Campo de Meruge: Alves acha construção “pouco provável” mas fala em “excelente investimento”

… de Oliveira do Hospital considerou anteontem que o dinheiro – 25 mil euros doados pela autarquia – que foi utilizado para a aquisição do terreno destinado à construção de um campo de futebol, em Meruge, “nunca está perdido”. “Quinze mil metros quadrados por 25 mil Euros, foi um excelente investimento”, afirmou Mário Alves, em reunião pública do executivo, colocando algumas

reservas no que respeita à construção do campo – a Câmara tinha inicialmente decidido a atribuição de 50 mil Euros – pelo facto de identificar algumas dificuldades.

“Acho pouco provável”, sublinhou, considerando contudo que o terreno pode ser usado para outros interesses sociais da freguesia, como a obra do lar. Note-se, que as dificuldades de acesso ao terreno em causa e problemas com a sua legalização, têm sido apontados como constrangimentos para o avanço da obra.

Veio o assunto do campo de Meruge ao período antes da ordem do dia, na sequência da intervenção do vereador socialista José Francisco Rolo, que interpelou Alves sobre declarações proferidas pelo vice-presidente na palestra “Política Desportiva Municipal”.

“Tive conhecimento pelo vice-presidente que a Câmara teria tentado fazer uma carta desportiva municipal. A carta desportiva abortou, o que é que vai ser feito?”, questionou o vereador da oposição dando o exemplo do município da Lousã onde “já se fala em atlas desportivo”.

Desvalorizando a questão de Rolo, o presidente da Câmara preferiu destacar a importância do Plano Municipal de Ordenamento do Território, criticando os que “inventam cartas”.“Seria bom que se levantassem questões: o que fazer a tantos campos de futebol no concelho, suportados com apoios estatais, com bruta iluminação e sem utilização?”, sustentou Mário Alves, mostrando-se ainda confiante de que se a autarquia “reduzisse a 50 por cento os apoios que dá ao desporto e à cultura” se atreveria a dizer que “no concelho fechava tudo”. “É preciso pensar na rentabilidade dos equipamentos. O país não é rico e o concelho muito menos e, há equipamentos sem qualquer utilização”, acrescentou.

A consideração de Alves valeu-lhe um interrogatório sobre os campos apoiados pela Câmara e que se encontram em funcionamento. O ponto da discórdia assentou arraiais na “cratera” de Meruge e, em particular, no subsídio que foi canalizado para a aquisição do terreno e no subsídio que ainda não foi entregue à Associação Desportiva de Lagares da Beira, devido a problemas com o terreno e discórdias com a anterior direcção dos bombeiros locais.

“Não quero conflituar com o caso de Meruge, mas sim com a igualdade de acessos”, esclareceu José Francisco Rolo, lembrando a Alves que “foi pago o subsídio a uma entidade e, a outra continua sem nada há mais de três anos”.

Sobre a situação de Lagares da Beira, Mário Alves disse esperar que a nova direcção dos bombeiros possa resolver os problemas com a Associação Desportiva e assegurou que “logo depois será pago o subsídio”. Segundo explicou, a verba de cerca de 30 mil euros será canalizada para a compra de terreno e pagamento da bancada localizada a poente.

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