Saldo de 3,8 milhões da Câmara de Mortágua vai permitir apostar na criação de emprego

A Câmara de Mortágua acabou o ano de 2014 com um saldo de gerência de cerca de 3,8 milhões de euros, mantendo a sua “situação financeira estável”, o que permitirá fazer investimentos que proporcionem a criação de emprego. Estes resultados foram conseguidos ao mesmo tempo que foram realizadas obras e lançados novos programas e iniciativas, com destaque para o incentivo à natalidade. O presidente da autarquia, porém, avisa que é preciso caminhar com cautela porque é muito fácil gastar.

“Esta poupança que reflecte o saldo será investida, em grande parte, na aquisição de terrenos e na execução das infra-estruturas da área de expansão do parque industrial”, anunciou a autarquia, em comunicado, com o presidente da autarquia, José Júlio Norte, a prometer empenhar-se em proporcionar condições que permitam dar um futuro aos jovens do concelho.

“Passa por criar mais emprego, mais oportunidades, de forma que os jovens não precisem de emigrar, como infelizmente tem vindo a acontecer, e, se possível, se consiga fazer regressar aqueles que tiveram que sair, muitos deles altamente qualificados e que tanta falta faz ao desenvolvimento do concelho e do país”, refere.

Dos documentos de prestação de contas aprovados na última Assembleia Municipal, a autarquia destaca ainda “o elevado grau de execução da receita, que no ano de 2014 atingiu 100,59% relativamente ao orçado, traduzindo-se em valor absoluto em 12.027.400 euros” e representando um aumento da taxa de execução em 11,92%. Já as receitas próprias do município decresceram. “Este facto é justificado pela diminuição na cobrança de impostos directos, à excepção do IMI, bem como do decréscimo de taxas e outras receitas extraordinárias”, explica. Ainda assim, “as receitas fiscais no seu todo tiveram um aumento de 3% na receita total (10,78% para 13,78%)”.

Nos rácios de receitas, em 2014 o município “teve um ‘superavit’ de 45,77 por cento, mantendo assim a capacidade de autofinanciamento”.”Resultante desta poupança, o município evidenciava no final do exercício um saldo para a gerência seguinte no valor de 3.781.832,87 euros”, acrescenta, adiantando que a autarquia honrou os seus compromissos perante os fornecedores “com um prazo médio de pagamentos de 13 dias, muito abaixo da realidade dos municípios portugueses”.

José Júlio Norte garante que estes resultados foram conseguidos ao mesmo tempo que o município realizou obra, apoiou as pessoas, as associações e as instituições do concelho e lançou novos programas e iniciativas (entre os quais o incentivo à natalidade e a Expomortágua). “É evidente que temos de caminhar com alguma cautela, porque, como avisa a sabedoria popular, fácil é gastar. Nós temos de ter sinais reais de que a economia vai crescer de forma sustentada e de que há de novo um clima de confiança no país”, considera.

Foto: www.planaltobeirao.pt

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