Café Central: “Paulo Rocha não confunde situação de empresário com a de vereador do PSD”

 

O atraso de 15 meses no pagamento das rendas de exploração do Café Central continua a ser tema recorrente nas reuniões públicas da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital.

O vereador do PSD, Paulo Rocha, não gostou das recentes declarações proferidas pelo empresário Nuno Pereira na sequência de uma intervenção que fez, em maio, naquele órgão autárquico e, aproveitando a presença dos jornalistas, informou o explorador do café Central de que “não confunde a situação de empresário com a de vereador do PSD”.

Em causa estão as declarações de Nuno Pereira ao correiodabeiraserra.com e através das quais responsabilizava o então vice-presidente da Câmara Municipal pela situação que, desde há 15 meses, o leva a uma situação de incumprimento do pagamento das rendas mensais, no valor de 1500 Euros.

Numa reação à intervenção de Paulo Rocha que, em reunião de executivo de maio, considerou que a situação “ultrapassou todos os limites da razoabilidade” e coloca “outros operadores similares” em “situação de desvantagem”, Nuno Pereira chegou ainda a dizer que compreende a “frustração” do vereador, porque enquanto empresário “é um concorrente direto do espaço”.

Clarificando qual o papel que desempenha na Câmara Municipal – “continuarei a fazer intervenções pertinentes e relacionadas com assuntos da autarquia oliveirense”, assegurou – Paulo Rocha lembrou ao empresário que o espaço em causa “é um equipamento propriedade do município e que a todos diz respeito”.

“Esta situação pode, claramente, ser lesiva dos interesses de outros operadores do Largo Ribeiro do Amaral”, insistiu o vereador social-democrata, que também rejeitou a acusação que tinha sido ventilada por Nuno Pereira de que “com a pressa das eleições, só se preocuparam em inaugurar o espaço, sem verificar as condições de utilização”.

Numa reunião onde o presidente da Câmara Municipal acedeu à sugestão do vereador Mário Alves para não se pronunciar sobre o assunto na presença dos jornalistas, Paulo Rocha questionou ainda o motivo pelo qual o empresário só deixou e pagar as rendas “oito meses depois da abertura”.

“Porque é que nunca fechou ao público?”, perguntou o social-democrata tomando por base as queixas de falta de condições do espaço invocadas por Nuno Pereira. Do mesmo modo, Rocha disse não compreender porque é que o empresário não liquida as rendas, se os problemas já estão resolvidos.

Indisponível para pactuar com uma situação que, no seu entender penaliza a Câmara Municipal e os operadores similares, Paulo Rocha entende que deve ser seguido um dos dois caminhos possíveis: “ou se resolve o pagamento, ou se resolve o contrato”.

Este diário digital tentou contatar o empresário em questão, mas até ao momento tal ainda não foi possível. Contudo, e tomando por base recentes declarações prestadas por Nuno Pereira, o assunto está nas mãos dos advogados que representam ambas as partes e carece apenas de entendimento relativamente ao valor a pagar pelo empresário e a indemnização que está a ser exigida à Câmara Municipal.

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