Caça praticamente proibida no concelho de Oliveira do Hospital até Maio de 2018

A caça está proibida até 31 de Maio de 2018 nas zonas consumidas pelos fogos, numa área superior a mil hectares de 94 concelhos repartidos pelos distritos de Aveiro, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria, Santarém, Setúbal, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu. Os condicionalismos variam, mas Oliveira do Hospital está entre os territórios com mais restrições.

A suspensão da caça visa proteger espécies cinegéticas como o coelho bravo, a lebre, a perdiz ou a codorniz e está regulada pela portaria 333-A, de 3 de Novembro a qual refere no primeiro ponto que durante “a época venatória 2017/2018 não é permitido o exercício da caça a qualquer espécie cinegética nos terrenos situados no interior da linha perimetral da área percorrida por incêndio, ou grupos de incêndios contínuos de área superior a 1000 hectares, bem como numa faixa de proteção de 250 metros”. A portaria vai mais longe para alguns municípios, acrescentando que “sem prejuízo do disposto no número anterior, nos concelhos de Oliveira do Hospital, Arganil, Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos, Mação, Marinha Grande, Mira,, Pampilhosa da Serra, Pedrógão Grande e Vouzela, é proibido o exercício da caça em terrenos cinegéticos não ordenados, bem como é proibido o exercício da caça às espécies de caça menor sedentárias na área das zonas de caça abrangidas por estes concelhos”.

Nos distritos de Castelo Branco, Coimbra, Guarda e Leiria ficou também estipulado que a caça a aves migratórias como o pombo ou o tordo está limitada a dois dias por semana, em vez dos atuais três dias. Para o dirigente do Movimento Caçadores Mais Caça, José Baptista, “a portaria é insuficiente, pois cria pressão nas regiões do Alentejo, Algarve e Oeste, com o fluxo de caçadores a dirigirem-se para os concelhos que não estão envolvidos por esta proibição”. Por sua vez, o presidente da Fencaça, Jacinto Amaro, adiantou que “mesmo em concelhos não abrangidos pela medida houve zonas onde a atividade foi interrompida”.

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