Câmara une-se a Sindicato para garantir direitos a ex trabalhadoras da Textursymbol

O presidente da Câmara de Oliveira do Hospital reuniu esta tarde com um grupo de ex trabalhadoras da Textursymbol e comprometeu-se a colaborar na busca de soluções. Responsáveis pelo Sindicato também estiveram presentes.

Garantir que as cerca de 30 ex trabalhadoras da Textursymbol – a unidade de confeções que fechou portas no início da semana em S. Paio de Gramaços – venham a receber aquilo a que têm direito é, por esta altura, a maior preocupação do presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital que há instantes reuniu com um grupo de ex funcionárias da empresa e com os responsáveis pelo Sindicato dos Têxteis, Lanifícios e Vestuário do Centro.

“Achamos que neste momento a empresa não consegue recuperar e estamos a defender aquilo que são os direitos destes trabalhadores que é o acesso ao fundo de desemprego e ao fundo de garantia”, afirmou o autarca que se mostrou sensibilizado com a situação das trabalhadoras que “têm famílias e filhos e já há algum tempo que não recebem vencimentos”.

“Ao lado das pessoas em dificuldades”, José Carlos Alexandrino quer desta forma “deixar as trabalhadoras tranquilas”, informando-as de que tentará a sua integração no mercado de trabalho. “Agora devemos acompanhá-las e depois encontrar postos de trabalho onde possam ser úteis porque é com trabalho que se cria riqueza”, referiu.

Uma atitude que voltou a ser apreciada pela presidente do Sindicato dos Têxteis e Vestuário do Centro que, naquela condição, garante nunca ter visto outro autarca a adotar semelhante postura. “É com atitudes destas que se faz a diferença. Não é normal que um presidente se disponibilize e chame aqui o sindicato e as pessoas para conversar e se envolva em soluções vistas por alguns como pequeninas”, afirmou Fátima Carvalho, verificando que de facto Alexandrino “está cá pelas pessoas”.

A acompanhar o processo das ex trabalhadoras da Textursymbol, a responsável sindical anunciou que na próxima segunda-feira, pese embora a comemoração do feriado municipal, uma equipa do Centro de Emprego se deslocará a Oliveira do Hospital para agilizar a inscrição das trabalhadoras que, depois de uma semana de “boicote” por parte da entidade patronal para emissão do modelo necessário àquele procedimento já o têm em sua posse. “Já poderiam estar inscritas desde segunda-feira. Lamentamos”, registou Fátima Carvalho.

Para quarta-feira, informou a responsável sindical, está também marcada uma reunião com o advogado da empresa onde deverá ficar decidido o futuro da Textursymbol.

Até lá, cabe às trabalhadoras decidir se continuam ou não a vigiar a entrada da empresa como forma de assegurar que a maquinaria não seja retirada do interior da unidade. “As pessoas decidiram ficar dia e noite. Está-nos a sensibilizar a todos”, referiu Fátima Carvalho, certa do “sofrimento” por que estão a passar visto que “são mulheres e não é um grupo muito grande”. “Para além de não terem salário, ainda vêm para empresa porque viram começar a retirar o património”, disse sensibilizada Fátima Carvalho, louvando a atitude tida pelo presidente da Câmara que disponibilizou uma técnica de ação social para apoiar as ex trabalhadoras.

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