BLC3 explica que contrato referido por António Lopes na AM diz respeito a dois geradores com especificações próprias e não a um

O presidente do conselho de administração da BLC3 esclareceu hoje que as referências do eleito António Lopes, durante a última Assembleia Municipal, sobre um contrato de aquisição de um gerador no valor de 65 mil euros que estaria disponível no mercado por 12 mil euros não correspondem à verdade. O responsável por aquele “centro de conhecimento”, João Nunes, explica que o contrato não se diz respeito a um gerador de emergência, mas sim a dois geradores de emergência, acusando ainda que “a mentira associada à ignorância permite especulação”.

BLC3“Refere-se ainda que os mesmos têm especificações próprias para funcionar e serem integrados no piloto de biorrefinaria, pelo que necessitam de ter componentes e sistemas próprios de segurança, aquisição de dados e de funcionamento de acordo com os requisitos que um sistema de biorrefinaria necessita”, explica ainda a carta assinada por João Nunes, garantindo que aquela estrutura trabalha em prol da região. “Apenas alimentamos e promovemos o trabalho pela região e não as conversas de bastidores que em nada ajudam a região a crescer e a fixar jovens”, sublinha.

Frisando que a BLC3 é um centro de conhecimento que tem como actividade receber o “input” de conhecimento de qualquer cidadão ou entidade e combater a ignorância, João Nunes termina convidando aquele deputado municipal e o Correio da Beira Serra a visitarem a BLC3. O responsável máximo justifica o convite por entender que o eleito discute questões da BLC3 na Assembleia Municipal, em vez de se dirigir àquela instituição para obter informações.

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  • António Lopes

    Já ou vi e li, muita coisa em desabono da biorefinaria.Até já ouvi que se fosse o que se diz, há muito estaria a funcionar num qualquer outro lugar. Na sequência, até ouvi situações menos abonatórias quanto à “ciência” do Senhor Eng.João Nunes, que por me parecerem injustas, porque não é essa a minha opinião, e pela consideração que o Eng.João Nunes me merece, contrapus. Confesso que não esperava uma tal reação e muito menos nestes moldes.Mas pronto.Já nada me surpreende.Sempre me declarei e declaro , um apoiante da BLC. Disse-o na últim Assembleia Municipal.O Sr.Eng João Nunes sabe bem que , em mais de um momento,defendi junto do Senhor Presidente da Câmara a BLC.Por hora não digo o que pensava então, o Senhor Presidente.Não sei se ainda pensa o mesmo. Como aceitou ser Presidente da Assembleia geral e “evolui” muito,se calhar já mudou.
    Tudo para dizer ao Senhor eng.João Nunes,que já o defendi quando me confrontavam com “a mentira associada à ignorância”,quando da BLC se falava,

