Café Central: “A Câmara Municipal estará totalmente disponível para atender todas e quaisquer reclamações”

“Em nome da transparência que se exige na administração autárquica”, a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital já tornou público um comunicado, através do qual reage à recente polémica que envolve a autarquia oliveirense e o grupo empresarial Tavfer, conhecidos que são os laços de amizade entre os presidentes de ambas as estruturas.

Em causa está o resultado do concurso para exploração do Café Central, localizado no largo Ribeiro do Amaral e que colocou a empresa Alveswreta- Indústria Hoteleira e Similares, autora da proposta de 880 Euros para pagamento de renda mensais, no topo da classificação.

Conhecida por já explorar o Hotel São Paulo, localizado na cidade de Oliveira do Hospital, a empresa integra o grupo empresarial Tavfer, presidido pelo conhecido empresário Fernando Tavares Pereira, pai do antigo explorador do café Central, que no inicio deste ano rescindiu o contrato de exploração, alegando problemas de humidade e ficando a dever cerca de 10 meses de renda ao município oliveirense.

Proximidades que não estão a ser bem interpretadas pelos concorrentes que também entraram na corrida do Café do Central, alguns dos quais com propostas para pagamento de renda mais elevadas – chegaram até aos 1000 Euros – e que, para além de alegarem erros nos cálculos elaborados pelo júri, também não percebem o que mudou no espaço, para que o pai – Fernando Tavares Pereira- se tenha revelado interessado por um espaço que, aos olhos do filho – Nuno Pereira- padecia de vários problemas de contrução que conduziram a infiltrações.

O caso que já muita tinta fez correr nos orgãos de comunicação social em geral e, em concreto neste diário digital, veio agora a merecer os “esclarecimentos” por parte da Câmara Municipal através de um comunicado emitido no final do dia de ontem.

A impossibilidade legal de o municipio impedir – “desde que estejam cumpridos todos os requisitos estipulados no programa do concurso”, sublinha – que determinado concorrente se candidatasse ao concurso público, é o esclarecimento que surge à cabeça num documento onde a autarquia presidida por José Carlos Alexandrino atribui ao júri a “única e exclusiva responsabilidade” pela decisão tomada.

Para o efeito, informa que o resultado final teve por base os critérios do valor da proposta (60 por cento) e do currículo do concorrente na área da restauração e hotelaria (40 por cento).

A pronunciar-se acerca de um processo que ainda não está fechado, a autarquia informa igualmente que “a decisão do júri é sempre passível de recurso” e que a Câmara Municipal, antes do ato da adjudicação, “estará totalmente disponível para atender todas e quaisquer reclamações que, formalmente, dêem entrada nos serviços da autarquia no âmbito deste processo”.

Num comunicado onde garante estar a desencadear os mecanismos necessários para acionar judicialmente, por incumprimento contratual, a sociedade comecial que anteriormente explorou o Café Central – a Fertavending – o município faz questão de informar que o processo em torno do presente concurso é público e é passível de consulta por parte de todos os concorrentes e munícipes que o desejem.


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