Bombeiro da Covilhã é o 104º. a morrer em fogos florestais desde 1980

Homem de 41 anos morreu quando, juntamente com mais três bombeiros, tentava evitar que as chamas atingissem casas em risco.

Mais um bombeiro morreu esta quinta-feira a combater um incêndio florestal em Portugal. Pedro Miguel Jesus Rodrigues, 41 anos, foi a segunda vítima mortal entre bombeiros nos fogos deste ano e a 104ª. desde 1980.

Estava a lutar contra um incêndio que deflagrara às 12h35 na freguesia da Coutada, concelho da Covilhã. Entre um momento e outro, Pedro Rodrigues morreu, apanhado pelas chamas. Segundo alguns relatos, o bombeiro estava a tentar evitar que as chamas atingissem uma habitação. No combate a um incêndio, a prioridade é proteger pessoas e bens. Estava acompanhado por mais três bombeiros. Mas o vento traiu-lhe, deixando-o isolado. Não pode fazer mais do que enrolar-se sobre si próprio, no chão.

“O bombeiro estava devidamente enquadrado por uma equipa, havia uma estratégia bem definida, mas houve uma alteração do vento que o separou dos colegas, que ainda lhe gritaram. Não conseguiu. São anormalidades que acontecem aos mais bem formados”, disse Jaime Marta Soares, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses.

“É com profundo pesar que sentimos a perda de um companheiro, um bombeiro, um operacional de proteção e socorro”, lamentou a Autoridade Nacional de Protecção Civil, num curto comunicado que não esclarece o que se passou em concreto.

Desde 1980, morreram 217 bombeiros em Portugal, enquanto estavam em serviço. Destes, 104 perderam a vida em incêndios florestais, segundo Duarte Caldeira, ex-presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, que está a elaborar um estudo sobre o assunto.

Este ano, já são dois os bombeiros mortos nos fogos. O primeiro faleceu há cerca de duas semanas, depois de ter sofrido graves queimaduras num incêndio a 1 de agosto.

publico.pt

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