Executivo aprovou projecto do regime geral das taxas da autarquia, mas PSD absteve-se


“Fizeram-se duas reuniões na Câmara Municipal em que o executivo se pronunciou e defendeu princípios e somos, hoje, aqui surpreendidos com um documento totalmente novo, que não tem nada a ver com o que andámos aqui a discutir”, afirmou esta manhã o social-democrata Mário Alves, em reunião pública do executivo, considerando que o documento que lhe foi apresentado é “algo aberrante em democracia”.

Manifestamente contra o facto de “apenas hoje” ter tido acesso ao documento, onde, não estão sinalizadas “com outra cor” as alterações a que foi submetido, o vereador do PSD assegurou naquela hora não se pronunciar no momento da votação, optando pela abstenção.

A apreciação do vereador foi de imediato contraposta pela intervenção do presidente da Câmara Municipal que assegurou que o argumento de Alves “não é verdadeiro”, já que as propostas que apresentou estão contempladas no documento.

A diferença, como sinalizou José Carlos Alexandrino, está nos montantes propostos, porque “os valores que defendeu eram irreais na sua aplicação”. “Isto ia criar uma especulação tremenda nas pessoas porque se deparavam com aumentos de mil por cento”, verificou o autarca, reiterando que “o que ia para discussão eram diferenças abismais”.

“Não acredito que o PSD queira aumentar isto de forma a que as pessoas não possam pagar”, continuou Alexandrino, apoiado pelo vice-presidente do município que lembrou que os novos valores resultaram da aplicação do “princípio do custo social que foi assumido para evitar que os custos disparassem”.

Invocando os “consensos” encontrados na última reunião, o vereador do movimento independente Oliveira do Hospital Sempre disse não ver qualquer obstáculo à aprovação do documento. José Carlos Mendes e Telma Martinho acabaram por votar favoravelmente à aprovação daquele projecto que vai estar sujeito a um período de discussão pública e terá aplicação prática a partir do próximo dia 1 de Maio.

Seguindo a mesma orientação do colega de bancada, o vereador do PSD Paulo Rocha disse não estar em condições para se poder pronunciar e absteve-se na votação.

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