Câmara de Oliveira quer alargar “AtivoSociais” à área empresarial

O programa Ativosociais está a esgotar a capacidade de empregabilidade junto de instituições e juntas de freguesia. A Câmara Municipal está estudar o alargamento à área empresarial por via da Agência de Desenvolvimento Integrado.

Responsável pela criação de perto de 120 postos de trabalho em instituições, associações e juntas de freguesia do concelho de Oliveira do Hospital, ao programa AtivoSociais nada mais resta que não seja “dar o salto” para a área empresarial. Esta é pelo menos a convicção da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital como forma de manter vivo um programa que foi pensado para estimular o emprego no concelho, nomeadamente, junto de instituições e juntas de freguesia, através do incentivo financeiro do município e do Instituto de Emprego e Formação Profissional. Uma aposta considerada ganha pelo número de entidades que envolveu e de postos de trabalho que criou, mas que corre o risco de estagnar se se mantiver apenas ligado a instituições e juntas de freguesia que, por esta altura vêem ocupadas todas as vagas então disponíveis.

“O universo de IPSS, Juntas e entidades sem fins lucrativos está-se a esgotar, o que pode haver é uma renovação”, afirmou ontem o vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, que em reunião pública do executivo falou da necessidade de o programa que é pioneiro a nível nacional ser alargado à área empresarial. Segundo José Francisco Rolo, a solução poderá passar pela ADI – Agência de Desenvolvimento Integrado de Oliveira do Hospital e Tábua que, em processo de revisão de estatutos, poderá vir a funcionar como “plataforma de acesso” das empresas ao “AtivoSociais”. “A ADI quer criar uma componente estatutária que permita aos empresários aceder às suas ações e funcionar como plataforma de acesso ao AtivoSociais”, explicou o também presidente da direção da Agência, contando que qualquer candidatura empresarial ao programa terá necessariamente que passar pela Câmara Municipal.

Para o presidente do município, o alargamento do “AtivoSociais” às empresas é determinante para a continuidade do programa que tem tido um “papel preponderante” na criação de postos de trabalho. “Chegámos aos 120, mas não podemos pôr uns em cima dos outros. Temos que encontrar aqui uma solução”, entende José Carlos Alexandrino, certo de que o investimento no AtivoSociais “é dos dinheiros mais bem gastos” pela Câmara Municipal. Pena tem o presidente que as 16 candidaturas para estágios na Câmara Municipal estejam bloqueadas no IEFP e que, afinal, não haja a verba prometida pelo governo para o programa “passaporte de emprego”. “É aborrecido, porque se criaram expectativas às pessoas”, observou.

A avaliar o “bom” e o “mau” do alargamento do AtivoSociais à área empresarial, o vereador do PSD na Câmara Municipal entende que “face à situação que existe é de correr o risco”. Mário Alves lembrou, contudo, que à frente deste processo “é bom que estejam pessoas de bom senso, que não olhem as cores políticas e olhem os problemas sociais e façam análise ao que é a necessidade e não a compadragem”. Do mesmo modo, o ex presidente da autarquia alertou para a necessidade de o regulamento conter uma alínea que obrigue os empresários à efetivação de alguns ativos”.

“Fica descabido qualquer risco de simpatia política , compadragem ou afilhadagem”, reagiu entretanto o vice-presidente, José Francisco Rolo, informando que cada candidatura será superiormente analisada pelo IEFP e depois pela própria Câmara Municipal. “Há total transparência e total rigor”, assegurou.

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