Câmara de Oliveira devolve faturas de água e saneamento à AZC

… aos preços elevados em matéria de abastecimento de água e saneamento. A devolução das faturas foi a solução encontrada.

Com uma faturação que chega a atingir os 125 mil Euros mensais de água e saneamento, a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital entrou em “sintonia” com os municípios aderentes ao sistema multimunicipal das Águas do Zêzere e Côa com o objetivo claro de pressionar as Águas de Portugal a reduzirem os preços praticados junto das autarquias e cumprirem o acordo falado, mas não firmado, de pagamento de apenas 80 por cento do valor das faturas. A solução encontrada pelos municípios foi de devolução das faturas de 2013.

“Estamos a fazer com que as Águas de Portugal levem o acordo à prática”, explicou ontem o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital que, em reunião pública do executivo, deixou claro que a intenção da autarquia a que preside não é de entrar em incumprimento, mas antes de pressionar à redução dos preços cobrados às autarquias.

“Não é que Oliveira do Hospital não queira pagar as suas contas”, esclareceu José Carlos Alexandrino, notando que o município oliveirense tem vindo a cumprir sempre com as suas obrigações junto da AZC, ao contrário de outros – “o Fundão nunca pagou”, frisou – que têm vindo a protelar o pagamento das faturas, contribuindo para o mal estar financeiro da AZC, que se agudizou com a saída da Covilhã daquele sistema multimunicipal.

Na tomada de posição de devolução das faturas, o presidente da Câmara oliveirense admite estar em causa o espírito de solidariedade para com os municípios que têm por esta altura dívidas elevadas junto da AZC por não terem capacidade de pagar as faturas, mas também a necessidade de se fazer “justiça” numa altura em que a ministra até decidiu pelo aumento dos valores relativos ao saneamento.

Apesar de devolver as faturas, o município oliveirense garante não pôr em risco a capacidade pagamento posterior das mesmas. “Vamos criar uma conta, para guardar os valores relativos a cada fatura, para depois termos dinheiro para pagar”, explicou o presidente da Câmara.

A alinhar num procedimento conjunto, Alexandrino admite os “riscos” que o mesmo pode comportar. “Pode fazer ruir a AZC, mas não podemos deixar que isso aconteça”, referiu o autarca, decidido que está “em ver o que isto dá”.

“Lamento que tenhamos entrado no jogo dos municípios devedores”, reagiu entretanto o vereador do PSD na Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, Mário Alves, opondo-se à posição tomada por todos os municípios, entendendo que as autarquias só estão em condições de reclamar se cumprirem com os pagamentos das faturas. Uma posição corroborada pelo vereador independente José Carlos Mendes que entende ser esta uma forma de as câmaras devedoras “chutarem os problemas para canto”, pelo que esta “confusão” só àquelas interessa.

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