    Correndo o risco da presunção pergunto a Senhor Eng.João Nunes se está disponível para testar os meus conhecimentos de electricidade? Conheço razoavelmente a lei de Hom Volt e Ampére. Sei calcular a “malha” de um circuito.Sei o que é a reatância e a impedância. Sei o que são válvulas e sei o que é um servo mecanismo.Sei o que é o efeito de joule.Sei o que é um transformador e como se faz.Sei o que é um gerador e sei o que é um alternador.Sei que um gerador, pode mover tudo o que mexe.Já comprei, usei, vendi e queimei algumas dezenas de geradores desde 17 a 1100 Kva, e tenho,apesar de “falido”, ainda hoje, alguns deles.Por exemplo tenho um que aciona todo o escritório.Desde o ar condicionado à balança da báscula, passando pelo computador, Aciona a oficina e serralharia desde o compressor de ar à fresa, torno, calandra, quinadeira, serrote e engenho de furar, entre outros..Um outro maior aciona toda a central de britagem desde tapetes, moinhos, britador primário. Um gerador, até pode mover o planeta.Contudo, tem sempre um motor, um alternador e um quadro elétrico. Apenas e só… only..!Fora disto, pode meter ou ligar, o que quiser.Não será é um gerador. Aliás é a primeira vez que vejo um tal anúncio,Não se vislumbra, no que é do meu conhecimento,as caracteristicas do que fala.Enumera-se o que vai fazer.Ora, como acabo de descrever, o gerador, aciona tudo o que lhe seja ligado, até ao limite da sua capcidade.Se lhe ligarem demais, ele dispara..Pode regular-lhe a potência em função da rotação.Fora disso, no gerador propriamente dito. mais, se existe não conheço.E se eu não conheço, tenho dúvidas que exista.Aliás todos os concursos descritos na plataforma são sui géneris. Desde logo, sete empresastodas com pomposos nomes estrangeiros.Convém impressionar.. que nunca tiveram actividade.Num projecto atipíco e específico, que se quer de excelência, contratam-se empresas inexperientes, incubadas na própria BLC… algumas de funcionários? Onde fica a transparência? A minha “guerra” não é consigo senhor Engenheiro.Não se deixe arrastar, mais do que o que vai ser arrastado.Para terminar quero dizer-lhe que tenho curso de electricidade pelo sistema Common Core State Standards,o utilizado nas principais 20 marinhas do Mundo.E na Marinha, não se brinca em serviço.Como vê já naquele tempo também recorríamos a nomes pomposos e estrangeiros..!Lá por andar “vestido de lã, é exagerado pensar-se que sou filho de uma ovelha”..! Aqui há uns tempos também perguntei a um senhor professor, ex-director de agrupamento, se sabia o que era uma prótese uma epêntese e uma paragoge.Ou uma aférese uma síncope e uma apocope. Perguntou-me, depois, se lhe queria fazer um exame..!Acho que o senhor pensou que eu estava a falar chinês..! Nunca se esqueça que Afonso Henriques era analfabeto e que único prémio Nobel da literatura, em Portugal, acho que nem o 9º ano tinha, como eu também não tenho..!Cícero terá dito que a experiência era a mestra da vida.Mao disse mais recentemente”da prática, de onde vêm as ideias justas”. Não substime a “ignorância”
    O que se estranha é que andando eu a pedir a documentação da BLC3, há mais de 6 meses, nunca ma enviaram.Na segunda feira, fiz um requerimento para com serenidade ser esclarecido.Preferiu a Câmara Municipal e a BLC responderem ao jornal, que não têm obrigação de o fazer.Não me responderam, ainda, a mim, que a lei os obriga a fazê-lo..! Porquê? Ignorância não é, pelos vistos.Então é o quê?Podem explicar-me.?

    • António Lopes

      “Cláusula Primeira Objeto

      O presente contrato tem por objeto a execução, pelo segundo outorgante ao primeiro outorgante, a AQUISIÇÃO DE UM GERADOR DE EMERGÊNCIA PARA MOTOR E BOMBA DE TERMOFLUIDO E GERADOR DE EMERGÊNCIA PARA FORNECER ELETRICIDADE PARA CIRCUITOS PRINCIPAIS DE 30 A 40 KVA, PARA A COMPONENTE PILOTO DE BIORREFINARIA INTEGRADA DE 2º E 3º GERAÇÃO: COMPONENTES/MATERIAIS, DO PROJETO CENTRO BIO.”

      Isto é português que se use?Eu que sou “pato bravo” ignorante como o Senhor diz,, mas, sou capaz de fazer um pouco melhor.Se é aquisição é fornecimento, não é execução.Os geradores fornecem-se.Executa-los, executa-os a fábrica.Quando muito com instalação…E aí o senhor devia dizer o que o complementa.Ora o Senhor diz que é PARA, não diz E… motor e bomba….O gerador pode ser para motor e bomba e pode ser para tudo o que se queira.Para fornecer electricidade é um plionasmo.Um gerador só serve para fornecer electricidade…Ou é de 30 ou é de 40 KVA.Fabricam-se na s duas potências.Contudo, como motor, habitual nestes geradores (4 cilindros) pode mas não se deve, ir até 65 KVA) depende da rotação, que em geradores não é aconselhável superior a 1500 RPM.Se são dois geradores, então deve dizer se que são dois geradores. E não E “gerador de emergência”.Gerador é gerador.Se é para emergências ou trabalho contínuo é opção ou necessidade de quem o compra.: . “Para fornecer electricidade”, nem comento… queria que fornecesse o quê? Não ligue Senhor Eng.Eu sou ignorante.Não percebo nada de geradores ..! O problema aqui nem é de geradores .É de Português o que, para mim, nem é inocente..!Falar a lingua Pátria, correctamente,não é um favor.É um dever…

