“Se a zona histórica estava em estado de coma, agora morreu”

A Câmara sentiu-se pressionada e anunciou alterações no trânsito.

A partir de hoje, o trânsito vai poder circular nos dois sentidos entre o Largo Conselheiro Cabral Metello e o Largo Major Lobo da Costa, junto ao Café Portugal.

A suspensão do sinal de sentido proibido no sentido descendente, bem como a proibição de estacionar junto à Igreja Matriz foi anunciada pela Câmara Municipal de Oliveira do Hospital no seu sítio na Internet. A medida visa minimizar o impacto negativo que as obras que decorrem no Largo Ribeiro do Amaral estão a provocar junto dos lojistas da zona histórica, que até já ponderavam poder reeditar o célebre apagão das montras na cidade.

O corte do trânsito no sentido descendente do Largo Ribeiro do Amaral não estava a ser aceite de forma pacífica quer moradores, quer por comerciantes que se viam condicionados a aceder àquela zona da cidade, já para não falar dos turistas que nesta altura do ano passam por Oliveira do Hospital.

“Se a zona histórica estava em estado coma, agora morreu”, referiu ao Correio da Beira Serra um dos comerciantes que, em jeito de porta-voz dos lojistas, na passada sexta-feira, se revelou descontente com o arranque das obras durante o Verão.

“A minha preocupação é mais com as pessoas que vêm de fora, não é com as de dentro”, acrescentou o lojista, considerando que as obras deveriam antes ter tido início a meados de Setembro. Paralelamente, defendeu que fosse reposto o trânsito no sentido descendente a partir do Café Portugal e até à zona histórica, de forma a “facilitar a vida das pessoas” enquanto as obras obrigarem ao condicionamento do trânsito.

Os comerciantes deixaram bem claro que não são contra as obras, porque “são sinal de movimento e de melhoramento da cidade”. Mas, não deixaram de se revelar apreensivos com a ideia de que os trabalhos têm um prazo de execução de cerca de um ano. Têm noção de que, ao contrário do que aconteceu em anos anteriores, os meses de Julho, Agosto e Setembro serão sinónimo de grandes quebras no negócio. “Temos que alertar para esta situação”, disse o lojista ao CBS, sublinhando que caso não fosse solucionado o problema do trânsito seria equacionada a possibilidade de as montras da cidade poderem voltar a ficar às escuras, como aconteceu por ocasião da primeira fase das obras de requalificação da cidade.

Ao CBS, os empresários do comércio local censuraram ainda a “falta de organização” que assolou aquela zona da cidade. “Quando chega o expresso, pára tudo”, referiu o comerciante, considerando que a melhor solução seria mudar a paragem para a zona junto ao mercado e aí colocar um balcão de venda de bilhetes.

Sublinhe-se que por ocasião do arranque das obras, o presidente da Câmara Municipal apelou à compreensão dos lojistas e população em geral para os constrangimentos que pudessem surgir. O repto volta a constar do sítio da Internet, com principal referência para as modificações introduzidas na circulação de trânsito e estacionamentos.

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