Candidata do PSD à UF de Oliveira do Hospital e São Paio de Gramaços defende política de proximidade com os cidadãos e João Paulo Albuquerque promete redução do IMI e abolição dos cinco por cento de IRS

A candidata à Assembleia da União de Freguesias de Oliveira do Hospital e São Paio de Gramaços pelo PSD acredita que conseguiu reunir uma equipa empenhada, com total disponibilidade, para com uma gestão de rigor, com os recursos existentes, poder otimizar os resultados. Susana Rocha, que ontem teve na sua apresentação na Casa da Cultura várias dezenas de pessoas, entre elas o ex-autarca oliveirense António Simões Saraiva e o presidente da Distrital do Partido Social Democrata, Maurício Marques, explicou que os nomes que a acompanham vão permitir potenciar o conhecimento sobre as lacunas e dificuldades que ainda se fazem sentir naquele território com o objetivo de melhorar a qualidade de vida de todos aqueles que nele residem, concentrando esforços no “apoio aos mais desfavorecidos”.

Susana Rocha, esposa do ex-autarca Paulo Rocha, justificou ainda a decisão de aceitar este desafio por entender que conhece “bem a União de Freguesias, as pessoas, os seus anseios e a sua elevada dinâmica”. E também por considerar que este é o momento de apresentar “uma alternativa forte e credível, que pretende fazer mais e melhor”. “Reuni uma equipa com provas dadas, quer ao nível pessoal, quer profissional, com cidadãos oriundos ou com ligações aos diferentes locais da União de Freguesias, de forma a potenciar o conhecimento sobre as lacunas e dificuldades que ainda se fazem sentir com o objetivo claro de melhorar a qualidade de vida de todos aqueles que optam por residir neste território”, frisou.

A mulher que pretende liderar nos próximos quatro anos a maior freguesia do concelho enumerou depois alguns dos pontos que toda a sua equipa considera fundamentais para servir a comunidade. A candidatura, que se apresenta com o lema “união para melhorar”, defende uma política de proximidade com os cidadãos. “[A Junta] Deve ser o primeiro receptor das suas preocupações e primeiro instrumento da resolução de problemas, considerando as suas competências legais”, defendeu, sublinhando ainda que irá apostar na “interligação e envolvimento de todas as entidades presentes no território”. “Pretendemos elevar os resultados da intervenção num modelo de parceria, reconhecendo que existe saber e competência nas instituições sedeadas na área da União de Freguesias”, disse, referindo que, sem colocar em causa o que já foi feito, a sua equipa pretende “fazer mais e melhor”. “Melhorar e inovar”, enfatizou.

Prometeu ainda que o espaço daquela União de Freguesias tem de ser tratado de forma igual e aberto à participação dos cidadãos. “O desenvolvimento deve ser harmonioso em toda a área da União de Freguesias. O cidadão é o destinatário da nossa ação enquanto autarcas, pelo que deve participar ativamente. Nós temos a noção de que nem tudo sabemos e podemos”, explicou, garantindo que têm já em mente medidas e ações “que vão ao encontro deste objetivo claro” em que defendem uma concentração de esforços no “apoio aos mais desfavorecidos” sem esquecer o rigor e a transparência. “Os recursos públicos são limitados e a sua gestão tem de ser transparente. Este é um ponto de honra desta candidatura”, concluiu.

João Paulo Albuquerque promete baixar IMI para o mínimo e abdicar do IRS que cabe à Câmara

Pouco antes do presidente da Distrital do PSD Coimbra ter referido que o concelho de Oliveira do Hospital perdeu muito da sua vitalidade que foi criada pelo empreendedorismo dos oliveirenses e com a ajuda de autarcas sociais-democratas presentes na sala como António Simões Saraiva ou Mário Alves, o atual candidato à Câmara Municipal, João Paulo Albuquerque, que considera a cidade de Oliveira do Hospital como o centro da irradiação social, cultural e económica do concelho, teve um discurso muito critico para com os oito últimos anos em que o concelho foi governado pelo PS e pelo recandidato, José Carlos Alexandrino. Prometeu baixar o IMI para o mínimo e abdicar dos cinco por cento de IRS que a autarquia recebe a favor dos cidadãos. “Vamos apoiar as iniciativas das forças vivas e sociedade civil, sem criar qualquer tipo de condicionamento aos intervenientes, que levem a uma real e verdadeira promoção da cidade, e do concelho. Aliviando, por exemplo, a carga fiscal, baixando a taxa do IMI e abdicando dos cinco por cento do IRS. Dando assim às famílias, alguma folga financeira”, referiu, depois de ter agradecido a Susana Rocha por ter constituído uma equipa “que em nada fica a dever àquela” que se apresenta para a Câmara Municipal.

