BLC3 candidata-se a financiamento de 11,23 milhões

 

… candidatou-se a fundos de Bruxelas no valor de 11,23 milhões de Euros.

A BLC3 – Plataforma para o Desenvolvimento da Região interior Centro, com sede na zona industrial de Oliveira do Hospital é a coordenadora de um projeto do qual fazem parte mais 15 parceiros de 6 países Europeus (Portugal, Espanha, Grécia, Itália, Alemanha e Reino Unido) que acaba de ser candidato aos fundos de Bruxelas.

Em causa está um investimento de 11,23 milhões de euros que – adianta a estrutura em nota de imprensa – “permitirá desenvolver uma área estratégica para Portugal e, ao mesmo tempo, valorizar as regiões interiores e subdesenvolvidas, assim como, resolver os problemas ambientais dos efluentes agro-industriais e agro-pecuários, em particular os efluentes da indústria produtora de queijos”. O projeto permitirá ainda a formação avançada de recursos humanos, abertura e acesso aos melhores centros de investigação e desenvolvimento tecnológico europeus e o envolvimento de PME´s, sendo que todo o desenvolvimento deste projeto estará centralizado na BLC3.

Por esta altura, a BLC3 regozija-se por reunir à sua volta “uma rede de excelência, que é considerada a melhor rede de investigação nesta área a nível europeu”. “Neste momento, Portugal assume uma nova postura e reconhecimento internacional, estando na linha da frente do que é considerada a nova revolução industrial”, refere a estrutura em comunicado.

De acordo com a BLC3, este é um setor “extremamente importante para a economia portuguesa e Europeia”. Na prática, o projeto prevê um conjunto de actividades de investigação ligadas aos bioprodutos substitutos do petróleo, resolução/minimização dos problemas dos incêndios florestais e tratamento e valorização de efluentes contaminados. Haverá, também, uma aposta no setor das indústrias farmacêuticas e nutracêutica e indústria agro-alimentar.

Independentemente da aprovação do projecto, a BLC3 garante já ter alcançado “uma importante vitória”, pelo facto de se encontrar a trabalhar com “os melhores especialistas europeus e centralizando esse conhecimento na região interior, totalmente desprovida de massa crítica e de projetos para fazer frente ao despovoamento acelerado de que é vítima”.

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