  • João Paulo Albuquerque

    Sr Engº João Nunes, qual é o gerador necessário para a tal bomba de termofluido? Estamos a referir-nos ao projecto Centro-Bio. Estamos a referir-nos a uma instalação piloto, para servir de investigação, para fazer testes e ensaios. Não estamos a referir-nos a grandes dimensões nem a grandes potencias. Acredito que seja um pequeno gerador.
    Vou dar o beneficio da dúvida e acreditar que sejam dois geradores de 40 kVA.
    Um excelente gerador para esta potencia custa menos de 7500€, dois sem desconto são 15.000€, com 65.000€ compram-se facilmente 10 geradores de 40kVA.

    O gerador eléctrico é um mecanismo que transforma energia mecânica, química ou outra forma de energia em energia eléctrica. O dínamo de uma bicicleta também é um gerador. Deve informar que componentes e sistemas próprios de segurança são esses, assim como definir qual a aquisição de dados e de funcionamento necessários são esses que custam 50.000€, convém certificar-se se já não os adquiriram noutras contratações. Deixo-lhe aqui o link onde pode conferir tudo o que compraram para este projecto:
    http://publicos.pt/entidade/id448806/contratos?p%C3%A1gina=1
    Um bonito modo para combater a ignorância Sr Engº, é mostrar que a BLC3 é uma plataforma transparente, que não quer voltar a ter casos como foi a incubação da Informalizze, onde os socialistas envolvidos no caso “vistos gold” estão em prisão domiciliaria.
    Não nos podemos esquecer que a decisão destas compras se resumem à decisão do João Nunes e do António Campos, pois o outro terço do Conselho de Administração nunca aparece.
    Não nos podemos esquecer que António Campos foi deputado e secretário de estado, não nos podemos esquecer que é pai do ex-secretário de estado Paulo Campos. Não nos podemos esquecer que o negócio foi feito com a filha de Henrique Jorge Campos Cunha que foi deputado e presidente da mesa da Assembleia da Republica.
    Estamos a falar de gente que representou a Nação, não podemos nem devemos ignorar. Não podemos ser ignorantes.
    Sr Engº João Nunes, explique como, onde e em quê gastou mais de 3 milhões de euros.Apresente o projecto, assim como o articulado devidamente explicado e quantificado para poder responder pelo que comprou, a quem comprou e pelo valor que comprou.

    João Paulo Albuquerque

  • Santa ignorância

    Isto faz lembrar o negócio do Salazar com o pai.

    – António vais vender a vaca à feira.
    – Quanto é que ganho pai?
    – Levas também o galo. Ficas com o dinheiro do galo, está bem António.
    – Pai, não podia estar melhor.

    Ao fim do dia lá vem o António com o produto da venda.

    – Então meu filho quanto rendeu a venda?
    – 45 contos meu pai.
    – Muito bem António. Passa para cá o dinheiro.

    O António agarra em 5 contos e entregou ao pai.

    – O quê? Estás doido rapaz.
    – Eu não, a melhor proposta foi de 45 contos. Ou queria que eu vendesse por menos?
    – E então? Dá cá o resto.
    – Assim está correcto, a pessoa que comprou, deu 5 contos pela vaca e 40 pelo galo.

    Foi como aqui, os geradores são baratos os acessórios é que são caros.

  • Tozé

    Ainda agora começou a incubar e parece que já vai parir.
    Nunca pensei que se chega-se a isto.

