Búlgaro recusa extradição e fica em prisão preventiva

 

Presente hoje ao juiz do Tribunal da Relação de Coimbra, o homem que foi detido ao final da tarde da passada terça-feira em Oliveira do Hospital pela Polícia Judiciária em cumprimento de um mandado europeu inserido no Sistema de Informação Schengen e na base de dados da Interpol”, recusou regressar à Bulgária onde é acusado de violar uma menina de 14 anos.

Em face da recusa de extradição, o homem aguarda pelo desenvolvimento do processo em prisão preventiva no estabelecimento prisional de Coimbra, cabendo ao advogado que o próprio constituiu avançar com recurso.

O homem “alto, forte e de boa aparência” já se encontrava em território nacional há cerca de “sete, oito anos”, sendo que ultimamente permanecia maioritariamente na região centro, pernoitando numa parte de casa que mantinha arrendada na cidade de Oliveira do Hospital.

De acordo com o inspetor chefe da Polícia Judiciária, Francisco Chagas, o homem “fala bem português” e encontrava-se socialmente bem integrado entre os seus grupos de amigos.

O indivíduo que já estava referenciado em Portugal pela prática de crimes contra a propriedade, tendo até sido condenado pelo Tribunal de Amarante, não tinha qualquer atividade profissional, mas alega ser “empresário em nome individual na área de prestação de serviços”.

De acordo com as autoridades, o indivíduo dedicava-se nos últimos tempos à realização de pequenos “biscates” e até à recolha de ferro, alumínios e outros materiais e posterior venda junto de sucateiras.

De acordo com a PJ , o homem encontrava-se foragido em Portugal na sequência do crime que terá cometido em 2004 na Bulgária pela prática de atos sexuais com uma menor. “Ele fugiu e ainda nem tinha sido julgado”, adiantou o inspetor chefe Francisco Chagas, revelando que os trabalhos levados a cabo pela Unidade de Informação de Investigação Criminal da PJ decorreram dentro do expectável, bem como a própria detenção.

“As pessoas nem se aperceberam e ele também não reagiu e aceitou bem o facto de ser punido”, relatou o inspetor chefe da PJ a este diário digital, contando que a detenção decorreu em plena rua e ao cair do dia.

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