Cães selvagens estão a atacar e matar ovelhas e vespas a atacar colmeias em Oliveira do Hospital

A Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra (ADACO) lançou ontem um apelo ao director regional de Agricultura, ao Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e Comandante da GNR daquela cidade para que sejam tomadas medidas sobre matilhas de cães selvagens (assilvestrados) que estão a atacar os rebanhos, matando e ferindo ovelhas. Ao mesmo tempo, lembra a estas instituições que a “Vespa Asiática” que está a provocar uma grande razia nas colmeias que permaneceram no território depois dos grandes incêndios do ano passado.

“Ambas as situações contribuem para fazer acrescer dificuldades – prejuízos – em cima de dificuldades aos produtores pecuários. Ambas as situações são de conhecimento de quem de direito, dado que os produtores em causa e suas organizações – incluindo agora a ADACO – têm chamado a atenção das várias entidades com responsabilidades nestas matérias”, refere a ADACO. “Já tardam medidas eficazes para controlo destas ‘pragas assassinas’ que não deixam de o ser por afinal responderem à sua natureza. Só que os produtores já têm problemas de sobra, com perda de rendimentos, para ainda terem de suportar mais estes”, continua a Associação Distrital dos Agricultores.

O presidente da Assembleia Geral da ADACO confirmou ao CBS que um agricultor da Freguesia de Seixo da Beira viu 21 animais serem feridos ou mortos por estas matilhas. “Ainda no domingo um outro agricultor viu duas ovelhas serem mortas. Esta é uma situação que não pode continuar, particularmente quando as autoridades competentes têm conhecimento”, refere João Dinis, para quem o Ministério da Agricultura tem de tomar medidas musculadas.

“Não ficar-se apenas por Lisboa e Coimbra e por declarações de circunstância que não resolvem os problemas. Esses senhores vivem numa realidade virtual, mas aqui estamos a tratar de casos reais. Não andamos a brincar. A verdade é que ninguém faz nada”, acusa, explicando que os ataques se têm feito sentir com mais intensidade nas localidades de Seixo da Beira e Vila Franca da Beira. João Dinis explica que os agricultores não podem tomar medidas mais drásticas sob pena de ainda virem a ser punidos.  “Isto é dramático”, remata.

As colmeias que não foram deslocadas devido à falta de alimentação provocada pelos incêndios também estão a ser atacadas. “É necessária uma intervenção célere e eficaz para pôr cobro a estas ameaças permanentes, e que até podem aumentar de número e de actividade, o que será ainda mais desastroso”, conclui.

LEIA TAMBÉM

“Senti que não tinha condições para continuar a exercer o cargo para o qual fui eleito”

O presidente da Junta de Freguesia de Travanca de Lagos assegurou ao CBS que renunciou …

Presidente da Junta de Travanca de Lagos demitiu-se

O presidente da Junta de Freguesia de Travanca de Lagos, António Soares, apresentou hoje a …