  • Adjunto de ordens

    Isto está a ficar bonito… anda aqui tudo com uma cara…! Eu bem os avisei que se estavam a meter com “má besta”..! Não me ouviram…Agora parece que lhe foram para lá falar numas “comixões” ..Não querem que falem com ele e já se percebe porquê……Cá para mim, um dia destes, cai tudo como um castelo de cartas…Sendo que se já foi um primeiro ministro e já foi o presidente que lhe perfaciou o livro,o resto já é só arraia miúda…Nada que me espante…

  • E ando eu aqui a poupar

    Srs Engenheiros Campos e Nunes, eu também fui almoçar fora, quando chegou a conta, até vi estrelas, o prato nem foi caro, já os “diversos” foram um balúrdio.
    Mostrem lá como é que funcionam estas incubações. Mais de 50 mil de diversos é muita fruta. Se for assim em todos não precisam fazer mais nada.

  • Transparência

    Um dia destes, se a BLC fizer um concurso para comprar um apartamento, vai ser uma coisa do género: Concurso para a execução do primeiro outorgante ao segundo outorgante da aquisição de uma chave que dê acesso à cozinha e chave para os quartos e sala. O concurso é para as chaves. Não é para o apartamento..! Ainda que sejam dois geradores, e não há nada que diga, na descrição, que o são, representam menos de 25% do preço..! Então o concurso é para a parte mais pequena ou é para a maior…? E ainda têm lata de vir tratar os outros por ignorantes….Se não percebem nada de geradores aceita-se. Agora de português não há desculpa. Ou está assim porque convém que seja assim? Acho que é mais isso. Só que, cheira-me , isto vai dar pano para mangas, para um fato e até para um sobretudo…

  • Transparência

    Além do mais a Kaeser é especialista é em compressores..!

    • João Paulo Albuquerque

      Desculpem a ignorância, então a Kaeser não é especialista em definir qual a aquisição de dados e de funcionamentos necessários? É mais de geradores?
      Ou raio, mas o grosso do “fundo” são os dados e os funcionamentos, 50 mil no mínimo.
      Está aqui uma “kaeser” complicada…

  • Transparência

    E como se tudo não bastasse o PS está a afundar..! Estes malabaristas pensam que são os donos do poder depois acontece-lhes assim. Vão acabar pior que na Grécia..! É o que acontece aos troca tintas que traem o POVO. Sócrates no 33. Lula arrecadado. É isto o ser de esquerda? Como é que fica o Povo..? Cambada..!

  • Transparência

    O que eu gostava mesmo era que o Sr.Eng.João Nunes me explicasse como é que uma empresa formada em 23 de Outubro de 2014, faz 3 contratos, os únicos na sua vida,logo não tem qualquer curriculun, em 15 de junho de 2015, para fornecer e montar caldeiras, num equipamento de alta tecnologia se o objeto social da empresa é o que se descreve: O português do objecto do contrato é o que se pode ler: execução ou aquisição..?

    Início de Actividade: 23-10-2014

    Actividade: ACTIVIDADES DE CONSULTORIA, CIENTÍFICAS, TÉCNICAS E SIMILARES

    Investigação e desenvolvimento de arquitetura sustentável,
    fiscalização, consultadoria, estudo, avaliação, peritagem, conceção de
    projetos e caraterização de património artístico, arquitetónico,
    urbanístico e arqueológico, planeamento e metalomecânica. Construção
    civil e obras públicas.Atividades de animação, promoção, produção
    cultural e promoção do turismo. Criação e comercialização de borboletas
    de várias espécies.

