Café de velho centro comercial foi assaltado pela oitava vez na noite de Natal

Luís Costa, proprietário da cafetaria “A Onda” em Oliveira do Hospital já quase perdeu a conta ao número de vezes que o espaço foi assaltado. O último assalto aconteceu na noite de Natal, perfazendo um total de oito em pouco mais de um ano.

ervedal2Único resistente no interior do desativado Centro Comercial Ameal, junto às bombas de combustível da BP, em plena cidade de Oliveira do Hospital, Luís Costa acumula desde 2012 um historial de assaltos na pequena cafetaria que explora há já 15 anos.

Na noite de Natal, o espaço “A Onda” foi assaltado pela oitava vez. Porém, a causar estranheza ao proprietário, septuagenário, está o facto de os assaltantes pouco ou nada retirarem do interior do pequeno espaço, resumindo-se os prejuízos aos estragos causados nas fechaduras das portas de acesso à cafetaria e no vidro.

“Não mexem nas bebidas e não há sinais de remexerem em nada”, conta Luís Costa ao correiodabeiraserra.com, contando que a exceção aconteceu mesmo no assalto ocorrido na noite de Natal, com a mesa de matraquilhos situada na zona de entrada do velho centro comercial a revelar-se apetecível para os assaltantes. “Vandalizaram a mesa de matraquilhos e tiraram o dinheiro que lá estava dentro”, conta o proprietário da cafetaria que se encontrava responsável por aquela mesa de jogo, mas a cujo interior não tinha acesso para retirar o dinheiro. “Os senhores do Porto é que têm a chave”, continuou Luís Costa, estimando que o furto tenha rendido “à volta dos 200 Euros” aos assaltantes.

À semelhança do que acontecera em anteriores assaltos, também neste último, Luís Costa viu danificada a fechadura de acesso à cafetaria, bem como o vidro. “O que é estranho, é que entram e não levam nada”, refere estupefacto o comerciante que todos os dias tem o cuidado de não deixar dinheiro, nem tabaco no interior do espaço. “Mas as bebidas ficam expostas e não mexem em nada”, faz notar o proprietário que mais uma vez voltou a apresentar queixa na GNR local, não prevendo porém grandes frutos da investigação que venha a ser feita, já que dos anteriores episódios de assalto “nunca se chegou a lado nenhum”.

Pelo número de assaltos ocorridos em tão curto espaço de tempo e atendendo à forma como vêm acontecendo, proprietário e clientes do pequeno espaço estão em crer que o objetivo dos assaltantes é de causar “medo” ao septuagenário comerciante.

Há 15 anos com o espaço aberto, Luís Costa é o único comerciante do Centro Comercial Ameal que, ao longo dos anos, foi sendo objeto de esvaziamento. As lojas que, em tempos, deram lugar a pequenos negócios foram destruídas, encontrando-se o espaço amplo e degradado.

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