Benfica bate Barcelos e está na final da Taça Hugo dos Santos

O SL Benfica começou da melhor forma a defesa do seu título, ao derrotar na meia-final da Taça Hugo dos Santos o Basquete de Barcelos por 72-64. A boa prestação defensiva dos encarnados no início do segundo tempo foi decisiva para o triunfo.

Isto apesar da boa réplica do conjunto minhoto, que com todas as suas limitações, lutou com as armas que tinha, para tentar contrariar a supremacia benfiquista na luta do ressalto, no jogo interior e nas soluções disponíveis para fazer a diferença.

Domínio repartido durante a primeira parte, com o Benfica a mostrar-se melhor durante os primeiros 10 minutos do jogo (22-12). A dupla Jobey Thomas e Betinho Gomes fazia a diferença, a explorar com sucesso transições rápidas, bem como o tiro exterior. No 2º quarto, o Barcelos parou o contra-ataque do Benfica, controlou a luta do ressalto, igualou o número de posses de bola e não permitiu segundos lançamentos. A equipa minhota obrigou o Benfica a lançar muito longe do cesto, retirou-lhe eficácia, e concedeu menos oportunidades de segundos lançamentos. O Barcelos explorou muito bem as ações ofensivas de 1×1, através das mudanças do lado da bola, assim como o tempo de posse de bola no ataque. Ao intervalo os comandados de Carlos Lisboa continuavam na frente, ainda que pela diferença mínima (35-34).

No segundo tempo a equipa encarnada surgiu muito mais agressiva a defender, a pressionar mais a bola, a tentar fechar as linhas de passe, e naturalmente criou maiores dificuldades ao conjunto de Barcelos. No ataque, o Benfica revelou-se muito mais paciente, coletivo e a procurar muito mais o jogo interior. O tiro exterior de Jobey Thomas era outra solução atacante, que com os seus longos lançamentos castigava a defesa barcelense. O 3º período não correu nada bem à equipa liderada por José Ricardo. A fraca eficácia no tiro exterior por parte do Barcelos retirava-lhe rendimento ofensivo, e só no jogo interior conseguia fazer alguns pontos que lhe permitia manter na discussão do jogo no final do período (56-43).

Nos últimos 10 minutos a equipa minhota arriscou mais na pressão ao portador da bola, mérito para Carlos Fechas, tentou ser mais ofensiva através da utilização das penetrações em drible, e sobretudo mais presente na discussão do ressalto ofensivo. Mas a intimidação dos postes encarnados, a rotação do banco e exploração das vantagens interiores mantinha a diferença pontual no marcador favorável ao Benfica. Um triplo de Mário Fernandes, mesmo sobre os 24 segundos, a pouco mais de três minutos do final, colocou o resultado em 69-54, favorável ao Benfica, decidiu praticamente o encontro.

O norte-americano Jobey Thomas (24 pontos, 4 ressaltos, 2 assistências e 2 roubos de bola), provou que é uma mais-valia na equipa do Benfica, sobretudo pela sua invulgar capacidade de lançar ao cesto. Betinho Gomes (17 pontos, 9 ressaltos, 2 roubos de bola, 1 assistências e 1 desarme de lançamento), MVP do jogo com 24 de valorização, realizou um jogo muito completo, e Fred Gentry (10 pontos e 6 ressaltos) foi a principal referência interior no jogo ofensivo dos encarnados.

A formação de Barcelos não esteve numa tarde de grande inspiração a atirar ao cesto, acabando por ser Marco Loncovic (16 pontos, 9 ressaltos, 3 assistências e 3 roubos de bola) o mais produtivo da equipa. Rui Coelho com 14 pontos e Nuno Oliveira com 10 pontos, foram os restantes elementos do Barcelos a terminar o jogo na casa das dezenas.

fpb.pt

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