    ——O presente contrato tem por objeto a execução, pelo segundo outorgante ao primeiro
    outorgante, a AQUISIÇÃO DE ESTRUTURAS DE FIXAÇÃO DA CALDEIRA, ASSIM
    COMO, A CALDEIRA E RESPETIVAS TUBAGENS PARA INSTALAÇÃO PARA O
    GRUPO DE GERAÇÃO DE GASES QUENTES COM BASE EM RESÍDUOS
    AGROFLORESTAIS, PARA A COMPONENTE PILOTO DE BIORREFINARIA
    INTEGRADA DE 2º E 3º GERAÇÃO: COMPONENTES/MATERIAIS, DO PROJETO
    CENTRO BIO…

    É muita transparência…eu só queria entender…

    • Opacidade

      Acha que algum dia vão mostrar o projecto, o caderno de encargos e o articulado?
      Esqueça, quando isso estiver clarificado, vão de 33 para 44 que é um instante.
      Será que o projecto foi feito pelo desenhador residente?

  • Filipe

    RAQUEL DA FONSECA MOREIRA SANTOS VEIGA – Quem é esta Engenheira que vai ganhar 74.990,00€ em 365dias?
    Só sei que tem ligações ao partido Socialista.
    Começa a ficar curioso investigar os contrato celebrados pela BLC3…

    • Transparência

      O conselho que dou é que é melhor não mexer,muito, nesse assunto. Depois numa empresa não há, normalmente, só uma pessoa. O caso tem interesse mas não é só por isso..! Hà um traço comum.A BLC está mesmo pela “modernidade”. É tudo empresas novas, sem experiência. É tudo “novas tecnologias”, é tudo “saber novo”..!

    • Maria Manuela

      Não é Engenheira, é Arquitecta!
      É esposa do actual presidente da Estgoh, e filha do Sr Prof Lusitano dos Santos, um membro do PS da “velha guarda”.
      Afinal é “tudo pelas pessoas”… do PS.

      • Ai que sono

        Sim é engenheira. Está a fiscalizar as obras dos Peres em Lagares.
        A fiscalização promete, parece que é mesmo “tudo por tudo”.

  • castanholas

    mais uns prints e toca a envia-los para investigação criminal .
    Pode-se saber quanto é de dinheiros públicos da autarquia e de programas da comunidade ou seja massa de todos nós que chegam todos os meses para alimentar aqueles inteligentes onde já esteve o jornalista Barreto agora no alexkremlin?

    • Transparência

      Esse já nem “A Caras” publica..! Antigamente, para bater nos escravos escolhiam um escravo.O Barreto faz o mesmo. Porta-se com o antigo jornal pior que se portava o Mário Alves com ele..! O Alex arranjou cá uma equipa..! Como “treinador” também não se nota nada…Quanto aos prints, contratos curriculuns, não se preocupe que eles chegarão onde devem…Sei de quem anda a tratar disso.

      • Curiosidade

        “Contratos curriculuns”?
        Que coisa é esta?

        • Adjunto de ordens

          Isso é como aquela canção dos meninos do Huambo.O Povo agora, à volta dos computadores, anda a descobri coisas novas e até já diz que esta gestão é um caso de polícia…

  • Onde estão os 259 mil?

    A BLC3 – Plataforma de Desenvolvimento da Região Interior Centro acaba de ver aprovados, através dos fundos comunitários da União Europeia, dois projectos de inovação tecnológica para alavancar o desenvolvimento da produção de dois grandes embaixadores da gastronomia portuguesa: o Queijo Serra da Estrela DOPe os cogumelos silvestres nativos.

    Naquele que é considerado como um dos melhores queijos do mundo, mas que tem estado sujeito a uma grande indisciplina de mercado, arriscando-se mesmo a entrar em vias de extinção – na região demarcada só 10 por cento do queijo é produzido com leite da raça Bordaleira Serra da Estrela, sendo o restante fabricado com leite importado de Espanha e de outras regiões –, a BLC3 pretende agora, em parceria com a Universidade do Minho e uma conceituada queijaria da região demarcada, a Casa Matias, desenvolver um projecto de investigação aplicada.

