Candidato da CDU denuncia “novo ataque à rede escolar” concelhia

Voz inconformada no processo de constituição do mega-agrupamento, o candidato da CDU à Câmara de Oliveira do Hospital é o primeiro a alertar para a “razia” de turmas que está a ser preparada para o concelho.

“Numa primeira proposta feita ao Agrupamento (mega-Agrupamento) de Escolas de Oliveira do Hospital, a (ex)DREC e o Ministério da Educação deste (des)governo do PSD e do CDS/PP vêm propor uma verdadeira razia na Rede Escolar do Concelho”.

A chamada de atenção é feita por João Dinis que, em comunicado enviado há instantes ao correiodabeiraserra.com, alerta para o “novo ataque” de que está a ser alvo “a rede escolar e o ensino do nosso município”.

Em concreto, o candidato da CDU aponta o dedo à proposta chegada ao agrupamento de escolas do concelho e que aponta para que as 22 salas de ensino pré escolar sejam reduzidas a apenas 14 salas – “querem acabar com oito jardins infantis”, especifica -, as 44 salas de 1º ciclo dêem lugar a apenas 36 salas e determina ainda o fim de 15 turmas no 2º e 3º ciclos. “No Ensino Secundário aparecem muito reduzidas as “áreas de opção” (certas disciplinas opcionais) para os alunos devido à redução do quadro de professores”, refere ainda o candidato no comunicado onde considera estar em face de uma “razia” que surge depois de as 22 salas do pré-escolar e as 44 salas do 1º ciclo terem decorrido de acordo firmado entre a Câmara Municipal e a Direção Geral de Estabelecimentos de Ensino (Ex DREC) “cuja diretora é a candidata pelo PSD à Câmara de Oliveira do Hospital”.

“Ao que parece, vem agora “roer a corda”” constata João Dinis, responsabilizando Cristina Oliveira por mais “este ataque à Rede Escolar e ao Ensino do nosso Município”.

João Dinis não tem dúvidas de que a “razia” de turmas é mais uma “consequência negativa da criação do mega-agrupamento”, pelo que exorta a comunidade escolar e Câmara Municipal a “dar combate cerrado a estes propósitos do Ministério da Educação PSD e CDS/PP”.

“Ganha cada vez mais razão a exigência da demissão do (des)governo PSD – CDS/PP e do fim destas políticas da “ditadura” das tróikas e do grande capital”, defende o candidato da CDU à autarquia oliveirense.

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  • Guerra Junqueiro

    «Detesto
    as vossas ideias mas estou pronto a defender até à morte o vosso direito a
    exprimi-las.»

    • Professor

      AO tal de “Guerra Junqueiro”, que parece ter,por aqui, uma horta…Substitua, onde deve ser, mentalmente, “mestre -escola” por ministro: o Cratinista….
      A Escola PortuguesaEis as crianças vermelhas
      Na sua hedionda prisão:
      Doirado enxame de abelhas!
      O mestre-escola é o zangão.

      Em duros bancos de pinho
      Senta-se a turba sonora
      Dos corpos feitos de arminho,
      Das almas feitas d’aurora.

      Soletram versos e prosas
      Horríveis; contudo, ao lê-las
      Daquelas bocas de rosas
      Saem murmúrios de estrela.

      Contemplam de quando em quando,
      E com inveja, Senhor!
      As andorinhas passando
      Do azul no livre esplendor.

      Oh, que existência doirada
      Lá cima, no azul, na glória,
      Sem cartilhas, sem tabuada,
      Sem mestre e sem palmatória!

      E como os dias são longos
      Nestas prisões sepulcrais!
      Abrem a boca os ditongos,
      E as cifras tristes dão ais!

      Desgraçadas toutinegras,
      Que insuportáveis martírios!
      João Félix co’as unhas negras,
      Mostrando as vogais aos lírios!

      Como querem que despontem
      Os frutos na escola aldeã,
      Se o nome do mestre é — Ontem
      E o do discíp’lo — Amanhã!

      Como é que há-de na campina
      Surgir o trigal maduro,
      Se é o Passado quem ensina
      O b a ba ao Futuro!

      Entregar a um tarimbeiro
      Um coração infantil!
      Fazer o calvo Janeiro
      Preceptor do loiro Abril!

      Barbaridade irrisória,
      Estúpido despotismo!
      Meter uma palmatória
      Nas mãos dum anacronismo!

      A palmatória, o açoite,
      A estupidez decretada!
      A lei incumbindo a Noite
      Da educação da Alvoradal

      Gravai na vossa lembrança
      E meditai com horror,
      Que o homem sai da criança
      Como o fruto sai da flor.

      Da pequenina semente,
      Que a escola régia destrói,
      Pode fazer-se igualmente
      Ou o assassino ou o herói.

      Desta escola a uma prisão
      Vai um caminho agoireiro:
      A escola produz o grão
      De que a enxovia é o celeiro.

      Deixai ver o Sol doirado
      À infância, eis o que eu vos peço.
      Esta escola é um atentado,
      Um roubo feito ao progresso.

      Vamos, arrancai a infância
      Da lama deste paul;
      Rasgai no muro Ignorância
      Trezentas portas de azul!

      O professor asinino,
      Segundo entre nós ele é,
      Dum anjo extrai um cretino,
      Dum cretino um chimpanzé.

      Empunhando as rijas férulas
      Vós esmagais e partis
      As crianças — essas pérolas
      Na escola — esse almofariz.

      Isto escolas!… que índecência
      Escolas, esta farsada!
      São açougues de inocência,
      São talhos d’anjos, mais nada.

      Guerra Junqueiro, in ‘A Musa em Férias’

  • Oliveirense

    A candidata da CPC do PSD poderia mandar fazer um cartaz a dizer:

    Temos um projeto inovador na área da educação – Vamos acabar com o ensino público no Concelho, connosco os alunos vão todos para as escolas da Cidade – encerrem-se todas as escolas da periferia.

  • Guerra Junqueiro

    Pela minha parte, gostava de saber quanto custa o ensino concelhio.
    No que respeita a ESTGOH, ouvi o seu presidente dizer que 95% da verba que recebem é para pagar salários. Estão a defender o ensino, ou o salário dos professores e restante pessoal?

    Cumprimentos
    Guerra Junqueiro