Bombeiros de Oliveira do Hospital iniciam fase Charlie com menos homens e sem meio aéreo

 

Os critérios economicistas do governo estão a por em causa a capacidade de resposta da corporação de Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital que, num período considerado de maior risco – a fase Charlie decorre de 1 de Julho a 31 de Setembro – já se viu obrigada a pedir apoio à Câmara Municipal.

Em causa está a redução de três para duas, das designadas Equipas de Combate a Incêndios (ECIN), cada uma constituída por cinco homens e com capacidade de resposta em menos de dois minutos.

Apresentado na última reunião pública da Câmara Municipal, o pedido de auxílio da corporação consiste no reforço da já disponibilizada Equipa Municipal de Intervenção Florestal (EMIF) que, até aqui, funcionava com dois homens e uma viatura.

A proposta, que mereceu o aval de todo o executivo, consiste no reforço de mais três homens da EMIF, com o objetivo de prestar apoio às duas ECIN suportadas pelo Estado e assim, poder garantir a permanência de 15 homens em estado de prontidão no período diurno e, de 10 homens no período noturno.

Ainda que a EMIF colmate a lacuna aberta pelo governo, os efetivos ao dispor da corporação na fase Charlie são em número inferior ao verificado no ano passado, em que aos 15 que integravam as ECIN, acresciam ainda dois da EMIF. O mesmo acontece com as viaturas que passam de quatro para três.

O reforço agora assegurado pela Câmara Municipal configura-se como uma mais valia para a corporação que, contando com 15 efetivos, pode, em caso de emergência, partir com três equipas para o terreno, apoiados por três viaturas e, pôr em prática a exigida intervenção rápida e musculada, destinada a evitar que os focos de incêndio atingiam grandes dimensões.

A redução do número de efetivos é apenas um dos problemas que afeta a corporação. A par disso, o corpo de bombeiros vê-se a braços com a ausência do meio aéreo, até aqui, estacionado em Côja e que constituía um importante suporte no combate inicial aos fogos florestais e trabalhos de vigilância.

Ainda que isso não aconteça numa fase inicial de combate aos incêndios, Oliveira do Hospital continua, contudo, a poder contar com os meios aéreos localizados em Pampilhosa, Seia e Santa Comba Dão.

Nos primeiros quatro meses do ano arderam 1,9 hectares de floresta no concelho. Em 2010, Oliveira do Hospital foi o concelho que registou o maior número de ocorrências de incêndio (161) no distrito de Coimbra, responsáveis por 140 hectares de área ardida.

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