    O projecto aprovado, que obteve um financiamento de € 259.000, através de fundos comunitários, destina-se única e exclusivamente ao Queijo Serra da Estrela certificado, e compreende os seguintes passos:

    1) Criação de um “kit” analítico que diferencie o queijo produzido com o leite da raça Bordaleira Serra da Estrela daquele que incorpora leite importado de Espanha ou de outras regiões geográficas;

    2) Eliminação dos bolores, que dificultam a conservação do queijo após os 35 a 40 dias de cura;

    3) Fatiagem do produto em doses individuais para responder aos novos padrões de consumo, com embalamento no auge da qualidade, através de uma embalagem que mantenha a textura da fatia e permita a sua conservação, sem bolores.

    Com este choque tecnológico numa riqueza regional que foi considerada como uma das sete maravilhas da gastronomia portuguesa, um dos grandes objectivos passa por criar condições efectivas para que o queijo possa entrar em mercados gourmetnacionais e internacionais a que hoje não tem acesso, podendo ser substancialmente valorizado, e invertendo-se assim o desinteresse na produção a que se vem assistindo.

    • Onde estão os 263 mil?

      Com garantia de financiamento da União Europeia – está em causa o lançamento de um projecto biotecnológico para alavancar o desenvolvimento da produção de cogumelos silvestres no Interior do país. Neste projecto, com um incentivo financeiro aprovado no montante de 263 mil euros, a BLC3, numa parceria estabelecida com o Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra e a Voz da Natureza, pretende fomentar na região interior centro do país a produção de inóculo de cogumelos silvestres nativos e investigar as biomoléculas e as condições para a produção de trufas – fungos do solo que formam cogumelos subterrâneos e que, nos mercados internacionais, têm uma cotação que varia entre os 400/500 euros por quilo.
      «Num território com elevada capacidade de produção de cogumelos nativos – em Portugal o potencial industrial, económico e ambiental associado aos cogumelos silvestres, tem sido subvalorizado – a BLC3 propõe-se avançar com um Centro de Micologia Aplicada, por forma a alavancar o desenvolvimento de uma nova economia na região, através da valorização do território e dos melhores recursos que esta gera», refere a mesma fonte.

      • Onde estão os 401 mil?

        A Pêra Passa, uma das maiores riquezas da Região Interior Centro, vai ser revalorizada graças à aprovação de um incentivo financeiro de cerca de 400 mil euros. A libertação dos fundos comunitários surge na sequência de um projeto apresentado pela BLC 3 – Plataforma de Desenvolvimento da Região Interior Centro em Outubro de 2011, que agora foi aceite pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).

        De acordo com um comunicado enviado ao Boas Notícias, o projeto passa pela criação de uma unidade piloto que descasca, desidrata, espalma e embala a Pêra Passa, também conhecida como Pêra de S. Bartolomeu, bem como outras frutas, automatizando, assim, todo o circuito que vai desde a produção até à entrada na cadeia comercial.

        Segundo a BLC 3, os testes feitos na unidade piloto permitirão, mais tarde, a industrialização desta “grande riqueza regional” e a sua recuperação para o mercado nacional e internacional, depois de quase ter desaparecido por falta de investimento tecnológico.

        O objetivo é, portanto, “inovar, com um novo modus operandi”, dando resposta à apetência crescente pelos frutos secos, que são altamente valorizados por todo o mundo. Ao todo, são 401,076 mil euros que vão contribuir para este propósito no âmbito do “Compete – Programa Operacional Factores de Competitividade”.

        Em 1930, só no concelho de Oliveira do Hospital, o principal solar da Pêra Passa, produziam-se 90 toneladas daquele fruto. Atualmente, num processo que continua a recorrer a métodos ancestrais, “meia dúzia” de toneladas de Pêra Passa são produzidas em território português, em especial nos concelhos de Oliveira do Hospital, Tábua, Seia e algumas freguesias de Viseu, Nelas, Gouveia, Mangualde e Santa Comba Dão.

        • No Comment

          Parece que esta unidade vai ser criada nas novas instalações da BLC3, mas pelo que já me constou, os agricultores Jovens que andaram a plantar as Pereiras pela BLC3, ao qual a mesma se comprometia a prestar apoio técnico aos jovens já se esqueceu deles.