“O vosso grupo, para além de ser composto por pessoas competentes, trabalhadoras e honestas, forma uma equipa completa, de longe superior às dos nossos adversários. Uma equipa unida. Uma união para melhorar Oliveira do Hospital, e para dar aos oliveirenses uma oportunidade de escolha que há muito não tinham”, começou por referir, antes de passar a enumerar aquilo que considera serem os muitos pontos negativos da governação socialista.

O candidato começou por lembrar a conhecida “Eira”, hoje centro nevrálgico da cidade, concentradora de maior atenção e utilização de iniciativas, mas que foi muito criticada pelo PS, aquando da sua construção num executivo do PSD. Falou ainda das entradas da cidade, que, no seu entender, continuam sem qualquer alteração urbanística desde 2009. “Onde está, a tão famigerada e prometida nova ligação à Estrada Nacional 17?”, questionou, antes de apontar o dedo ao executivo de José Carlos Alexandrino por não ter conseguido atrair uma única empresa para os lotes criados na Zona Industrial que se encontra em terrenos adquiridos ainda na governação autárquica do PSD. “Da nossa parte, tudo faremos, para inverter, este ciclo negativo da cidade. Iremos procurar investidores, das mais diversas áreas, e sensibiliza-los para se instalarem no concelho, de modo, a gerarem emprego e fixar jovens”, prometeu.

Acusando o actual executivo de se ter esquecido da limpeza do Rio de Cavalos e do arranjo urbanístico do Parque dos Marmelos se encontrar parado, João Paulo Albuquerque lembrou ainda a ausência da requalificação da zona histórica da cidade, “apesar de dezenas de vezes anunciada e depois de lhe atribuírem vários milhões no PEDU”. “E a requalificação de passeios e arruamentos, nomeadamente, no loteamento Chão do Prado? Nada foi feito. Entretanto, em várias freguesias do concelho, levantam-se calçadas de pedra. Para quê? Para serem substituídas por nova pedra? Ficam assim, com o pavimento mais brilhante. Entretanto, no jardim, João Oliveira Mano as plantas vão morrendo, sem que sejam substituídas. As zonas verdes vão-se degradando, devido a uma utilização inadequada e abusiva. E os pontos de iluminação? Aqueles pequenos candeeiros, que foram vandalamente destruídos, e deixados, pura e simplesmente ao abandono”, atirou, lembrando ainda que o actual executivo se esqueceu de construir o novo edifício da ESTGOH, apesar do anterior liderança do PSD ter procedido à aquisição de quarenta mil metros quadrados de terreno, para a sua instalação. “Passados estes oito anos, o que foi feito neste domínio? Nada. Nada de nada”.

João Paulo Albuquerque não se esqueceu também daquilo que considera ser um falhanço total de José Carlos Alexandrino na área da saúde. Recordou que o autarca, recandidato pelo PS, afirmou que ia resolver o problema, dizendo mesmo ter um projecto revolucionário para aquela área. “Diziam que contratavam médicos, alugavam apartamentos para os instalar, proporcionavam as condições necessárias para se manterem em serviço. No entanto, aquilo a que temos assistido é o caos no serviço de atendimento permanente, bem como nas consultas externas. Nós vamos dialogar com os responsáveis da saúde, e apoiando, se necessário, medidas para superação dos problemas existentes neste delicado sector”, prometeu, garantindo que o PSD não entrará em “populismos” como “o funeral do coelho, ou a frustrada invasão de Lisboa com ovelhas. “Estes populismos, até podem dar uns minutos televisivos, mas, passado a espuma dos dias, nada deixam”.

Sublinhando que em termos de turismo, a cidade de Oliveira do Hospital não pode acomodar alguém que a pretenda visitar devido à falta de um hotel ou de uma residencial em funcionamento, o social-democrata acusou também a inércia existente na construção civil, a qual considera um dos motores primordiais da economia. “Os oliveirenses sabem, quantos edifícios foram cá construídos nestes oito anos de governação socialista? Utilizando a nossa mão direita, para os enumerar, sobram-nos dedos. E quantas gruas estão montadas na cidade? Não dou por nada. Entretanto, ouvimos dizer até à exaustão, que Oliveira foi colocada no mapa. No mapa? Qual mapa? O mapa das necessidades, prementes e permanentes ao nível da requalificação urbanística? Da indústria? Do turismo? Da Saúde, e até da cultura?”, questionou, prometendo que a sua equipa irá realizar as obras de requalificação urbanística necessárias ao ordenamento da cidade e à criação de uma melhor qualidade de vida.

A polémica que rodeia o IC6 também não foi esquecida, com João Paulo Albuquerque a lembrar que o actual autarca condicionou a sua recandidatura à conclusão daquela rodovia, mas que nada foi feito e mesmo assim avançou, apesar da construção da obra para os próximos tempos ter sido desmentida pelo Governo. “Lemos hoje na comunicação social,  o mesmo [José Carlos Alexandrino] a desmentir o Primeiro-ministro a que a obra vai avançar. A situação torna-se cada dia mais caricata, mas menos digna de um presidente de câmara”, rematou, numa alusão às últimas declarações do presidente da Câmara de Oliveira do Hospital em Vila Nova de Poiares. “Connosco, a palavra dada, é, e sempre será palavra honrada”, concluiu.

