O PCP e a CDU são as únicas forças políticas que têm proposto e reclamado a construção de um ramal ferroviário desde (Coimbra)Lousã até Celorico da Beira ...

Caminho-de-ferro…com futuro !

… a entroncar, aí, na Linha (internacional) da Beira Alta.

Aliás, a construção dessa linha de caminho-de-ferro será, desde há cem anos pelo menos, o mais velho sonho de desenvolvimento regional dos beirões de gema, por aqui, por esta nossa terra-chã deste nosso pedaço do Planalto Beirão.

Esta justa aspiração tem ultimamente sido recebida, por alguns, com cepticismo e até com alguns sorrisos de comiseração como se de alguma piada triste afinal se tratasse. Uma vez, no calor de um debate público sobre o assunto, tivemos oportunidade para dizer que ter visão estratégica é ser capaz de ver muito para além do próprio umbigo ou nariz …

É tempo, pois, de reafirmar que construir caminhos-de-ferro, porventura, é hoje mais estratégico do que o foi há cem anos atrás. E porquê? Por várias, ponderosas e estratégias razões. A saber :

1 – Por causas de natureza ambiental e energética. Para retirar das estradas milhares e milhares de veículos auto, quer de transportes de mercadorias quer de transportes de passageiros.

Como hoje bem se sabe, os motores normais a combustão emitem doses venenosas de CO2 – as emissões de carbonos para a atmosfera – as quais, entre outras más consequências “pequenas”, estão a contribuir bastante para acelerar o aquecimento global do Planeta, o que, por sua vez, já está a determinar uma série de dramas e até de tragédias à escala global também. Por isso, é em princípio estrategicamente bem-vindo tudo aquilo que, hoje, com racionalidade e bom senso, ajude a civilização – ou seja todos nós – a fugir da “ditadura” envenenadora dos combustíveis fósseis (petróleo/gás)…

2 – Para evitar a “especulação” reinante com a construção de vias auto, entre nós um verdadeiro problema pois a péssima construção das mesmas é mais do que evidente… Depois, com camiões pesadíssimos a passaram por lá aos milhares, essas estradas mal construídas ficam estragadas num instante e toca a repor pavimentos e a (re)pagá-los com o nosso dinheirinho…

3 – Para fazer baixar o custo dos transportes (públicos) quer de Pessoas quer de mercadorias.

4 – Tendo também em conta que algumas das principais matérias-primas do Concelho e da nossa Região, são matérias-primas, logo mercadorias, de peso e volume concentrados; considerando que as vias de comunicação automóvel e os transportes públicos que por aqui temos são manifestamente insuficientes.

Portanto, por todas estas macro e micro razões, é hoje de enorme interesse estratégico a construção de um ramal de caminho-de-ferro desde (Coimbra)Lousã, passando pelo nosso Concelho, até ligar à linha da Beira Alta na zona de Celorico, por exemplo.

Dizem alguns “economicistas” (para se desculparem…) que ficaria muito cara uma tal construção. Concedamos até certo ponto na sua falta de discernimento estratégico. Bem, muito, muito caro mesmo nos fica já mas é o que por aqui temos e nos deixa mal servidos somado com a ausência daquilo que não temos e tanta falta nos faz.

Mas a verdadeira razão, que a nível dos principais decisores políticos e outros (nacionais e regionais) não faz avançar este tipo de projectos regionais, é porque ou eles estão “cegos” ou principalmente lhes interessa garantir o lucro dos grandes consórcios privados que vão construir e concessionar (auto)estradas à custa da iniciativa pública do Estado.

Para além disso, a eles só lhes interessa, para já, construir o TGV, uma megalomania de facto mas capaz de gerar lucros fabulosos a dois ou três desses grandes consórcios privados. Acresce que, entre nós, não há interesse económico privado em concessionar caminhos-de-ferro de menor escala por parte desses grandes consórcios chamem-se BRISA ou outra coisa qualquer…

Em síntese e em última análise, a “razão” – a falta de razão – dos principais governantes e outros decisores que os leva a não querer construir ramais de caminho-de-ferro disseminados pelo País, essa “razão” radica na sua completa submissão aos grandes grupos económicos que mais ganham com as auto-estradas e com os combustíveis fósseis.

Nós, por cá, nós que temos outros e mais consentâneos interesses sociais a defender, a nós interessa-nos pensar e agir melhor, com outra, melhor e mais social visão estratégica.

Aqui, entram o PCP e a CDU a fazer a diferença !

João Dinis
Autarca da CDU – Oliveira do Hospital

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