Câmara municipal e Ancose fazem parceria para relançar feira de gado em Oliveira do Hospital

O certame, cuja primeira edição está já marcada para o próximo dia 13 de dezembro – realizar-se-á sempre em simultâneo com a feira mensal, entre as 7h00 e as 13h00, nas instalações da Ancose, em Negrelos –, foi ontem apresentado em conferência de imprensa.

Explicando que a feira de gado, que foi extinta há cerca de 15 anos pelo facto de não cumprir os requisitos legais em matéria de sanidade animal, pretende “dar um impulso à atividade agropecuária da região”, o vice-presidente da câmara municipal sublinhou que “os ambientes de crise combatem-se com iniciativas, ação e projetos”.

Para José Francisco Rolo, que considerou o evento como uma iniciativa destinada a “valorizar as riquezas e as mais valias do mundo rural”, a feira de gado pode ainda ser vista como um importante contributo ao plano de relançamento da ovinicultura na região da Serra da Estrela, que este ano foi apresentado em Oliveira do Hospital.

“Temos que dar um incentivo àqueles que querem manter vivo o mundo rural”, afirmou também o vereador da CMOH, ao justificar o apoio da autarquia oliveirense ao desafio lançado por a Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Serra da Estrela.

Na qualidade de vice-presidente da Ancose – uma associação que conta com três mil associados –, Paulo Rogério defendeu que a realização daquela feira – as primeiras quatro edições vão decorrer em período experimental –, vem preencher uma “lacuna” que existia no setor, uma vez que, conforme observou, os produtores de gado “têm que estar sempre à espera que o comprador vá à exploração”.

Destinada essencialmente à comercialização de ovinos e caprinos, a feira de gado, que tem já o regulamento aprovado pela Direção Geral de Veterinária, está aberta a produtores de todo o país e, nas primeiras quatro edições, os vendedores vão estar isentos de pagamento.

Realçando que o setor “atravessa uma grande crise” – “o borrego tem o mesmo preço de há 10 anos”, disse Paulo Rogério –, o número dois da Ancose salientou também que aquela feira, para além de gerar negócios, pode constituir “um momento de convívio entre os produtores”. “Daqui a um ano esperamos ter aqui uma grande feira”, referiu ainda o responsável da Ancose, dando conta de que aquela associação poderá até “criar novas melhorias e novas condições” no pavilhão que na próxima segunda-feira receberá a primeira feira de gado.

Instado pelo correiodabeiraserra.com a definir os objetivos do certame, em termos de participação de produtores, Rogério disse ser difícil quantificar, mas defendeu que “se a primeira feira tiver meia-dúzia de produtores e 20 ou 30 animais já será muito bom”.

“Há uns anos atrás pegava-se o animal pela corda e levava-se à feira. Hoje, não pode ser assim”, salientou também aquele dirigente da Ancose, explicando que a associação dará todo o apoio aos produtores que queiram, por exemplo, proceder à desinfeção dos veículos de transporte de gado.

Mas, nessa área – a área da vigilância sanitária –, o veterinário municipal, frisou que a nova feira de gado é “radicalmente diferente” daquela que já se realizou na cidade de Oliveira do Hospital, porque “tem que se observar um conjunto de regras” estipulado na legislação portuguesa.

Pedro Couceiro explicou que só serão admitidos “animais em perfeitas condições de sanidade” e os vendedores terão forçosamente que exibir a documentação necessária por forma a comprovar que o gado cumpre todos os requisitos necessários à sua comercialização.

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