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  • Popular

    Sinais de reencontro da família desencontrada?
    SInais de uma elevada participação, na vida pública, cívica, desinteressada, das (algumas) famílias oliveirenses?
    Mas quanta liberalidade…
    (Uns, como maridos, deram “uma mãozinha” …outras, como esposas, “vão ao prejuízo”…
    E assim está, definitivamente, o concelho de OH “na moda”! – para quem ainda anda por este país, muito dificilmente encontrará, nestas eleições, uma “caldeirada” como esta…)
    Mas, atenção:
    – Os tempos – e , com eles, também as pessoas… – mudaram – muitas, mesmo muitas, sendo esta ,também, uma lei da vida, já não votam…nem “convocam”,outros, a votos…na “chaminé”!
    Durante demasiados anos, o PPD “fez e aconteceu” o que lhe deu na “real gana”, até chegar à sua própria “implosão” concelhia, tendo, pode constatar-se, ao longo de oito anos, abandonado o “seu território” de presença e acção …e “entregue o ouro ao bandido”.
    Entretanto, o regime, o do todo ,da gestão autárquica, também mudou. Muito. Se para melhor, ou pior, é o que se seguirá , em avaliação, durante a campanha em curso, e , consequentemente, com os resultados eleitorais.
    Mas os eleitores, hoje, já não são os mesmos de outras eleições, já decorridas.
    Nem os eleitores , nem os candidatos aos órgãos autárquicos.
    Aqueles que já repetem as candidaturas, agora já “doutorados”, devem ter aprendido alguma coisa…apesar de saltarem nas convicções como saltimbancos em difícil exibição.
    Estes, os que geriram o concelho, sabiam que é no “pequeno emprego”, ou “favor”, “bajulice”, “onde estiveres serás os meus olhos e os meus ouvidos”, nas “feirinhas”, ou na “festarola”, no populismo, que potenciariam o seu potencial eleitoral.
    Estamos num pequeno concelho do interior, cujo futuro, sem sombra de dúvidas, tenderá o de ser um grande “lar de idosos”, de exclusiva prestação de serviços à 3ª idade – oxalá venham a ser de qualidade, a começar pelos da saúde! – e, quer queiramos , quer não, a presença da televisão, da volta a Portugal em bicicleta, da rádio, dos jornais – e ,. hoje, com o surreal potencial das redes sociais, mais a manipulação da imagem, da escrita, da fala, da fotografia ou do filme, tudo junto, dá um grande avanço “eleitoral” aos candidatos que assim o fizeram, independentemente de se terem desleixado em tudo o que seria da sua responsabilidade directa e que decorrem, em tempo e em modo – sem suspeitas! – das leis da República Portuguesa aplicáveis e que juraram cumprir – mas, num país onde os maiores vigaristas, sem eleitos terem sido, directa ou indirectamente, chegaram a ser medalhados e agraciados com comendas das mais elevadas, que se pode dizer de um simples eleito?
    Seguiu o exemplo vindo de cima? Ficou a conhecer os “meandros” da politiquice e assim fez o seu caminho? Distribuiu prebendas aos amigos?Que chatice! Todos temos que “tratar da vidinha”..
    (Por que é que, bem me recordo, durante os tempos “áureos” de Cavaco Silva, era proibido dizer, no estrangeiro, e até por cá, que havia um enorme desvio – corrupção – na aplicação dos fundos comunitários? Verificava-se e não se podia denunciar…porque dava uma má imagem do país…até à célebre afirmação , recente, de um “alto” responsável da UE, holandês, que disse o que disse e deixou as elites portuguesas, menos os jogadores da selecção de futebol, de cabelos no ar! Repare-se, tão só, nos discípulos da Cavaco que andam, por cá, com a justiça às costas…e , até, em autarquias.
    De Sócrates, não. O PS dos negócios, e apenas com negócios, exclusivamente de chorudos negócios, nem que deixem o país e milhões de portugueses no fio, o PS, apenas vive e sobrevive para isso.)
    Aqueles que agora vêm à liça, mesmo que tenham andado muito tempo distraídos, convém reconhecer-lhes cidadania, as eleições autárquicas são para isso mesmo, e, esperamos, que a campanha eleitoral decorra de modo democrático e sensato, com as propostas claras e bem apresentadas, sem qualquer constrangimento ou coacção. Muito dificilmente tal modo se verificará, pois, o caciquismo, seja de que sinal for, é um factor absolutamente antidemocrático.
    Mas o futuro não se esgota em duas candidaturas…
    O futuro da República Portuguesa também não.
    Há futuro…e há mais candidatos.

    • António Lopes

      Não diria melhor.Boa, realista e crua análise.