foram no grave e atroz erro que cometeram. Assim como mal intencionados não foram no incumprimento da Lei Eleitoral.

Sei que forte soa, mas não vos preocupeis. Não é como se os boletins de voto fossem violados (ou é?), disso nos salve o espírito do temor de Deus. Bem pelo contrário, Deus foi favorável e protector, já que a providência humana manteve, por tudo quanto há de bem e valeroso, um crucifixo que olhasse pela urna e pelos votos.

Mas isto foi apenas numa sala. E nas outras? Qual justiça divina, abençoado principio de boa fé, redentor de nossos males e pecados deles.

Os Jovens: André Duarte António Laicos

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