Candidato à distrital do PSD garante estar a “um passo” de unir o partido em Oliveira do Hospital

O candidato à Comissão Política Distrital de Coimbra do PSD reuniu, ontem, com militantes do partido em Oliveira do Hospital. Com as eleições do dia 5 de fevereiro no horizonte, Marcelo Nuno deu conta dos seus propósitos para a estrutura distrital e não deixou de tocar no ponto sensível do partido a nível local.

Apoiado pela presidente da Comissão Política de Secção do PSD oliveirense – Sandra Fidalgo é também diretora de campanha e apoiou o candidato no ato eleitoral realizado em 2008 – e Rui Abrantes – atual mandatário que nas eleições de há dois anos apoiou Pedro Machado – Marcelo Nuno deu garantias de que está em curso um trabalho “para voltar a reunir a família PSD”.

Verificando que as divergências ocorridas foram mais a nível pessoal e não tanto a nível político, o candidato à distrital social-democrata revelou que, no imediato, a sua ambição para Oliveira do Hospital não é dizer que o partido vai ganhar a Câmara, mas sim que “o PSD vai voltar a estar unido em torno dos mesmos objetivos.

Ladeado por Fidalgo e Abrantes, Marcelo Nuno garante estar a “apenas um passo” para conseguir a união do partido e não deixa de agradecer a “humildade das pessoas com quem tem vindo a falar e que têm deixado de lado alguns ressentimentos pessoais”.

“Percebem que há um caminho a seguir que vale mais”, observou o candidato, elogiando a “qualidade da base militante” do partido em Oliveira do Hospital. Para Marcelo Nuno, no concelho existe “matéria-prima para se re-erguer um partido e para fazer com que Oliveira do Hospital siga na senda do progresso”.

Semelhante postura foi assumida pelo mandatário e diretora de campanha concelhios que, também, se posicionaram em prol da união do PSD local. Para além de se revelar confiante no trabalho que Marcelo Nuno se propõe realizar a bem do distrito e do concelho, Rui Abrantes identificou naquela candidatura “um sinal para a união que é necessária em Oliveira do Hospital”.

Assumindo as próximas autárquicas como “desígnio maior”, Abrantes acredita que “as pessoas do PSD à frente da Câmara Municipal irão ter um desempenho mais profícuo do que o verificado no primeiro ano de mandato da atual Câmara”.

Reiterando o apoio já manifestado ao candidato em 2008, a presidente da Comissão Política de Secção de Oliveira do Hospital disse estar na presença de um grupo que “sempre teve o propósito da união do partido”.

“Estamos neste momento a recolher os cacos de uma luta que esfrangalhou o partido em Oliveira do Hospital”, observou Sandra Fidalgo, dando conta da necessidade de se unir o PSD, para “voltar a ser o maior partido em Oliveira do Hospital”.

“Há gente que tem vergonha de estar nas concelhias e no partido”

Na corrida pela presidência da estrutura distrital do PSD, Marcelo Nuno está apostado numa “política de proximidade” que permita uma maior identificação das pessoas com o partido.

“Há gente que tem vergonha de estar nas concelhias e no partido”, afirmou o candidato, decidido a abrir o partido à sociedade e a gente qualificada, porque entende que “quem está na política, está de forma efémera e transitória”.

Critico relativamente ao silêncio da atual Comissão Política Distrital acerca dos vários acontecimentos que têm afetado o distrito, Marcelo Nuno entende que é necessário “mudar a bitola, o registo e a atitude”.

“Temos que ter um rumo e uma estratégia”, continuou o candidato, verificando que o partido, a nível distrital, “já teve 12 autarquias, agora tem apenas oito e arrisca-se a perder algumas”.

Na luta pela liderança do PSD distrital, Marcelo Nuno garante, desde já, não ter qualquer intenção para se candidatar a qualquer Câmara Municipal ou a deputado. “Devemos ter a humildade de perceber que há outros melhores do que eu, para serem deputados ou presidentes de Câmara”.

Mandatário da candidatura, Miguel Canavarro não se poupou aos elogios dirigidos a Marcelo Nuno, da mesma forma que também não hesitou em avaliar negativamente o trabalho desenvolvido pela atual estrutura distrital.

“Nós estamos a ser repetente. Voltámos porque quem nos ganhou (há dois anos) por muito pouco não fez bem o seu trabalho”, afirmou o mandatário, apontando o dedo à fraca mobilização do partido, por ocasião da realização das eleições legislativas, autárquicas e presidenciais. “O partido não pode ser uma mesa para jogar sueca”, observou.

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