Candidato do PSD, Mário Albernaz, quer atrair jovens para Ervedal e Vila Franca da Beira e João Paulo Albuquerque fala em revitalizar tecido industrial e atrair novas empresas

O problema da desertificação é um dos principais problemas que o candidato pelo PSD à Assembleia da União de Freguesias de Ervedal da Beira e Vila Franca da Beira diz que irá procurar resolver se vier a ser eleito nas eleições do próximo dia um de Outubro. Mário Albernaz, empresário e músico, 50 anos, que concorre acompanhado, entre outros, por Madalena Gouveia e Luís Marante, disse ontem na apresentação da sua lista, na sede da Filarmónica de Ervedal da Beira, que este será um dos grandes desafios do futuro e que a sua equipa estará disposta a lutar por combater este dilema. E apresentou, a título de exemplo, como uma das possíveis soluções, o desbloqueamento dos problemas existentes no loteamento que se encontra a localidade.

“É um loteamento que tem as infra-estruturas todas prontas há muitos anos, já do tempo do anterior presidente Mário Alves. Mas estes lotes já têm projecto incluído e é demasiado dispendioso. A maioria dos possíveis compradores acabaram por desistir e outros que já tinham comprado, face aos custos, acabaram por devolver os terrenos. Temos de encontrar uma resposta para este problema, porque estamos certos que haverá muita gente com vontade de vir viver para cá, muitos deles jovens”, explicou Mário Albernaz, que pretende ainda sensibilizar os proprietários de edifícios degradados e abandonados para que sejam recuperados ou colocados à venda. “Este serão pontos com os quais nos vamos comprometer no programa eleitoral”, disse.

Numa cerimónia que contou, além do candidato à liderança do Município, João Paulo Albuquerque, com a presença de António Lopes e do ex-presidente da Câmara Municipal Mário Alves, a equipa do PSD que se apresenta a eleições mostrou-se igualmente preocupado com o estado das florestas e dos rios que passam por aquelas localidades. “A Junta, em articulação com a população e outras instituições, tem de procurar criar mecanismos para que as florestas permaneçam limpas, porque fica muito caro aos proprietários procederem à sua manutenção de forma isolada. E sabemos que é importante encontrar soluções para o flagelo dos incêndios que assolam o país. Temos também de olhar para o rio Mondego e Seia com outros olhos”, frisou Mário Albernaz, lembrando que a sua equipa é constituída por pessoas dinâmicas, honestas e disposta a trabalhar com todo o empenho para o desenvolvimento da freguesia.

Apostar na revitalização do tecido industrial e atrair novas empresas

Pouco depois, o candidato à Câmara Municipal pelos sociais-democratas voltou a falar mais uma vez do problema dos rios Seia e Mondego que, no seu entender, se encontram abandonados e poderiam têm um “enorme potencial turístico”. “Custa-me muito ver o Seia assim. Se havia uma maravilha no nosso concelho era a nossa açude, com água límpida onde se viam os peixes e podíamos atirar uma moeda e mergulhar para a ir buscar. Mas actualmente está perdida, como está o rio Mondego. É necessário apresentar um projecto de recuperação e transformar estes espaços em atracções turísticas”, referiu João Paulo Albuquerque que diz ter também uma aposta muito forte para revitalizar o tecido industrial existente no concelho e criar condições para atrair novas empresas.

“A nossa indústria têxtil é muito forte, mas precisa de acompanhar o desenvolvimento e apresentar produtos de ponta. Temos de inovar, de conseguir parcerias entre as empresas e as universidades. A BLC3 poderia ser uma instituição importante nesse aspecto, mas o que vejo por lá é surgirem projectos que só servem quem lá está. Não pode continuar assim. Temos também de ajudar os pastores a aumentar a sua produção, não podem continuar a produzir como acontecia há 50 anos”, explicou, criticando depois o facto da equipa de José Carlos Alexandrino, candidato pelo PS e actual presidente da autarquia, se apresentar a eleições com um grupo de profissionais quase exclusivamente constituída por professores.

“Não tenho nada contra os professores, antes pelo contrário, mas é preciso pessoas com outras experiências e visão. Foi por isso que tivemos a preocupação de constituir uma equipa multidisciplinar que pode dar resposta a questões diversificadas. Temos tudo para mudar de rumo e evitar este caminho que só nos conduz ao abismo do subdesenvolvimento”, rematou, depois de agradecer ao ex-presidente Mário Alves que, no seu entender, foi o grande impulsionador de um movimento que teve como principal preocupação construir boas equipas para a Câmara, Assembleia Municipal, bem como para as Juntas de Freguesia. “Sem a ajuda dele esta epopeia seria impossível, num concelho que vive um clima de medo como nunca imaginei. O início foi muito complicado, mas com o passar do tempo as pessoas foram aderindo, libertando-se das amarras e o movimento está a crescer, está cada vez maior, vamos ver onde vai parar”, disse, lembrando que houve algumas localidades onde preferiram não fazer lista, porque não existia a possibilidade de se fazer uma equipa. “E seria fácil fazer lista e concorrer, mas preferimos seguir a nossa linha e apresentar apenas equipas competentes”, concluiu.

LEIA TAMBÉM

Faleceu a romancista Ermelinda da Silva

A romancista Ermelinda da Silva natural de Vila Franca da Beira faleceu ontem e funeral …

Um ferido grave e outro ligeiro num despiste em Tábua

Um despiste esta tarde (18h04) na Estrada Municipal 1304, na freguesia de Vila Nova de …