Emagrecer ou Mudar de vida? Autor: Luís Marques

BTT ou estrada? Autor: Luís Marques.

Depois de na semana passada ter abordado o tema “bicicleta”, e dos comportamentos a ela associados na hora do investimento, esta semana mantenho o contexto e partilho a minha visão em relação à escolha entre o btt (bicicleta todo o terreno) e o ciclismo de estrada.

Como a bicicleta está cada vez mais na moda neste país, é importante abordar as mais-valias dobtt e do ciclismo de estrada. Ambas com especificações técnicas bem definidas, e com comportamentos completamente diferenciados, tornando-as distintas e altamente recíprocas.

O btt possui um contexto muito rico, o contacto com a natureza cria momentos únicos em locais belíssimos, que aliado ao companheirismo se torna mágico. É altamente variável, o factor meteorológico e a sazonalidade cria condições muito próprias, variando o estado do terreno, as cores envolventes e o vestuário a utilizar. Apresenta contextos completamente diferentes, pois pedalar na Serra da Estrela não é pedalar no Alentejo, onde relevos, planícies, serras e montanhas se distinguem em diferentes tipos de altitude, solos e flora. Em suma o btt é altamente viciante e gerador de motivações. Costumo dizer, em conversa de amigos, que se realizar a mesma volta de btt duas ou três vezes seguidas, esta nunca me parece igual, é sempre diferente, embora o trajecto seja o mesmo. Não corremos o risco de ser atropelados por condutores “mal educados”, nem de inalar fumos. Enriquece a capacidade de atenção, memória e orientação, pois a irregularidade do trajecto assim o exige.

A estrada, como é denominado o ciclismo de estrada, é muito menos variável, as condições estão quase sempre perfeitas, tentando-se evitar trajectos com passagens em paralelos (pesadelo dos ciclistas), sendo a sazonalidade e as condições meteorológicas responsáveis pelas únicas alterações, mas que nem assim retiram a rotina do exercício/treino. É limpa, sim limpa,a roupa e a bicicleta requerem menos cuidados. É mais fácil para os principiantes, as inclinações são muito menores e não requer técnica apurada de condução. É mais rápida, não requer tanto tempo para se efectuar o mesmo número de quilómetros como no btt. Permite uma melhor gestão do estímulo/treino. É altamente desafiadora, se hoje consegue realizar 50 kms, daqui a um mês aventurar-se-á a realizar 70kms. É mais barata, muito mais barata, os consumíveis de uma bicicleta de estrada têm uma validade muito maior e não estão sujeitos a irregularidades de terreno ou à alteração do tipo de terreno.

Em ambos os contextos existem pontos comuns e pontos mais favoráveis para um contexto do que para o outro, contudo, e como cada vez mais se verifica, já “vivem” lado a lado, ou seja, já se investe nas duas vertentes. A estrada é a base do treino para o btt, porque no dia a dia não há tempo suficiente para este, nem há pessoas disponíveis para nos acompanhar numa incursão ao “mato”. O treino semanal em estrada permite estímulos curtos e fortes para que no fim-de-semana se realize a volta ou prova de btt.

Em tom de conclusão, e de forma a orientar-vos melhor, como profissional do exercício físico e pessoa altamente viciada nestas lides, quero deixar claro que o ciclismo de estrada é perfeito para as pessoas que querem iniciar a modalidade velocipédica, uma vez que se verificam os progressos de uma forma mais confortável e autónoma (escolha diferentes trajectos e que tenham pouco tráfego automóvel). Se é uma pessoa activa, pratica exercício físico regular, então aventure-se no btt e sinta a energia que a natureza lhe pode proporcionar, conheça pessoas, partilhe uma câmara-de-ar e descubra Portugal (não gaste o dinheiro todo na bicicleta e no equipamento, divida-o para poder participar em provas).

Boas voltas.

Autor: Luís Marques

 

 

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